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terça-feira

6

dezembro 2016

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Documentário sobre lendário programa de hip hop está disponível no Netflix

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stretch-bobbito-radio-that-changed-lives hip hop urbe

O Daniel Tamenpi, do Só Pedrada Musical, tem um recado para os fãs de hip hop.

Pra quem tem Netflix e ama o verdadeiro hip hop, faça o dever de casa. Tá disponível o documentário sobre o programa de rádio do Stretch Armstrong e Bobbito Garcia, a.k.a. Kool Bob Love, que foi um dos responsáveis por moldar a música rap na década de 90 lançando nomes como Nas, Jay-Z, Wu-Tang Clan, Big L, Busta Rhymes, entre muitos outros.

Emocionou o amigo aqui. Emocione-se também. Pura essência do hip-hop.

Veja o trailer de “Stretch & Bobbito: Radio That Changed Lives” logo abaixo e assista o documentário na íntegra aqui.

segunda-feira

7

junho 2010

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Nas & Damian Marley, "Distant Relatives"

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O rapper nova-iorquino Nas e o deejay jamaicano Damian Marley juntaram forças e lançaram “Distant Relatives” Não é a primeira vez, os dois gravaram “Road To Zion” no disco “Welcome To Jamrock”, que trouxe respeito para Damian para além de ser filho de Bob Marley.

Produzido pelo irmão de Damian, Stephen Marley, traz participações de Lil Wayne e Dennis Brown. Apesar do nome estranho, o disco é uma homenagem aos estreitos laços entre o reggae e o hip hop.

segunda-feira

7

junho 2010

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Nas vs. Fox

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Mesmo sendo cria da polêmica Rockstar Games, sempre caprichando nas trilhas, tomei um susto jogando “Midnight Club Los Angeles” esses dias quando tocou “Sly Fox”, do Nas.

Nela o rapper descasca sem dó a rede Fox News, fonte de notícias favorita dos conservadores nos EUA, carro chefe do poderoso grupo de comunicação de Rupert Murdoch, detentor também do MySpace. Não é exatamente um atalho para uma música ser bastante tocada. Nas já havia participado de protestos contra o canal e a faixa foi ridicularizada por Bill O’Reilley em seu temível programa na Fox News.

Ao ter a faixa incluída na trilha de um dos jogos de carro mais vendidos do PlayStation 3, misturada a tantas outras, Nas ganhou uma espécie de entrada secreta para as residências de milhares de famílias americanas. Que jogada.

Nas, “Sly Fox”

So we look at what’s going on, this as an extreme aggression, um
I’m also hearing about it from everywhere
It’s-it’s on the islands, it’s on the continent, it’s here: it’s everywhere
And this is, if you will, a war, An all out assault by…

The sly fox
Cyclops
We locked
In the idiot box
The video slots
Broadcast
The Waco Davidian plots
They own YouTube, Myspace
When this ignorant shit gon’ stop?
They monopolizing news
Your views
And the channel you choose
Propaganda
Visual cancer
The eye
In the sky
Number five
On the dial
Secret agenda
Frequency antenna
Doctor mind bender
Remote control
Soul
Controller
Your brain holder
Slave culture
Game’s over
What’s a Fox characteristic?
Slick shit
Sensin’
Misinformation
Pimp the station
Over stimulation
Reception
Deception
Comcast digital Satan
The Fox has a bushy tail
And Bush tells
Lies and Foxtrots
So I don’t know what’s real

[Chorus]

Watch what you watchin’
Fox keeps feeding us toxins
Stop sleeping
Start thinking
Outside of the box and
Unplug from The Matrix doctrine
But watch what you say Big Brother is watchin’

Watch what you watchin’
Fox keeps feeding us toxins
Stop sleeping
Start thinking
Outside of the box and
Unplug from The Matrix doctrine
But watch what you say Fox 5 is watchin’

