kutiman Archive

quarta-feira

27

junho 2012

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Kutiman vs. Dove D.

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Olha o Kutiman aí.

segunda-feira

21

março 2011

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terça-feira

9

novembro 2010

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quarta-feira

29

setembro 2010

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Transcultura #021 (O Globo): Mashups, One Day On Earth

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Texto da semana passada da coluna coletiva “Transcultura” que publico todas as sextas no jornal O Globo:

Improvisos no YouTube
Músicos tranformam saite em uma jam coletiva virtual
por Bruno Natal

Quando o sujeito se filma tocando um instrumento e publica no YouTube – tanto faz se é uma música própria, uma versão ou alguma improvisação – ele pode até não saber, mas existem caçadores sedentos por esse tipo de material para montar as suas próprias composições. Esse tipo de apropriação para criar algo novo começou com os samples e hoje se estende a. bom, se estende a quase tudo. Na era do corta e cola, tudo é reaproveitado, reconstruído, reeditado e recriado.

No fim do ano passado, Darren Solomon convidou 20 músicos para gravarem vídeos improvisando com um instrumento, a única regra sendo que todos deveriam ser no tom de si bemol. O projeto chama-se In B Flat (Em Si Bemol) e, entre todas as colaborações, apenas um vibrafone tem marcação rítmica. Assim é possível combiná-los em qualquer ordem, aumentando ou diminuindo o volume ao seu gosto, compondo uma obra ambiente. O resultado é espetacular.

No início do ano, Kutiman, um israelense até então mais conhecido na cena alternativa de seu país, foi parar em um zilhão de páginas na rede. O motivo foi o projeto ThruYou , no qual criou músicas inéditas apenas sampleando passagens de músicos desconhecidos. E não estamos falando de uma colagem interessante do ponto de vista “artístico-experimental”. Não. O cara criou faixas que fariam um belo álbum, como a >ita

Os coautores foram todos listados e contactados posteriormente, com o direito de pedir para serem excluídos dos vídeos, o que ninguém fez. O ThruYou toca em tantas questões relativas à era digital que fica complicado listar: compartilhamento de informação, criação coletiva, troca de arquivos de áudio e vídeo, direito autoral, disponibilidade das ferramentas. Tudo condensando o momento crucial que a indústria do entretenimento atravessa.

Este mês, a estrela é Andy Rehfeldt, de Los Angeles. Inspirado por outros vídeos a que assistiu, ele pegou um disco de músicas cantadas a capela da banda de metal Lamb of God e criou versões jazz, bem calminhas, para usar sob os vocais agressivos da banda.

O resultado agradou, se espalhou e Rehfeldt continuou produzindo mais e mais vídeos, sempre pegando os vocais de uma música conhecida e criando uma base irreverente, na qual toca todos os instrumentos. Ele sempre utiliza imagens de apresentações ao vivo, o que torna tudo ainda mais bizarro.

O repertório em seu canal no YouTube é extenso e inclui “Enter Sandman” (Metallica) em versão smooth jazz, a autoexplicativa “Polka face” (Lady Gaga), “Smells like teen spirit” (Nirvana) em reggae, “I gotta a feeling” (Black Eyed Peas) na levada dos violinos de “Psicose” e até a banda dos filhos de Rehfeldt tocando “Blitzkrieg bop” (Ramones) numa apresentação da escola sobre uma base gravada por ele.

A versão Disney do Slipknot rendeu ameaças de morte (ah, os corajosos comentaristas da internet…) a Rehfeldt. Sem dar bola para isso, ele confessa que a sua grande dúvida é como ganhar dinheiro com isso. Ah, Rehfeldt, isso todos nós estamos tentando descobrir. Enquanto isso, sigamos nos divertindo.

Tchequirau

One Day on Earth Participant Trailer from One Day On Earth on Vimeo.

Parecido com o “Life In A Day” (Vida Em Um Dia) do YouTube, já sendo finalizado, o projeto “One Day On Earth” (Um Dia Na Terra) do Vimeo convida os usuários a registrarem o dia 10/10/10 em todo planeta para fazer parte de um documentário montado pelo saite.

terça-feira

7

abril 2009

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Entrevista – Kutiman

Written by , Posted in Música

O israelense Kutiman era um músico pouco conhecido até o começo desse ano. Tudo mudou quando ele colocou no ar o projeto Thru YOU e ficou conhecido mundialmente como o homem que entortou o You Tube.

Seu experimento tocou em tantas questões relativas a era digital que é até difícil listar: compartilhamento de informação, criação coletiva, troca de arquivos de áudio e vídeo, direito autoral, a revolução das ferramentas… O Thru YOU condensou o momento crucial que a indústria do entretenimento atravessa.

