Um resumo da 1a edição do Novas Frequências
Written by urbe, Posted in Música
Demorou mas pintou o vídeo do primeiro Novas Frequências – que já teve sua segunda edição garantida. Ótima notícia.
quinta-feira
abril 2012
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Written by urbe, Posted in Música
Demorou mas pintou o vídeo do primeiro Novas Frequências – que já teve sua segunda edição garantida. Ótima notícia.
terça-feira
fevereiro 2012
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Written by urbe, Posted in Imprensa, Música
Meu texto de sexta passada da coluna “Transcultura”, que publico todas as sextas no jornal O Globo:
A coisa tá grave, viva o grave!
por Bruno Natal
A explosão comercial do dubstep foi um dos fatos mais inesperados da história da música eletrônica. Poucos previram que os graves cavernosos e a atmosfera sombria das batidas quebradas de bpm lento, tocado em festas soturnas no sul e leste de Londres, poderiam chegar ao grande público.
Vampirando o estilo com seu pastiche, ressaltando o que há de pior (como as torrentes de wobble bass, um grave modulado, distorcido e oscilante), Skrillex atingiu o status de super DJ, saiu na capa da Billboard e passou a régua no dubstep. Skrillex, no entanto, apenas cristaliza o fim de um processo longo de pasteurização do gênero, uma metamorfose que se deu aos poucos, com elemento do dubstep sendo emprestados e misturado a outras correntes musicais.
O fato da produção de seus elementos “essenciais” serem ensinados em tutoriais no YouTube era um indicativo de que havia virado uma fórmula, o que é o fim para relevância de qualquer gênero. Era preciso fazer uma curva. O que poderia ser uma má notícia se gerando algo positivo, incentivando mudanças de direção por produtores mais preocupados com os sons que saem das caixas do que o tilintar das caixas registradoras.
http://youtu.be/uDblKjCIRjI
Desde os idos de 2007 produtores fiéis aos conceitos independentes do dubstep, como Burial e Kode 9 (dono do essencial selo Hyperdub), buscaram fugir da mesmice para qual tudo sem encaminhou, inaugurando o que que ficou conhecido como pós-dubstep, re-aproximando o estilo do clima experimental de onde surgiu. Essa fase 2 criou o ambiente para nomes como James Blake ou sua versão mais radifônica, Jamie Woon, despontarem, trazendo outros elementos para equação, notoriamente o R&B, outro gênero que sofreu com a comercialização, esse nos anos 90.
O principal legado do dubstep e, principalmente, sua viabilidade comercial, foi bem além dos novos gêneros que surgiram a partir dessa problemática (UK Funky, o próprio pós-dubstep): sua ascensão deu coragem para produtores colocarem o grave novamente no centro das atenções. No atual estado de DavidGuetização da música eletrônica, com sirenes por toda parte e o agudo tomando conta até onde menos se espera (o show de horrores proporcionado pelo Major Lazer é um exemplo), isso por si só é um alento. Mais grave é sempre um alegria, mesmo em música ruim. O grave é o alho sônico, deixa qualquer coisa melhor.
Conversando com o pesquisador Chico Dub, curador do festival Novas Frequências, ele observou: o grave se tornou o denominador comum da música urbana contemporânea. Seja em artistas tendendo ao r&b (The Weeknd), hip hop (A$AP Rocky), ao house (Lone), techno (Martyn), breakbeat (Mosca), drum n bass (Joy Orbison), 2-Step e Garage (Redinho, Julio Bashmore) ou até mesmo a um pós-pós-dubstep de olho no grande público (SBTRKT).
A impossibilidade de rotular cada um dessas misturas (uma prateleira para cada artista iria ficar complicado…) fez surgir mais um gênero, a bass music, um guarda chuva pra lá de bobo, por ser demasiadamente abrangente. Atendendo essa demanda, dois selos despontam: o escocês Numbers (por onde até Kieran “Four Tet” Hebden e o Modeselektor andam ciscando), nascido a partir de uma festa, e o inglês Night Slugs.
A coisa tá grave. E isso é ótimo.
–
Tchequirau
http://vimeo.com/34926849
Muito influenciado pelo dub, ano passado o Sun Araw (que recentemente esteve no Rio para participar do festival Novas Frequências) foi a Jamaica atrás do The Congos, do clássico “Heart of the Congos”, produzido por Lee Perry e tido em algumas listas como o melhor disco da história do reggae, para produzirem material juntos. Enquanto o disco não vem, tem um vídeo mostrando um pouco da viagem.
quinta-feira
dezembro 2011
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Written by urbe, Posted in Destaque, Música, Resenhas
A sensação após o show do Sun Araw, ontem abrindo o festival Novas Frequências, foi atordoante. A chapação proporcionada por camadas e mais camadas de guitarras e sintetizadores, batidas programadas da MPC, ecos, delays e efeitos de pedal, fizeram alguns dormir. Outros, mais insistentes, mergulharam nessa maçaroca sonora, em busca do grave, lá no meio, pulsando calmamente, amassando o cérebro, como um prêmio pela aventura.
Liderado pro Cameron Stallones, sósia magrelo sósia do Anthony Kiedis (RHCP), o trio reconstrói as músicas gravadas solitariamente pelo texano em seu quarto em Los Angeles. Psicodelia e repetição são palavra de ordem, loops de linhas de teclado e de guitarra induzindo ao transe, linhas de baixo vindas do dub. A ligação coma Jamaica é forte, recentemente Cameron foi a Jamaica gravar com o The Congos.
Perto do final do show, um dos cabos da shahi baaja ( instrumento indiano tocado por um dos músicos, googlei essa, óbvio) deu o famoso Maucon (mau contato) e saiu de cena. O acontecimento evidenciou que a dinâmica constante, deixando o som um tanto reto, poderia variar mais. Soou bem sem o instrumento, poderia variar mais.
O problema foi também responsável pelo “momento extintor de incêndio no museu” da noite. Ninguém teria percebido que se tratava de um defeito se o músico não tivesse apontado. O ruído causado pelo cabo era totalmente compatível com a sonoridade lo-fi do Sun Araw. Numa banda tão experimental, faltou incorporar o imprevisto.
Nada que tenha prejudicado a apresentação, uma das grandes surpresas do ano. Nem passava pela cabeça ver o Sun Araw ao vivo, muito menos no Rio.
quarta-feira
dezembro 2011
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Written by urbe, Posted in Música
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Hoje começa o festival Novas Frequências, escuta a segunda mixtape pra sacar os sons.

segunda-feira
dezembro 2011
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Written by urbe, Posted in Música
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Essa semana acontecem os shows do Novas Frequências. O festival foi idealizado e produzidopelo Chico Dub, novo vizinho OEsquema, que preparou uma mixtape pra apresentar as atrações. Os ingressos estão praticamente esgotados, então, corre pra não perder.