The Fear Factor got you all rattled up
O’ Reilly
Oh really?
No rally needed
I’ll tie you up
Network for child predators, settin’ ‘em up
[Sly Fox Lyrics On http://www.elyricsworld.com/ ]
Myspace pimps, hoes, and sluts
Ya’ll exploit rap culture, then ya’ll flip on us
And you own the post, and ya’ll shit on us
What is they net worth?
They gon’ try to censor my next verse?
Throw ‘em off the roof neck first
While I’m clicking my cursor
Reading blogs about the pressure they put on Universal
It gets worse while I’m clicking my mouse
While they kickin’ my house
They figured us out
Why a nigga go south
It’s either he caught a body, no sleep they watchin’!
I watch CBS
And I See B.S.!
Tryin’ to track us down with GPS
Make a nigga wanna invest in PBS

[Chorus]

Watch what you watchin’
Fox keeps feeding us toxins
Stop sleeping
Start thinking
Outside of the box and
Unplug from The Matrix doctrine
But watch what you say Big Brother is watchin’

Watch what you watchin’
Fox keeps feeding us toxins
Stop sleeping
Start thinking
Outside of the box and
Unplug from The Matrix doctrine
But watch what you say Fox 5 is watchin’

They say I’m all about murder-murder and kill-kill
But what about Grindhouse and Kill Bill?
What about Cheney and Halliburton? (Halliburton?)
The backdoor deals
On oil fields
How’s NaS the most violent person?
Ya’ll don’t know talent if it hit you
Bringin’ up my criminal possession charges with a pistol (pistol)
I use Viacom
As my firearm
And let the lyrics split you
Who do you rely upon?
They shoot shells at Leviathan
I’m dealing with the higher form
Fuck if you care how I write a poem?
Only Fox that I love was the red one
Only black man that Fox loves is in jail or a dead one!
Red rum
Political bedlam
Don’t let the hype into your eyes and ear drum
Murdoch on Fox
Not 18 with Barracas
And he hate Barack cause
He march with the marchers

[Outro]

I pledge allegiance to the fair and balanced truth.
Not the biased truth
Not the liar’s truth
But the highest truth
I will not be deceived
nor will I believe
In the Propaganda
I will not fall for the Okey-Doke
I am tuned-in

Watch, cause they’re watching
Watch what you’re watching

Better watch, cause they’re watching
Watch what you’re watching

Me-Me-Media
Misleading ya

Watch what you’re watching

segunda-feira

29

março 2010

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segunda-feira

27

julho 2009

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Hip hop, auto-tune e futurismo Y2K

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hiphopautotune

Existe um elemento comum entre todos os hits recentes do hip pop de T-Pain, Kanye West, Akon, Lil Wayne, Snoop Dogg ou Black Eyed Peas: o auto-tune, ferramenta digital para fazer pequenos ajustes e afinar vocais após gravados, auxiliando cantores a cravar todas as notas desejadas (plastificando o processo, segundo alguns).

Jay Z, “Death of Autotune”

A sonoridade robótica produzida pelo uso “indevido” do auto-tune como um efeito de distorção tomou conta do hip hop. Há tempos não se via um elemento sozinho — seja instrumento, equipamento ou técnica de gravação — se tornar tão central nos estúdios.

T-Pain feat. Jamie Foxx, “Blame It (On The Alcohol)”

O auto-tune está em toda parte. Tem tutoriais no YouTube sobre como usar o efeito, tem app para iPhone, é motivo de piadas e mais piadas e foi matéria na New Yorker e na Time.

T-Pain vs. Vocoder, no Funny or Die

Marqueteiro que só ele, mesmo chegando atrasado na farra do auto-tune, Kanye West tentou puxar para si o título de desbravador da ferramenta, tendo gravado o disco “808 & Heartbreak” inteiramente com o efeito e fazendo bastante propaganda disso.

Kanye West, “Heartless”

Antes disso, Kanye já havia sampleado “Harder, Better, Faster, Stronger”, do Daft Punk, para servir de base para “Stronger”, reverenciando os franceses que vem usando tanto o vocoder quanto o auto-tune há muito tempo, de “Around The World” à “One More Time” à “Technologic”.