Curiosamente, Kutiman estava alheio a isso tudo durante seu processo de criação. Sequer sabe muito bem o que é a cultura do mashup, citando DJ Shadow e RJD2 como exemplos de artistas que ele conhece no segmento — o que não está necessariamente errado, mas certamente está bem longe da abrangência que isso tem alcançado.

Conseguir a entrevista foi complicado. Seu empresário não tinha interesse em vê-la publicada nas revistas estrangeiras para as quais escrevo (XLR8R, Vice, a que fosse), pois não acredita que esse é o momento de entrar nos EUA ainda, como se isso fosse algo assim tão controlável nos dias de hoje.

O foco era ver a entrevista publicada no Brasil, em alguns dos veículos impressos com o qual colaboro, como Rolling Stone ou O Globo. Insisti que queria para o saite e quando ele finalmente cedeu, queria fazer por telefone (e não valia Skype).

Era tanto contra-senso com a natureza do projeto que os bastidores já estavam despertando mais interesse do que a própria entrevista. Até que as resposta finalmente vieram e puderam ser publicadas aqui, primeiro on line, como tem que ser.

URBe Você é um músico ou produtor?

Kutiman – Acho que um pouco dos dois. Produzo, toco e também gosto de fazer várias outras coisas (animações, editar vídeos), então me esforço bastante para não me rotular.

Esse é o seu primeiro projeto musical?

Meu primeiro disco, chamado “Kutiman”, foi lançado por um grande selo alemão, o Melting Pop Music, e estive envolvido em todo tipo de produções locais em Israel com meu parceiro de longa data, Sabbo.

Como surgiu a idéia para o Thru YOU? Quantas pessoas estavam envolvidas?

Tudo começou com um vídeo do Bernard Purdie — o baterista que encontrei no You Tube e que me despertou a idéia de tocar sobre o vídeo dele. Fiz um teste com a minha guitarra e gostei da idéia. Quando decidi fazer outra vez antes de me gravar tocando sobre o vídeo pensei comigo mesmo que talvez eu pudesse encontrar algum outro músico no You Tube para tocar em vez de mim. Desse momento em diante passei cerca de dois meses trabalhando no projeto. Assisti centenas de vídeos de músicos e eventualmente utilizer algo como 100 nesse projeto.

Como isso se relaciona com a cultura do mashup?

Realmente não sou muito familiarizado com a cultural do mashup… Claro que ouvi falar de artistas como DJ Shadow ou RJD2, mas não sou um pesquisador musical e não sei muito sobre a evolução da música.
Você pediu autorização antes de samplear essas pessoas?

Não… O processo todo foi bem ingênuo, não estava esperando uma reação tão grande ao redor do mundo. Até agora recebi ótimas respostas e apoio de alguns artistas envolvidos, dizendo que foi uma grande surpresa para eles terem se visto nos vídeos. Pensei que provavelmente vai ser mais legal se as pessoas descobrirem sozinhas.

Existe uma versão ao vivo do projeto? Como funciona?

Não há uma versão ao vivo nesse momento 🙂

Devido a natureza do projeto, de você ter baixado os samples direto do You Tube, a qualidade dos arquivos de áudio não é excelente, tendo sido comprimido, etc. Como isso pode interferir no eventual lançamento de um disco? Você consideraria refazer todos os arquivos?

Realmente não tenho nenhum pensamento sobre lançar esse projeto em nenhuma outra forma além do que existe até agora… É um projeto não comercial e não sinto que eu deveria ganhar nenhum dinheiro com ele. Fiz isso por amor e apoio a todos os artistas envolvidos.

Como você enxerga todas a questões envolvendo o ato de samplear (direitos autorais, etc) relacionado ao seu trabalho? No seu caso, é provável que nenhuma das fontes seja oficialmente registrada por uma editora. Isso torna as coisas mais fáceis do ponto de vista legal?

Percebo que o projeto tem recebido muita atenção do ponto de vista dos direitos autorais, recebo muitas mensagens de pessoas e organizações que tem uma nova visão sobre essa leis. No meu caso, como disse, não tenho nenhuma intenção de lançar esse projeto oficialmente ou lucrar com isso. Mas tomara que algumas regras do direito autoral sejam modificadas para a era da internet e tornem possível para as pessoas criarem arte similar.

Que tipo de som você gosta de ouvir?

Amo música! 🙂 Realmente não posso dizer que amo uma coisa mais do que a outra, posso encontrar músicas que amo em qualquer gênero musical. Se me toca, não me importa como é chamado… Ultimamente tenho escutado uma ótima rádio universitário local (Kol Ha Campus). Minha vida fica muito mais fácil quando outra pessoa seleciona as músicas… desde que eu goste. 🙂

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