novas frequencias Archive

segunda-feira

14

abril 2014

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Um resumo da 3ª edição do Novas Frequências

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NovasFrequencias2013

Lá pelas tantas, dou minhas caras no mini-doc sobre a edição 2013 do festival Novas Frequências.

quarta-feira

4

dezembro 2013

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Encarando o Demdike Stare

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DemdikeStare_NovasFrequencias2013

Estampando a capa da atual edição da Wire, o Demdike Stare chegou ao Rio em alta para dar início a sequência de shows do festival Novas Frequências. Techno, ambient, dub, samples de filmes de terror, chiados de vinil e cacetadas de grave foram alguns dos recursos utilizados pela dupla de Manchester para abduzir o público.

Na maior parte do tempo apenas sugerindo melodias e batidas, as composições do Demdike Stare funcionam como peças, colagens sonoras que vão pingando no cérebro, desenhando-se pouco a pouco, de forma sutil. É uma audição ao mesmo tempo transcendental e extremamente exigente em termos de atenção.

Divididos entre diversos equipamentos, um opera filtros, pedais e sequenciadores, enquanto o outro sampleia vinis e cuida da parte visual no telão. Uma postura meditativa faz com que o transe se instale, para logo se começar a ouvir coisas onde não tem. Como se a mente tentasse preencher os espaços com outros elementos, numa experiência interativa mental e extremamente pessoal, sons imaginados (ou desejados) complementam a imersão.

Envoltos numa atmosfera assombrosa e assombrada – muito por conta dos samples cuidadosamente selecionados, muitos tirados dos arquivos de ciência e ficção científica da BBC – algumas referências se fazem presente. Um Prodigy desacelerado aqui e timbres noventistas acolá (como disse, cada um ouve o que quer naquela imensidão) dão ao espectador onde se segurar, um mínimo de familiaridade durante o mergulho por densas camadas atmosféricas.

Mesmo com tanta chapação, as cabeças na platéia chacoalhavam, corpos sendo sacudidos de dentro pra fora numa pista de dança interior.

Enquanto não chega um registro da apresentação dessa terça no Oi Futuro, assista abaixo um set da dupla no Boiler Room:

quarta-feira

4

dezembro 2013

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Transcultura #129: Novas Frequências // Tv/Av

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Novas-Frequências-3ª-edição_eflyer-completo

Versão integral e sem edição do texto na da semana passada da “Transcultura”, coluna que publico todas as sextas no jornal O Globo:

Shows, festa e palestras promovem o ‘barulhinho bom’ do Festival Novas Frequências
Evento chega à terceira edição neste sábado, com nomes fundamentais da música (ou da não música) do Brasil e do exterior
por Bruno Natal

Em sua terceira edição, de sábado até 8 de dezembro, o microfestival de sons experimentais Novas Frequências cresceu. Isso não significa um aumento de público; o Novas Frequências continua focado na experiência intimista sugerida pela própria escalação, em shows para pouco mais de cem pessoas. O que aumentou foi o número de eventos ligados ao festival. Além dos sete shows distribuídos por cinco noites no Oi Futuro Ipanema, haverá quatro palestras no Polo de Pensamento Contemporâneo e uma festa no La Paz, com um total de 14 artistas.

— Para ser completa, a experiência de um festival precisa desdobrar-se em atividades que percorrem as diversas áreas da expressão artística. Saímos do nosso formato original para ampliar interesses e atracões numa experiência expansiva, com discussões teóricas sobre questões ligadas à música, ao som e ao comportamento contemporâneo e uma noite de eletrônica experimental voltada para a pista de dança. A ideia é crescer aos poucos, ampliando o número de artistas, casas, cidades e fazer pontes com festivais internacionais — explica o idealizador e curador do Novas Frequências, Chico Dub.

Instalações sensoriais

A maior parte das atrações do Novas Frequências é instrumental — e mesmo quando cantam, esses artistas utilizam a voz mais como um instrumento do que como um elemento lírico ou retórico. Se na primeira edição os sons de Sun Araw e Murcof a tornaram mais transcendental e reflexiva, e na segunda as vozes femininas de Julianna Barwick, Prince Rama e Maria Minerva se fizeram ouvir, a escalação deste ano é a mais sonora e menos musical do festival até aqui. O foco está em paisagens sonoras, gravações de campo, found sound, noise, drone e trilhas, uma experiência mais próxima de instalações sensoriais do que de apresentações convencionais de música.