Antes disso, em 1998, dois anos depois da invenção do auto-tune, Cher fez muita gente querer rasgar os ouvidos com a sua “Believe”. Em 2005, Akon causou reação semelhante com “Mr. Lonely”. Expoente máximo do plugin, T-Pain diz que faz uso do autotune desde 2003.

Dentro do hip hop “tradicional” o uso de vozes robóticas não é inédita. Sem ir muito longe, basta ouvir os Beastie Boys em “Intergalactic”. A diferença é que o efeito utilizado, e já bem conhecido, é criado através do vocoder, um sintetizador que filtra a voz e altera as notas quando tocado enquanto se canta.

Como se vê, pode ser a moda da vez, mas está longe de ser novidade.

Afrika Bambaataa, “Planet Rock”

Até pouco mais de duas décadas atrás, “ano 2000” era sinônimo de um tempo ainda distante, avançado tecnologicamente, onde robôs seriam parte integrante do cenário. A temática inspirou cineastas, escritores e, claro, músicos, todos buscando adiantar como seria esse futuro.

Em 1982, tentando imaginar como soaria algo feito duas décadas adiante, com a seminal “Planet Rock” Afrika Bambaataa desenhou o futuro da música, juntamente com o retro-futurismo do Kraftwerk e músicas como “Trans Europe Express”.

Passados tantos anos, esse modelo sobreviveu a vários outros que sumiram no tempo, justamente por ter vingado – as batidas, o uso do vocoder, os graves… estão todos aí.

Ciara feat. Chamillionaire, “Get up”

“Get up”, da Ciara (de 2006, produzida por Jazze Pha), junta várias referências de artistas que tentaram prever o som do presente em que vivemos, o tal anos 2000 — batidas de Bambaataa, teclados gelados do Kraftwerk, falsetes de Michael Jackson, citações jamaicanas a “Ring the alarm” (Tenor Saw). É um bom exemplo de como, ao tentar adiantar o futuro, esses artistas terminaram por determinar como ele seria.

O efeito robótico é até parecido, mas existe bastante diferença entre o uso do vocoder e o auto-tune. O segundo tem um resultado muito mais alucinado e eletrônico. Usado no talo, provoca uma oscilação brusca entre as notas, tão rápida que seria impossível ser executada por um humano.

O baile funk, sempre sedento por novidades tecnológicas ainda não fez uso do auto-tune (ou pelo menos nenhum hit surgiu ainda – no tecnobrega já tá rolando, lembrou JB nos comentários). João Brasil arranhou o assunto em “Cobrinha Fanfarrona”, mas utilizando o vocoder, não o auto-tune. Não vai demorar muito para a ferramentaganhar mais algum uso não previsto.

Black Eyed Peas, “Boom Boom Pow”

Essa proeminência da ferramenta vem alimentando a velha discussão sobre os caminhos do hip hop após ter se transformado no principal estilo musical em termos comerciais nos EUA.

Enquanto Nas declarou a morte do gênero em “Hip Hop Is Dead”, Ice-T protagonizou uma áspera (e constrangedora) troca de ofensas online com o menino Soulja Boy Tell’em por conta do sucesso de “Crank That”.

É o triunfo da estética seca e mais lenta do crunk e do hip hop produzido no sul dos EUA, onde a influência do Miami Bass continua gigantesca — e de onde vem boa parte dos produtores e rappers de maior sucesso hoje em dia, de Outkast a Lil Wayne.

O sempre esperto Jay-Z, só pra destoar, declarou a morte do auto-tune na música que acabou de lançar para promover o próximo disco (produzido por, veja só, Kanye). Ele não está sozinho na guerra contra o novo hip hop.

As coisas mudaram — sempre mudam — e certamente a eletrônica foi adicionada aos tradicionais quatro elementos (DJ, rap, b-boy e grafite). Se hoje o que se produz pode ser considerado hip hop ou não é uma discussão tão boba quanto interminável.

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