ônibus Archive

terça-feira

26

novembro 2013

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Dê uma nota para o motorista do seu ônibus

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nopontocerto

Com tantas meninas gastando tempo dando notas para homens Lulu, o hit da semana, a app No Ponto Certo permite rapazes e garotas darem notas para os motoristas de ônibus que lhe conduzem. Bem mais útil.

 

quinta-feira

20

junho 2013

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Os protestos no Rio (nessa quinta tem mais e é crucial) #meus20centavos

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foto: Fabio Motta/Estadão

Caraca, esse texto deu trabalho pra sair. Antes de mais nada, já aviso: não há nenhuma tentativa de explicar nada aqui. É cedo pra entender qualquer coisa com clareza ainda. O que consegui fazer foi reunir pensamentos e questionamentos surgidos nos últimos dias, principalmente durante a passeata no Centro do Rio. E não está finalizado, vou voltar, editar, corrigir, acrescentar.

A cada tentativa de sentar e escrever alguma reviravolta freava tudo. E elas não param de acontecer, a maior delas sendo a revogação do aumento das tarifas de ônibus.

Trata-se de uma bela duma manobra política, visto que o dinheiro continuará saindo do nosso bolso, mais precisamente da área da saúde, não do lucro dos empresários. Continuamos não tendo voz nos caminhos do orçamento da prefeitura. Ainda assim, uma vitória. Nosso políticos foram obrigados a nos ouvir e a agir de alguma forma, ainda que tentem proteger seus interesses. Isso também vai mudar.

Com tanto subsídio e um serviço tão pouco, talvez – prepare-se para a palavra maldita – estatizar o serviço, mesmo que temporariamente, seja uma maneira de desmanchar o cartel das empresas de ônibus. Transporte público não pode ser pautado pelo lucro, não é assim que funciona e para comprovar basta olhar a sua volta e ver o estado do que nos é oferecido. A discussão é muito maior que os R$ 0,20 até mesmo quando se fala especificamente deles.

Nessa quinta tem mais uma manifestação e essa pode ser atee mais importante do que as outras. É um momento muito delicado, de virada. Após a reviravolta no aumento é muito fácil pensar que tivemos uma conclusão, que o mais difícil já passou. Pelo contrário, está apenas começando. Agora que (re)aprendemos que podemos ser ouvidos é que terão início as grandes batalhas. Mesmo que ainda não saibamos exatamente quais são elas.

A ausência de liderança, a falta de uma agenda definida ou interlocutores, que vem sendo criticada por alguns analistas, é a maior força desse movimento, que são vários dentro de um só. Há uma grande dificuldade em compreender essa nova dinâmica, em todo espectro. Estamos aprendendo, todos nós. Não é muito diferente do que acontece na rede, ainda jovem, ainda formando significados, mudando todo dia.

Contrariando meu próprio medo (e o de tantos) de ir a manifestação e me tornar mais uma vítima da violência policial, fui ao Centro do Rio na segunda. Minha preocupação principal é que sou pai, não respondo mais apenas por mim. Mas foi exatamente pelo meu filho que fui.

A saída do metrô na Uruguaina parecia uma cena de “Tempos Modernos”, desembocando imediatamente no meio da passeata. A eletricidade no ar era perceptível, a Presidente Vargas lotada, helicópteros sobrevoando, pessoas e mais pessoas cantando, olhos cheios d’água.

O clima era tranquilo, embora todos estivessem visivelmente sensíveis aos menores movimentos, atentos a qualquer coisa que se assemelha-se a um início de confusão. De alguns prédios chovia papel picado, ligando os que estavam nas janelas com os que estavam na rua, convidando todos para descer.

A PM passou a vergonha de dizer num primeiro momento que a manifestação reunia apenas 10 mil pessoas. Uma recontagem oficial cravou em 100 mil. Devia ter muito mais. As imagens correram o mundo.

Como se sabe, as reinvidicações não eram apenas relacionadas aos R$ 0,20. Cansados de tanta coisa, ouvia-se de tudo nos gritos, cantos, nas converas, lia-se de tudo nos cartazes: de temas inócuos como “abaixo a corrupção” (e alguém é a favor, fora os corruptos?) a pedidos por melhorias na rede de saúde, transparência nos gastos da Copa, o fim da brutalidade policial e da própria PM.

A dificuldade de se definir até mesmo uma hashtag que pudesse amarrar as manifestações acontecendo em tantas cidades já sinalizava essa difusão. Muito provavelmente esses dias serão lembrados no futuro pelos 20 centavos, “os manifestos contra o aumento das passagens”, pois foi o início de tudo.

