quinta-feira

8

dezembro 2011

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Sun Araw no Rio

Written by , Posted in Destaque, Música, Resenhas

A sensação após o show do Sun Araw, ontem abrindo o festival Novas Frequências, foi atordoante. A chapação proporcionada por camadas e mais camadas de guitarras e sintetizadores, batidas programadas da MPC, ecos, delays e efeitos de pedal, fizeram alguns dormir. Outros, mais insistentes, mergulharam nessa maçaroca sonora, em busca do grave, lá no meio, pulsando calmamente, amassando o cérebro, como um prêmio pela aventura.

Liderado pro Cameron Stallones, sósia magrelo sósia do Anthony Kiedis (RHCP), o trio reconstrói as músicas gravadas solitariamente pelo texano em seu quarto em Los Angeles. Psicodelia e repetição são palavra de ordem, loops de linhas de teclado e de guitarra induzindo ao transe, linhas de baixo vindas do dub. A ligação coma  Jamaica é forte, recentemente Cameron foi a Jamaica gravar com o The Congos.

Perto do final do show, um dos cabos da shahi baaja ( instrumento indiano tocado por um dos músicos, googlei essa, óbvio) deu o famoso Maucon (mau contato) e saiu de cena. O acontecimento evidenciou que a dinâmica constante, deixando o som um tanto reto, poderia variar mais. Soou bem sem o instrumento, poderia variar mais.

O problema foi também responsável pelo “momento extintor de incêndio no museu” da noite. Ninguém teria percebido que se tratava de um defeito se o músico não tivesse apontado. O ruído causado pelo cabo era totalmente compatível com a sonoridade lo-fi do Sun Araw. Numa banda tão experimental, faltou incorporar o imprevisto.

Nada que tenha prejudicado a apresentação, uma das grandes surpresas do ano. Nem passava pela cabeça ver o Sun Araw ao vivo, muito menos no Rio.

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