Seattle Archive

domingo

4

novembro 2012

3

COMMENTS

Cat Power cura suas loucuras em Seattle

Written by , Posted in Música

Cat Power

Cat Power anda confusa. Esses dias cancelou e em seguida reconfirmou sua turnê européia por “problemas financeiros e de saúde” (como deixar de trabalhar ajuda a parte financeira é difícil entender). O Rodrigo conferiu Chan Marshall em meio a dias turbulentos, em Seattle, e conta como foi:

Sabe aquele sábado que você sai pra jantar na esquina de casa sem pensar muito e do nada, duas horas depois, tem a Chan Marshall cantando no seu ouvido? Pois é, aconteceu comigo essa semana.

Quatro anos atrás encontrei com a Cat Power no mesmo endereço, nós dois bonitinhos de cabelo penteado e camisa pra dentro da calca. Eu na plateia quieto, dando todo o espaço do mundo pra ela colocar toda sua dor pra fora a cada estrofe, mas apesar de todos os seus perrengues, Chan tava lá, loirinha, bonitinha, angelical. Deixou saudade.

Hoje a história é bem diferente. Bastou eu aparecer sem avisar, comprando um ingresso minutos antes do show (impensável no universo sold-out the Seattle) pra ver a verdadeira face de Chan Marshall.

Num rock pesado de garagem a banda de abertura The Goat me fez conferir o ingresso, afinal, eles não tem nada em comum com a Cat Power que eu conheço. Haha, seu ingênuo.

Cat Power no palco, e o que um dia era uma bandinha comportada com uma loirinha encolhida se transformou numa banda dark e uma vocalista de jaqueta de couro e cabelo moicano.

Musica após musica ficava cada vez mais claro. Sintetizadores no fundo, guitarras arranhadas, duas baterias aumentando o peso do bumbo no meu ouvido. Chan encontrou novos amigos e finalmente conseguia colocar pra fora toda a dor que corre dentro dela.

Sei lá como explicar esse show, um rock industrial ancorado por uma voz blues absurda? Se você tiver chance de assistir faça um favor a si mesmo e vá, só não espere um encontro com a girl next door, a situacao agora é bem diferente, e pra melhor.

Tinha um papo de que ela estava a caminho do Brasil. Deve ter caído.

terça-feira

9

outubro 2012

1

COMMENTS

Macklemore & Ryan Lewis

Written by , Posted in Destaque, Música

O Rodrigo avisa da nova sensação do rap nos EUA:

“Já ouviu falar do Macklemore & Ryan Lewis? Tem tempo que sao headliners da cena hip-hop de Seattle, mas parece que agora explodiram de vez nos EUA. Lançaram o primeiro album hoje e… 1st. place no iTunes, detalhe… sem gravadora.

“O melhor é que o som é excelente e os videos não ficam nada atrás.

“Primeiro me mandam “Thrift Shop”, todo filmado nos brechós de Seattle. Depois encabeçam “Same Love” e definem um hino local de apoio ao casamento gay, bem atual, já que o referendo popular pra garantir a aprovação no estado de Washington é mês que vem.”

Sei não, meio cara de embrulho demais, não?

segunda-feira

7

maio 2012

0

COMMENTS

Willis Earl Beal em Seattle

Written by , Posted in Música

Willis Earl Beal @ The Barboza

O Rodrigo conferiu o Willis Earl Beal em Seattle e mandou o relato:

“Rolou uns dias de atraso e as paredes ainda cheiravam a tinta, mas finalmente a mais nova casa de show de Seattle foi inaugurada. The Barboza (com trocadilho) abriu no subsolo de outra famosa casa e me fez pensar que por aqui tem mais casa de show do que loja de sucos no Rio de Janeiro.

“Com uma lotação de 200 pessoas o foco são shows mais intimistas, e foi isso que Willis Earl Beal fez ao subir no palco. Quer dizer, primeiro ele mandou toda a social do fundo calar a boca. Fez efeito, mas criou um buraco entre ele e a plateia só contornado quando após a primeira música ele deixou claro: ‘Não sou grosseiro, só quero ser ouvido, como todo ser humano’.

“Foi fácil dar razão ao cara. Uma voz grave rasgada invejável e revezando entre uma guitarra e um gravador de fita ele cantava, suava, sofria sozinho no palco. Um Tom Waits ainda mais primata, ao ponto usar como percussão seu cinto batendo contra uma cadeira.

“O ambiente ficava tenso e Willis sabendo disso fazia piada entre as músicas. Depois de derrubar seu copo de cerveja alguém da plateia lhe pagou a segunda rodada, Willis agradeceu: ‘Obrigado! Cara, você parece o Drake’.

“O album ‘Acousmatic Sorcery’ tem uma qualidade de banheiro sujo e só traça um rascunho do que está por vir. Willis Earl Beal tem uma voz absurda, sabe onde pisa e ainda tem muito pra contar. Dificilmente encherá estádios, mas garanto que os que calarem a boca e escutarem o que ele tem a dizer não sairão arrependidos.”

