jornalismo Archive

segunda-feira

10

fevereiro 2014

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"A redenção de Rachel Sherazade"

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Só a internetes salva.

http://youtu.be/OZQjKASAry4

E já que entramos no assunto, leia esse texto sobre UPPs e o “olho por olho” no Rio.

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terça-feira

22

outubro 2013

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Rafucko x Pedro Dória

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Rafucko_PedroDoria_YouPix

Representando a velha e a nova escola do jornalismo, nas figuras de Pedro Doria e Rafucko, embate entre a mídia independente e o velho jornalismo no YouPix.

Se você não tiver tempo para assistir o debate inteiro, assista apenas a fala do Dória que começa aos 24 minutos (marquei o vídeo pra começar no ponto, porém tem vezes que dá erro) e na sequência a do Rafucko (que vai se tornando uma espécie de Jon Stewart brasileiro).

Doria fala da mídia independente, que ele chama de militante, “falar com a voz o mais alta possível” e do jornalista tradicional dar “um passo pra atrás e tentar observar”. É um bocado diferente do que tem sido comentado sobre a cobertura do jornal.

Entre ânimos exaltados, um ponto importante acaba não sendo abordado nesse impasse, que é o verdadeiro motivo de tanta frustração: o papel da mídia independente é fundamental, porém é muito importante que a chamada grande mídia entenda isso, apure e divulgue esses fatos, de maneira rápida, e sem ciumeira (que, num nível bem superficial, parece ser parte dessa resistência – sem querer com isso ingenuamente acreditar que seja apenas isso).

É uma briga de quem deveria estar lutando junto. Uma pena, pra todo mundo.

quinta-feira

26

setembro 2013

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Minha MTV (em duas histórias)

Written by , Posted in Imprensa, Música

MTV_BrunoNatal

Hoje a MTV Brasil faz sua última transmissão ao vivo antes de encerrar suas atividades no domingo e… ressurgir na TV por assinatura. Tenho histórias pessoais e profissionais com o canal e é um bom dia para relembrá-las.

A MTV Brasil irá tornar-se apenas MTV. Não parece, mas faz bastante diferença. A MTV Brasil era quase independente da matriz dos EUA, como se fosse uma produtora com o próprio canal de TV, gerava conteúdo próprio de alta qualidade (e que marcou a música brasileira, principalmente nos anos 90), com uma equipe completa e uma sede de produção com estúdio, etc. Era um canal anárquico. A MTV que a substituirá é mais uma filial a retransmitir programas importados, como fazem tantas outras MTVs pelo mundo, com algumas produções locais terceirizadas.

É mesmo o fim definitivo de algo – que de muitas maneiras já tinha acabado muito antes quando perdeu seu principal valor: a relevância. É triste que tenha perdido justo a anarquia há tanto tempo, só que isso não diminui a importância que teve ou torna menos marcante o final definitivo dessa era. Vou ser apenas mais um a repetir o que já foi dito tantas vezes ao afirmar que boa parte da minha formação musical veio do que conheci e assisti no canal.

Ouvi ali pela primeira vez o Nirvana, viciei em Pearl Jam após assistir o clipe de “Even Flow” (e passei semanas ouvindo a fita do “Mother’s Milk” por ser o que de mais próximo aquilo havia na minha coleção naqueles tristes tempos pré-MP3), aguardei vária vezes até as 23h pra ver o clipe de “Legalize Já” do Planet Hemp, aprendi um tanto nos programas do Fabio Massari, ouvi depoimentos no A Entrevista, suinguei no FlashBlack do Rodrigo Brandão, bati cabeça com o Gastão no Fúria Metal, ouvi muito Yo!, ouvi indiezices com o Kid, sacolejei com o Amp MTV da Erika Brandão, vi as novidades latinas no Hermanos e dos EUA no Top 10 USA.

Era viciado mesmo no programa de notícias, MTV No Ar, e sempre tive vontade de trabalhar lá. Em 2002, recém-formado e iniciando a carreira de frila, contactei a MTV e fui chamado para uma entrevista em São Paulo pela Lilian Amarante. Era uma sexta e, após 15 minutos de conversa, veio a proposta: dirigir o MTV Sports. A tal lenda de que “se você estiver parado na porta de um dos estúdios da MTV pode virar diretor” era verdade.

Como teria que mudar de cidade e o salário oferecido não cobriria esses custos, pedi até segunda pra pensar. Voltei pro Rio, conversei com um amigo que estava morando em SP pra dividir o apartamento com ele e, cheio de cagaço, decidi topar.

Chegou a segunda e quando liguei pra avisar que aceitava me foi dito a vaga já havia sido preenchida por alguém da casa. Aprendi logo duas lições: na MTV a maré virava rápido; e boas oportunidades não aguardam. Tudo certo, porque no fundo não queria me mudar pra SP, tinha acabado de conhecer aquela que viria a ser minha mulher e mãe do meu filho, o que prova que deu mais que certo titubear.

De qualquer maneira, um mês depois recebi um telefonema do Rodrigo Lariú, que havia conhecido nesse processo e chefiava a sucursal de jornalismo no Rio, de onde saiam a maior parte das reportagens com bandas (as gravadoras multinacionais ainda imperavam), me convidando para ser personagem numa matéria.

A proposta era enfrentar uma maratona de shows durante quatro dias como apresentador. Se tem uma coisa que nunca tive muita vontade é de ficar em frente a uma câmera. Percebi, porém, que era uma oportunidade de construir uma relação e aceitei – dessa vez no ato.