— Desde a primeira edição tento trazer o canadense Tim Hecker pro Novas Frequências, então essa apresentação tem um sabor especial pra mim. Sou apaixonado pelas paisagens sonoras do cara, é de uma beleza elegíaca sem igual. Estou bastante curioso para ouvir o Heatsick, que toca no La Paz, um britânico radicado em Berlim que já fez drone, noise e hoje toca house em um teclado Casiotone surrado. O encontro do David Toop com o Chelpa Ferro é imperdível, totalmente imprevisível. Também destacaria Stephen O’Malley, responsável por popularizar uma nova forma de se tocar heavy metal, deslocando o peso da guitarra para o clima e para a ambiência, e as desconstruções do r&b feitas por James Ferraro, artista dos mais excêntricos e prolíficos do EUA — detalha Chico.

Essa é também a edição com maior participação de brasileiros. Além do Chelpa Ferro, tocam Gimu, Fudisterik, São Paulo Underground, Babe, Terror e Paulo Dandrea. A herança musical brasileira não é uma preocupação do Novas Frequências.

— O foco internacional se dá porque que já existem bons festivais feitos no Brasil que mostram a nova música produzida aqui. Evidentemente sempre haverá espaço para artistas brasileiros que se encaixam no conceito do Novas Frequências. O festival olha para o futuro. Estamos tão interessados no Gimu, um artista sem qualquer identidade sonora ligada às raízes brasileiras, quanto no Fudisterik, um cara que pesquisa tradições folclóricas e que vez ou outra coloca isso na sua música.

Cena cresce no Brasil

Entre produtores culturais e coletivos se articulando e buscando soluções para a falta de palcos, eventos novos surgindo, um número maior de críticos musicais especializados e mesmo um maior interesse da mídia de massa, a cena experimental brasileira vem se desenvolvendo.

— De certa forma, foi a escalação nacional mais fácil de fazer, nunca fiquei tão animado com a música produzida no Brasil. E isso não só a relativo à música de vanguarda, eletrônica ou experimental. Tem coisas boas sendo feitas em todas as esferas. O Gimu se aproxima de uma série de artistas da cena do Rio e São Paulo que possuem uma pegada mais escura e sombria, explorando sonoridades próximas do drone, do noise, do dark ambient, do industrial e do techno, como Bemônio, Sobre a Máquina, Ceticências e Iridescent Life. O Babe Terror tem uma sonoridade bem particular, um lance super lo-fi, com texturas corrosivas, compressões baixas, som de fita cassete. Fudisterik e Paulo Dandrea são artistas que produzem música eletrônica de Minas Gerais e São Paulo, respectivamente, com uma produção bem instintiva, fora dos padrões e longe das referências clássicas. Lá fora rotulariam eles como “leftfield electronica”.

Ainda que as coisas estejam melhorando, é evidente que falta muita coisa.

— Precisamos de mais selos, discos, trocas com festivais internacionais, viagens desses artistas para outros estados e também para fora do país, de mais pesquisa embasada, de mais livros, de mais projetos comissionados, de mais rádios on-line. O Chelpa Ferro é sinônimo de arte sonora no Brasil. Por isso faz todo o sentido colocá-los juntos com o David Toop, o cara mais emblemático no assunto em toda a Grã-Bretanha. O São Paulo Underground, assim como o Chelpa, já possui uma longa estrada. Cada um dos seus membros tem uma porção de projetos, principalmente o Rob Mazurek, um cara superimportante da cena de free jazz de Chicago. São grupos acostumados a tocar no exterior. O mesmo não pode ser dito sobre o capixaba Gimu, que nunca se apresentou ao vivo, ou do Babe, Terror, um paulistano que se apresentou pouquíssimas vezes.

Tchequirau

Projeto de Julio Santa Cecilia, o EP “Unprepared Loops” do Tv/Av conta com participações de Gabriel Muzak, Mauricio Negão, Leo Israel e Gabriel Nigri para produzir sua chapação ambient.

sexta-feira

29

novembro 2013

14

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Sorteio de ingressos: festa do Novas Frequências

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Novas Frequências 3ª edição_eflyer La Paz

Nesse sábado (30/nov) tem a festa de abertura do festival Novas Frequências (escrevi a respeito na coluna Transcultura de hoje no Globo) e tenho aqui dois ingressos individuais (total de dois ingressos) para a noitada.

Para ganhar, deixe um link para ouvir uma música que você goste de um dos artistas da escalação do festival nos comentários, ajudando a transformar o espaço numa espécie de rádio. Os dois primeiros levam o ingresso (um ingresso para cada ganhador, total de dois ingressos).

La Paz (Rua do Rezende, 82)
Festa Festival Novas Frequências
30 de novembro (sábado)
Lee Gamble (Inglaterra)
Heatsick (Inglaterra)
Miles (Inglaterra)
Fudisterik (Brasil)
Paulo Dandrea (Brasil)
23h
R$ 30,00 (lista amiga confirmando presença no evento, somente até meia-noite); R$ 40,00 (lista amiga confirmando presença no evento); R$ 50,00 (na hora)

quarta-feira

30

janeiro 2013

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