No trajeto da Presidente Vargas à Cinelândia pela Rio Branco a passeata transcorreu em paz, com os poucos policiais apenas observando a distância, sem serem vaiados e sem tentar impedir o avanço. Cabral era xingado repetidas vezes, Paes não foi (ou foi muito pouco) citado. Os gritos se alternavam basicamente entre “Vem pra rua vem”, “Se a passagem não abaixar o Rio vai parar”, “Quem não pula quer aumento”, “Sem violência”, o terror dos estádios “Sou brasileiro com muito orgulho, com muito amor” e “Não tenho partido”.

A massa de pessoas era tão heterogênea quanto o próprio mural do Facebook onde os detalhes do protesto foram combinados, com todas suas certezas, diferenças, incertezas e equívocos. E entre eles estavam os que promoveram o quebra quebra na Alerj e confrontos com a polícia, respondidos com tiros de fuzil. Enfim, uma cagada fenomenal. Estavam também os que tentavam conter os ânimos e proteger os policiais.

Entre as muitas desconfianças sobre os responsáveis pelos atos de vandalismo estava a de ser obra de pessoas infiltradas na manifestação com o intuito de causar tumultos para atender a outros interesses. Se no dia anterior no entorno do Maracanã a PM desceu a borracha nos manifestantes, na segunda os poucos policiais pouco fizeram para impedir a confusão – propositalmente, segundo alguns, para gerar o pedido e a necessidade de uma intervenção mais forte numa próxima vez.

A maior parte condenou os atos de uma minoria. Ainda assim, para alguns a violência é um preço a se pagar para conseguir atenção. Outros defendem o simbolismo dessas ações. Entretanto, se é fácil entender a relação entre revolta e bancos, é mais difícil compreender a Alerj como alvo. E tem também os que veem a violência como caminho e se referem ao ludismo.

Há uma semana o Facebook tornou-se monotemático e, ao contrário do que acontece quando assuntos como futebol, novela ou BBB dominam o timeline, dessa vez pouquíssima gente reclamou. Porém, se no início havia uma ilusória unidade, bastou alguns dias para que surgissem as dissidências. Pessoas criticando a maneira dos outros se manifestarem, disputas ideológica e até mesmo de que foco isso tudo deveria ser. O debate é saudável, desde que se lembre que a distância para censura de outras idéias é um pulo. Diversidade de pensamento é o fardo e alívio do que estamos assistindo.

A ficha tá caindo, há de se ter paciência. Para o bem e para o mal, a vida longe do teclado não se move na mesma velocidade que as redes digitais. É importante encontrar os próximos passos e para isso é fundamental que não nos percamos em nós mesmos e saibamos respeitar as diferenças. Não podemos ficar olhando manifestantes expulsando repórter de uma passeata (e isso porque era o Caco Barcellos) nem a polícia atirando na imprensa..

Nessa batalha de significados, o que não vai faltar é grupos e pessoas tentando se apropriar de discursos ou criar seus próprios para atender sabe-se lá quais interesses. Nessa, mensagens rasas disfarçadas de profundas (ontem caí nessa e voltei atrás) e muitas certezas virão em nossa direção. Não caia nessa. Estamos apenas começando, não esqueça.

O caminho é longo e o processo é lento. Não pense você que o jogo está ganho ou que sua participação não será mais necessária. Haverá ainda muitas passeatas e manifestações. Nessa quinta tem mais uma e, como foi dito, o momento é crítico. Precisamos mostrar que não nos contentamos com migalhas. O recuo do aumento das passagens não pode ser um cala a boca.

Ainda tem muito, muito o que se falar. Não é?

quarta-feira

8

maio 2013

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Motorista de ônibus, o vilão da vez

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Um trecho de “Escute do Motorista ao Menos o Indispensável”:

“O vilão da vez é o motorista de ônibus. “Sem punição, ônibus não param de matar no Rio”, lê-se na capa do jornal O Globo de 1o de maio. Dado que ônibus não dão a partida por conta própria e saem por aí atropelando pessoas a esmo, resta evidente que quem não “para de matar” são seus motoristas. Em tom apelativo, a manchete estabelece uma relação de causa e efeito cujo efeito é obscurecer o entendimento das diversas causas que contribuem para dar forma à violência no trânsito. Não se fala em traços culturais, como o individualismo predatório, a falta de educação generalizada, inclusive de ciclistas, ou o desprezo arraigado pelas leis. Não se fala em aspectos estruturais, como o trânsito cada vez mais caótico, resultado de um projeto de cidade pensado para atender ao interesse de grandes empresas, ou o pouco investimento em ciclovias, ou ainda o relacionamento promíscuo entre a Fetranspor e o poder público carioca. Nada disso: as fronteiras que definem o terreno em que deverá ser debatida a questão da violência no trânsito são demarcadas exclusivamente por duas noções, vigiar e punir.”

Siga lendo o texto do Antonio Engelke na Pittacos.

domingo

10

junho 2012

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segunda-feira

19

abril 2010

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