segunda-feira

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abril 2011

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Transcultura #044 (O Globo): apostas Coachella 2011, Wado

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Meu texto da semana passada da coluna “Transcultura”, que publico todas as sextas no jornal O Globo:

O futuro no Coachella
Listamos dez emergentes nomes do festival que começa hoje nos EUA

por Bruno Natal

Não é fácil conseguir tocar em um dos mais influentes festivais de música do mundo. Ser escalado para o Coachella aumenta a visibilidade de muitos artistas; porém, essa é apenas metade da tarefa. Uma vez lá, uma banda precisa despertar a atenção do público, entre mais de cem atrações.

Na edição 2011, que acontece de hoje a domingo, no deserto da Califórnia, os brasileiros Emicida (com problemas com visto, não está confirmado), The Twelves e DJ Marky disputarão espaço com os arrasta-multidões The Strokes, Arcade Fire, Chemical Brothers, Kings of Leon, Kanye West e outros. Segue, então, uma seleção com dez nomes menos comentados do festival – e que podem fazer os melhores shows do evento. Afinal, quanto menos testemunhas, mais histórico.

1) Tame Impala: Sendo justo, os australianos também não estão exatamente escondidos no mapa, mesmo que ainda faltem muitos e muitos degraus até o topo. Psicodelia setentista de interferências oitentistas. Ouça: “Alter ego”

2) Menomena: Indie rock experimental (pode falar isso?), os integrantes trocam de instrumentos e funções em cada música, feitas num programa de computador desenvolvido por um dos integrantes. Soa mais complicado do que de fato é. Ouça: “Taos”

3) Brandt Brauer Frick – O Kratwerk ressucita após uma noitada disco. Ouça: “Bop”

4) Foster The People: Os vocais do MGMT, as bases do Passion Pit, ainda engatinhando, rock dançante e fofo, para agradar aos meninos e às meninas. Ouça: “Pumped Up Kicks”

5) TOKiMONSTA: Em tempos de hits comerciais, o hip-hop ainda pode ser instrumental. Na chapação do Flying Lotus, só que feito por uma mulher. Ouça: tudo!

6) Here We Go Magic: Mais uma do Brooklyn, mais uma banda dando o passinho à frente do chatoide nu-folk, adicionando sintetizadores e programação eletrônica. Ouça: “Tunnelvision”

7) OFWGKTA: É injusto dizer que o Odd Future Wolf Gang Kill Them All, muitas vezes chamado apenas de Odd Future, está sendo pouco comentado. O polêmico coletivo de hip-hop, formado por uma molecada californiana, vem sendo apontado como o que de mais diferente surgiu no gênero recentemente. Ouça: “Yonkers”

8) Mount Kimbie: Pós-dubstep, se é que existe algo assim. A dupla inglesa sai na frente, sem o apelo pop de James Blake. Ouça: “Before I move off”

9) Ramadanman: Com o iminente resgate dos anos 1990, a volta do drum ‘n’ bass é certa. A presença dos DJs Marky, Andy C e Hype na escalação do Coachella aponta que o retorno das batidas quebradas começou. Parte da nova geração, Joy Orbison também toca, assim como os primos do dubstep Kode9, Roska e Caspa. Destaque para o Ramadanman misturando as duas coisas. Ouça: “Don’t Change For Me”

10) Black Joe Lewis & The Honey Bears: O soul e o funk parecem mesmo eternos. Mais uma banda surge fazendo o dever de casa do mestre James Brown direitinho. Ouça: “Sugarfoot”

Tchequirau

Catarinense radicado em Alagoas e agora morando no Rio, Wado comemora os dez anos do seu disco de estreia tocando “O Manifesto da Arte Periférica”na íntegra, no Oi Futuro Ipanema, com participações do Momo (hoje), Domenico (sábado) e Kassin (domingo).

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