A timidez de Moreno Veloso contrastava com a posição na qual se encontrava. Sozinho no palco, nitidamente nervoso, tocou versões, composições suas antigas e também algumas inéditas que farão parte do próximo disco, “Coisa Boa”.
O formato do show no Sonoridades surgiu por acaso, quando uma viagem do +2 ao Japão iniciou com o desfalque de Domenico, seguido de uma baixa do Kassin e, convidado pelos japoneses, Moreno cumpriu as datas solo. Decidido a se desafiar, resolveu encarar uma plateia caseira.
A delicadeza de Moreno transparece nas músicas, a fragilidade da voz permeada por uma mão direita picotada no violão, fazendo o instrumento trotar e dando um ritmo percussivo as interpretações.
No terço final, o compositor recebeu a companhia de Pedro Miranda e do violão de 7 cordas Luis Filipe de Lima.
26 músicas depois, missão cumprida. Embalado por uma canção de ninar em parceria com Domenico, a tal “Coisa Boa, Moreno parecia mais a vontade. Pronto para lançar o novo disco.
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Não foi exatamente assim que começou, lá em 2003, e ainda deve mudar muito. A graça é essa.