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terça-feira

23

dezembro 2014

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Os bons discos nacionais de 2014

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Os critérios de escolha dos bons discos de 2014 continuam praticamente idênticos ao ano passado. Outra vez, acho que faltou inspiração nas bandas brasileiras, está tudo muito igual – tanto entre si quanto nas próprias bandas se repetindo. Isso acaba afetando mais o volume do que a qualidade, resultando em poucos bons disco.

Discorda? Problema nenhum. Em vez de pedradas e xingamentos, deixe dicas nos comentários.

As listas dos bons discos internacionais e de shows de 2014 já foram publicadas, só clicar.

O disco nacional de 2014:

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O Terno, “O Terno”

A molecada do O Terno tem a seu favor justamente ser uma molecada. Sem muito compromisso ou pretensão, fizeram um disco que critica justamente a cena em que estão inseridos, entortando os clichês pra gerar algo novo. Isso é o mais interessante: não é exatamente um disco que aponte algo novo, porém ao simplesmente dar um passo pro lado e ousar ir numa direção um pouco (mas nem tão) diferente das bandas da sua geração, O Terno conseguiu se destacar. Vamos ver o que encontram nesse caminho mais adiante.

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Lucas Santanna, “Sobre Noites e Dias”

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Mombojó, “Alexandre”

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Criolo, “Convoque seu Buda”

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Sants, “Noite Ilustrada”

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Alice Caymmi, “Rainha dos Raios”

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Nação Zumbi, “Nação Zumbi”

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Moreno Veloso, “Coisa Boa”

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Russo Passapusso, “Paraíso da Miragem”

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Cybass, “Altered Carbon”

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mario maria, “Abertura do Programa”

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Jam da Silva, “Nord”

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Cadu Tenório, “Cassetes”

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Dônica, “Dônica” (EP)

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De Leve, “Estalactite” (EP)

quinta-feira

5

junho 2014

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Moreno Veloso, "Coisa Boa"

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foto: Caroline Bittencourt / divulgação

Demorou – e como – mas Moreno Veloso lançou seu disco, “Coisa Boa”.

A faixa título é um canção de ninar que fez para sua filha, no clima infantil permeia todo o disco, das composições ao encarte. Faz falta as músicas darem uma crescida e “acontecerem”, a sua maneira, com foi no “Máquina de Escrever Música”.

Mesmo sem o balanço, bom ouvir Moreno novamente.

Filmei a primeira execução pública dela em 2012:

(mais…)

quarta-feira

16

janeiro 2013

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segunda-feira

16

julho 2012

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Gal é nóis

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Existem muitos caminhos para um artista se atualizar musicalmente. Algumas delas: agarrar novidades e forçar a barra em modernices; colar em alguém (um produtor, músicos) que consiga fazer isso por você; ou cair dentro, misturar-se a produtores e músicos novos, aproximar-se das novidades, envolver-se e criar algo original.

Das opções listadas, a terceira é sem dúvida a que exige mais e também a que dá melhores resultados. Por mais óbvio que seja, nem sempre esse é o caminho listado. Não tem nada a ver com idade ou geração, está mais relacionado a postura artística. Exatamente por isso não é surpresa ver que Gal Costa – ao contrário de tantas cantorinhas da nova geração – escolheu o caminho mais difícil.

Pelo mais puro merecimento, cantando igual uma menina, voz intacta, Gal (res?)surge em “Recanto” como se o tempo não tivesse passado – ou não tivesse deixado que o tempo tenha passado por ela, no que pese os poperô cafona/maduro entre essa Gal e a dos anos 70. Quem cresceu nos anos 80 pode não ter lá as melhores lembranças; um disco e show como esses fazem o favor de ajustar as contas.

Concebido e escrito por Caetano Veloso, o eletrônico “Recanto” surpreendeu mais do que chocou no lançamento, ano passado. Surpreendeu pelo inesperado – Gal sobre bases eletrônicas do Kassin, Duplexx – causando estranheza. Ainda que alguns momentos trip hop tenham nascido datados, ao menos datam uma sonoridade boa. Mais que isso, sublinham a coragem de experimentar de Gal.

Acompanhada por Pedro Baby (violão/guitarra), Bruno Di Lullo (baixo/guitarra) e Rafael Rocha (MPC/bateria), ao vivo a viagem eletrônica de Gal funciona muito melhor. Conta muito para isso a esquentada que dá ver os músicos executando os temas, a bonita iluminação e, sobretudo, a presença magnética de Gal. E a voz, intacta (já falei isso?), atingindo as notas em clássicos cantados no tom original (a “mara-voz”, ela bem sabe).

Não vem à mente diva nenhum arriscando algo parecido no mundo, transgredindo de maneira expontânea, sem ser através de participações em projetos dos outros. Dando um passo além, Gal trouxe clássicos do seu repertório para a estética proposta, facilitando o entendimento para um público distante dessas sonoridades, pegando os fãs pela mão para conhecer outros sons.

As novas “Neguinho”, “Miami Maculelê”, “Tudo Dói”, “Recanto Escuro” ou “Autotune Autoerótico” são intercaladas com “Força Estranha”, “Vapor Barato”, “Baby”, “Barato Total”, “Dom de Iludir”, “Folhetim”, “Meu Bem, Meu Mal” ou “Modinha Para Gabriela”, ora as antigas transformadas pelo novos arranjos, ora em voz e violão, para dar uma moleza pra plateia. Ponto pra ela.

Emulando seu dueto com Tim em “Dia de Domingo”, fazendo os graves da voz do síndico, ou cantando neguinho é nós em “Neguinho”, cantando sozinha sobre um arranjo de violão e bateria minimalista ou sobre uma base de baile funk, Gal está sobrando.

Quem gosta de música sonha com momentos assim (ainda mais no Brasil, quando medalhões costumam ir por caminhos bem estranhos e caretas com a idade), poder ver um show de um artista importante que não tenha parado no tempo, sido modernizado na marra ou sofrido com uma falsa sofisticação dos arranjos. Gal, com a banda certa, cantando clássicos sem mofo, num dos shows do ano. Que presente.

domingo

18

março 2012

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Moreno Veloso e a coisa boa

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A timidez de Moreno Veloso contrastava com a posição na qual se encontrava. Sozinho no palco, nitidamente nervoso, tocou versões, composições suas antigas e também algumas inéditas que farão parte do próximo disco, “Coisa Boa”.

O formato do show no Sonoridades surgiu por acaso, quando uma viagem do +2 ao Japão iniciou com o desfalque de Domenico, seguido de uma baixa do Kassin e, convidado pelos japoneses, Moreno cumpriu as datas solo. Decidido a se desafiar, resolveu encarar uma plateia caseira.

A delicadeza de Moreno transparece nas músicas, a fragilidade da voz permeada por uma mão direita picotada no violão, fazendo o instrumento trotar e dando um ritmo percussivo as interpretações.

No terço final, o compositor recebeu a companhia de Pedro Miranda e do violão de 7 cordas Luis Filipe de Lima.

26 músicas depois, missão cumprida. Embalado por uma canção de ninar em parceria com Domenico, a tal “Coisa Boa, Moreno parecia mais a vontade. Pronto para lançar o novo disco.

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