Resenhas Archive

domingo

11

dezembro 2011

7

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Com Truise, muito além do trocadilho

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A primeira coisa que chama atenção no Com Truise é o nome familiar. A graça se desfaz quando se ouve os primeiros acordes do funk digital mid-fi produzido pelo designer Seth Haley (“um lo-fi que dá pra tocar no rádio”, explicou em entrevista para o doc-curta sobre lo-fi e chillwave “The Rise of Lo”, que estou fazendo com o Chico Dub – em breve nas melhores internetes do ramo),

O Com Truise consegue transformar timbres e possibilidades dos sintetizadores mais cafonas dos anos 80 em algo classudo. Não é pouca coisa. Música de videogame (lembro da trilha de “Castelvania IV” sempre que ouço) com pegada sci-fi, retro-futurismo oitentista noir, indicado no clipe de “Brokendate”.

Atração mais aguardada e a primeira a ter os ingressos esgotados no festival Novas Frequências, provavelmente por ter o som mais acessível ou próximo do pop, Com Truise fez por merecer a atenção recebida. Ao vivo, descosnstrói e reconstrói as músicas através de um sintetizador e dois controladores, substituindo as batidas programadas por um baterista ao vivo, utilizando algumas programações por cima.

Quem esteve no pequeno teatro teve uma grande chance de ver bem de perto. O Com Truise pode crescer bastante, basta saber até que ponto Seth Haley quer levar o projeto.

domingo

11

dezembro 2011

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Andy Stott é um caso grave

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Poucas vezes o 4×4 do techno soa tão macio quanto na batucada afro filtrada pelo dub do inglês Andy Stott.  Citando Jeff Mills, o selo Basic Channel, Square Pusher, Autechre, garage como referência, é exatamente uma mistura disso tudo que ele apresenta.

O live apresentado poderia tranquilamente ter acontecido em algum clube londrino em uma festa de bass (como a Dublime), é feito para as pistas de dança – bom, ao menos para aquelasque curtem dançar em câmera lenta, amassada por graves.

Num caminho inverso do Sun Araw, que esconde a pulsação do grave, Andy Stott mantém as texturas, colagens, estalos, ruídos e fragmentos de vocais sampleados escondidos sob pancadas de baixa frequência, servindo como isca para o transe do ouvinte.

As cadeiras do teatro chacoalharam, literalmente, num ambiente soturno, melancólico e reflexivo. Meditação grave das melhores.

segunda-feira

5

setembro 2011

8

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Metronomy avassalador no Rio, agora… partiu Warpaint!

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fotos: URBe fotos via Instagram/@urbe

Showzão do Metronomy ontem no Circo Voador, e festa foi longe com os DJs Nepal, Camara e Dani. Os ingressos esgotados davam a deixa de que a noite seria boa. O público fez sua parte, o resto cabia a banda.

Com um som muito bem passado e bem ensaiados, os ingleses superaram as expectativas. A pressão do bumbo e boa técnica da baterista, as dedilhadas estaladas do baixista (uma versão masculina 2011 da Grace Jones) e o revezamento entre a guitarra e teclado nas interferência sonoras caíram como uma pedra de 700 kilos na cabeça da platéia, provocando uma desorientação, um estado de suspensão em que a única resposta era dançar. E como dançaram.


“The Bay” e a galera junto
+ vídeos

Baladas como “The Look” e “On Dancefloors” (a chorada do sintetizador dessa, o melhor da música, soando um pouco baixo) ou “She Wants” dão tempo de respirar dos momentos new wave de “My Heart Rate Rapid” e “On The Motorway”, “Corinne” e hits como “Heartbreaker”.

O som poderia facilmente ser classificado de synthpop ou indietronica, tem alguns elementos que o fazem ir além disso: o retrofuturismo, a ironia (até solo de sax tem), a sujeirada e ruídos no mix. Até influência torta de bossa nova aparece em “Some Written” – os integrantes comemoraram o fato de no Brasil a referência ter sido tão percebida.

O Metronomy é daquelas bandas que parecem muito simples, derivativa, até se prestar maior atenção de fone ou bater de frente com eles ao vivo. “Love Underlined” catalisa um pouco de tudo que a banda bebe, o crescente do sintetizador, o timbre de cravo, a pulsação da bateria, a linha de baixo pipocando lentamente, o vocal indo e vindo… Mesmo com andamentos baixos, as músicas cozinham a pista, como um set.

Faltaram “Not Made For Love” e “Everything Goes My Way” (e como pedi…). Extasiados com o show, eles disseram que voltam. Vou cobrar.

Os próximos shows confirmados do Queremos são: Ariel Pink’s Haunted Graffiti + Pains of Being Pure At Heart + Dorgas (16/set), Primal Scream tocando “Screamadelica”, Eu Quero Festival com Broken Social Scene, Toro Y Moi e Beady Eye (07 e 08).

Pra completar, ontem foi anunciada a campanha Queremos Warpaint. Se confirmado, o show será 07 de outubro, mais uma vez no Circo Voador. E ainda tem MAIS coisa por vir!

quarta-feira

15

dezembro 2010

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DJ Spooky e sua “Terra Nova: Sinfonia Antarctica”

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Preocupado com o clima no planeta, o DJ Spooky desembarcou por aqui para apresentar a sua “Terra Nova: Sinfonia Antarctica”, a convite do Multiplicidade, apenas no Rio.

Acompanhado por um grupo de cordas, o produtor fez intervenções com os CD-Js (conectados a um iPad e a um iPhone) e mixa o som do quarteto ao vivo, criando efeitos e fazendo o som circular pelo ambiente. Cercados por telas, no fundo e a frente do palco, imagens da Antártica sobrepostas por informações de texto.

Soa um tanto massante e é mesmo. Um certo conservadorismo nos efeitos, respeitando demais as cordas pra proposta ousada do projeto e as imagens pouco inspiradas, tornam a experiência toda um pouco longa e monótona e repetitiva demais.

Não foi a melhor apresentação do mundo. Ainda assim, cabe dizer, é muito bacana poder assistir algo assim no Rio. Sempre gera ideias em quem assiste.

quinta-feira

4

junho 2009

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