Estudei os artistas que não conhecia, para o caso de conseguir entrevistá-los e para ter o que falar. Conheci melhor o Lariú, assim como a equipe que ia as ruas: a produtora Chris Magnavita (que me ensinou algo sobre jornalismo que carrego desde então, “em vez de falar mal, vamos canalizar o esforço pra falar bem de alguma outra coisa”), o câmera Marcio Zavareze, o iluminador Ferraro, o assistente Diogo e o motorista David.

A fitas foram enviadas para São Paulo para ser exibido no Jornal da MTV da semana seguinte. Sem saber que rumo aquele material havia tomado, perguntei pro Lariú e ouvi que “o editor disse que encontrou um caminho muito interessante”. Sem saber o que isso poderia significar, aguardei.

O resultado veio numa sexta, no programa exibido antes da estreia do Acústico Jorge Benjor. E sim, o editor estava correto, o caminho encontrado era mesmo inusitado. Assista abaixo:

Vocês podem fazer ideia quanta zoação essa matéria me rendeu. Valeu a pena, o objetivo maior estava conquistado, tinha me aproximado das pessoas da MTV Rio e a convivência daqueles dias foi muito legal.

Pouco tempo depois o Lariú me convidou pra preencher uma vaga rotativa, como prestador de serviço, que durava apenas três meses, como produtor de reportagens, o que essencialmente significava elaborar as pautas, conduzir as entrevistas e editar as matérias sem aparecer na câmera. Era exatamente o que eu queria.

Foram três meses fantásticos. Andei pra cima e pra baixo da cidade, entrevistei uma pá de gente legal (Kassin & Berna, DJ Dolores, RPM, Raimundos, Yamandu Costa, Zeca Pagodinho, Los Hermanos, Pato Fu, Buddy Guy, Autoramas, Stereo Maracanã, Apavoramento, Fausto Fawcett, Jedis, Tarja Preta, EMO., A Filial, Tributo ao Inédito, visitei o Afro Reggae, Fluminense FM, fui ao VMB… – vou upar o que tenho no YouTube esses dias) e fiz amizades que duram até hoje.

Perto do fim do período de três meses, com a vinda do Lee Perry marcada para SP, propus uma matéria para explicar o que era dub. Foi a matéria que mais gostei de fazer e também a que mais rendeu problemas.

Entrevistei Bi Ribeiro, Black Alien, Nelson Meirelles, Lazão, Yuka, Lobato, Chico Dub e Calbuque para falar da história do dub e de sua influência na música moderna. Sem saber estava ali rascunhando o que viria a ser meu primeiro documentário, “Dub Echoes”, iniciado dois anos depois falando justamente do mesmo assunto de maneira bem mais profunda, com viagens a Jamaica, Inglaterra e EUA – e que, veja só, acabou indicado ao VMB 2009.

Empolgado, me dediquei a beça e insisti pra editar a matéria aqui no Rio mesmo pra poder acompanhar. Ansioso, querendo saber se estava tudo certo e quando iria ao ar (nem todas as reportagens produzidas no Rio iam ao ar na edição nacional do Jornal da MTV), recebi o aviso de que a matéria “teve que ser reeditada”. No corte que foi ao ar, além de mais curto, todas as brincadeiras de edição haviam sido limadas. Não ficou ruim, ficou correta, só mais sem graça.

Queria muito continuar na MTV, o Lariú queria que eu ficasse, mas a questão do vínculo empregatício emperrava tudo. Mesmo assim insistíamos, tentando encontrar uma maneira, pressionando São Paulo. Querendo mostrar serviço, tentei entender porque a matéria teve que ser reeditada, pra melhorar nas próximas e não errar de novo.

Pra quê… Minha insistência foi vista apenas como pentelhação (e vai ver foi mesmo) e mais uma vez veria a maré na MTV mudar repentinamente. Ficamos eu e Lariú isolados tentando minha permanência, enquanto a Lilian e o Mauro Bedaque, editor do Jornal, simplesmente desistiram e determinaram que não iria dar pra continuar. Se não me engano, a matéria do dub foi a última que entreguei. Era a que mais queria ter feito e, ao mesmo tempo, pode ter sido fator determinante para minha saída. Coisas da vida.

Felizmente guardei o corte original e que finalmente subi no YT justo hoje, último dia de existência da MTV Brasil como a conhecemos. Fica como homenagem e agradecimento. Aprendi demais, não apenas naqueles três meses, mas em horas e horas de bons clipes durante a adolescência.

Ainda escrevi pra Revista MTV, editada pelo Quinho, dei depoimentos em alguns programas, cobri a ida do Marlboro pra tocar no Central Park Summer Stage pro Amp, etc. Porém, aquele foi também o último emprego que tive. Dali pra frente comecei o URBe, vários outros projetos e ninguém nunca mais assinou minha carteira. Ainda bem.

quinta-feira

19

setembro 2013

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O jornalismo independente e o seu bolso

Written by , Posted in Destaque, Digital, Urbanidades

reportagempublica

É fácil dizer que quer jornalismo independente, quero ver bancar. A Agência Pública, uma “agência de reportagem de jornalimos investigativo”, como eles mesmo se apresentam, iniciou uma campanha para o financiamento de 10 reportagens de temas como Copa do Mundo, violência policial, corrupção e direitos humanos. Interesante o formato e muito curiososo pra ver o resultado.

terça-feira

27

agosto 2013

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