Escute o disco de Willis inteiro. “Evening’s Kiss” é bem boa:

E confira uma apresentação ao vivo, em Los Angeles, no dia seguinte ao show que o Rodrigo foi.

quarta-feira

7

setembro 2011

3

COMMENTS

Warpaint, Broken Social Scene, Kills e mais no Bumbershoot 2011

Written by , Posted in Música

Correspondente do URBe em Seatlle, Rodrigo conta como foi esse festival cheio de bandas a caminho do Brasil:

Domingo na meiuca do feriado em Seattle e pra ficar melhor com um solzinho aconchegante. Lá fui eu aproveitar um dois dias floridos de shows no modesto mas eficaz Bumbershoot Festival. No cardápio: Mad Rad, Broken Social Scene, Tennis, Warpaint, Toro Y Moi e The Kills. Como de costume, festival q é festival nao se consegue ver tudo, e portanto fui obrigado a deixar Toro Y Moi de lado em busca de um lugar mais juntinho do duo do de Kills.

Eis o que rolou, por ordem de chegada:

Mad Rad

Pra quem nao sabe Mad Rad é um grupo de rappers braquelos de Seattle que fazem um certo barulho por letras pesadas acompanhadas de umas batidas eletrônicas q me lembram o minimalismo do Kraftwerk. Estranho, diferente e contagiante. Divertiu bem e serviu bastante pra começar o dia.

Broken Social Scene


O Main Stage costumava ser num campo aberto esquema Apoteose, mas dessa vez transferiram pra dentro do Key Arena, considerado como o pior estádio da NBA na época que Seattle ainda tinha time de basquete. Bom, o time se foi, mas o estádio continua a mesma porcaria. Com uma acustica péssima o show do BSC saiu todo distorcido ecoando por todos os lado. No fim ainda rolou um cover do Modest Mouse (q é de Seattle) com The World At Large, mas nao foi o suficiente pra me deixar empolgado.

Tennis

Volto pro sol sem ter a menor noção do que assistiria pela frente. Dou de cara com mais uma banda querendo ser o She & Him. Meus queridos, eu já assisti Beach House, Best Coast e sei lá quantas outras bandas tentando meter esse sonzinho retrô sunset, nunca colou. Em todos eles falta o charme da Zoey e principalmente a categoria do M. Ward. Mas vamos tirar dois pontos positivos nessa história: (1) as músicas anunciadas como novas eram absurdamente melhores, ou seja, pode vir coisa boa por aí. (2) A vocalista com seus cabelos cacheados me fez lembrar os bons tempos onde eu assistia Atração Fatal no Supercine e morria de medo da Glenn Close.

Warpaint


Agora sim. Sério. QUE BANDA É ESSA MEU DEUS! Se vc pode ir nesse show, faça um favor a si mesmo e vá! As músicas se alongando, o improviso tomando conta, as meninas sorrindo entre elas, o baixo certeiro ditando o ritmo enquanto a linha de frente das guitarras passeia. Undertow pode ser o hit bonitinho delas, mas ao vivo perde importâcia tamanha a quantidade de música boa. Melhor show do dia, daqueles q vc sai com gosto de quero mais e sai assinando qualquer registro pra fã clube.

Pois é, perdi o Toro Y Moi e tive q aturar o Shithole Surfers. O telão abusando dos filmes gore conseguiu ser engraçado por quase duas músicas. Ruim demais.

The Kills


Antes do show começar eu começo a me aproximar do palco procurando um lugar mais perto, surpresa supresa, sem esforço nenhum eu grudo na grade. A unica explicacao é q o povo em boa parte saiu em direção ao Main Stage pra assistir ao Wiz Khalifa. Ahh e on a side note, quem diabos é Macklemore? Nunca vi tanta menininha de 13 anos vestindo a mesma camiseta.
Anyway, voltando ao Kills, eu esperava algo mais pancada no esquema Sleigh Bells, com um grave estourado saltando por sobre a voz da vocalista. Ledo engano, o andamento é travado como nos álbuns, a guitarra do Jamie Hince reveza com a voz limpa e fenomenal da Alison. A performance dela é de outro mundo, eu ali na primeira fila deu vontade de chorar ao fim de The Last Goodbye. Bonito pra caceta e imperdível.


terça-feira

16

novembro 2010

2

COMMENTS

Of Montreal @ Seattle

Written by , Posted in Música, Resenhas

O Planeta Terra está chegando e o Of Montreal vem aí. Nosso correspondente em Seattle, Rodrigo, viu o show há duas semanas e conta como foi:

Voltei do show do Of Montreal, no Paramount, que é um lugar fenomenal, mas o som tava UM LIXO, os caras passaram o show inteiro saindo na porrada com os microfones e guitarras.

Agora, tirando o som, a empolgação e doidera dos caras é fora do padrão, rolou desde uma simples chuva de penas até o vocalista enrabando uma mulher vestida de porca. Crowd surfing do guitarrista foram dois, e eu perdi a conta do dos coreógrafos (ou sei lá o nome de quem fica dançando igual, fantasiado no palco).

Fora isso uma cena inédita na minha história de shows: guitarrista desce no meio da platéia e ajoelha, e com isso toda a comissão da frente da platía ajoelha junto! No fim todos pulam juntos quando a batida recomeça.

O bis foi um aburdo, com eles abrindo com “Thriller”, emendando “Wanna Be Starting Something”, do Michael Jackson.

Foi bom o show? Foi. Entrará pra história? Não. Culpa do som =(

ahhh e eu PS gigante: conhece a Janelle Monáe? Ela fez o show de abertura, canta pacas num som meio funk/soul com um sintetizador forte no fundo. Juro que teve uma hora que me senti assistindo uma coisa meio Jackson5 com Outkast.

Falta menos de uma semana para o show no Brasil.

%d blogueiros gostam disto: