Mais preocupados em pular de um lado pro outro, vomitar e chocar, o show de horrores Odd Future vai enchendo a paciência.
Por isso, uma pausa, mesmo que seja via outro grupo, é bem vinda. Agradeça ao BadBadNotGood.
O trio de jazz (de uma molecada da mesma idade da gangue do OF) faz versões instrumentais das músicas do grupo em sessões caseiras chamadas “Odd Future Sessions”, quase sempre assistidas por um leão dançarino.
O Tumblr do BBNG ainda está magrinho, mas lá você encontra uma versão de “Electric Relaxation” (A Tribe Called Quest), bem boa.
1. “Am I the same girl” – Barbara Acklin
2. “Use me” – Bill Withers
3. “I need a dollar” – Aloe Blacc
4. “Uptown top ranking” – Althea & Donna
5. “Brothers on the slide” – Cymande
6. “Murphy’s Law” – Cheri
7. “Love will bring us back together” – Roy Ayers
8. “Save me” – Nina Simone
9. “Stormy monday” – Lou Rawls With Les McCann
10. “Who is he and what is he to you” – Bill Withers
11. “Why can’t there be love” – Dee Edwards
12. “Spill the wine” – Eric Burdon e War
13. “All night long” – Mary Jane Girls
14. “The bottle” – Gil Scott-Heron
15. “Love me or leave me” – Nina Simone
16. “The guetto” – Donny Hathaway
17. “Mystic Brew” – Ronnie Foster
Copa Jam Band recebe Kassin fotos e vídeo: URBeTV e URBe Fotos
Samba jazz, Copacabana, um hotel glamuroso… Os bons tempos estão de volta.
Na última quarta-feira, tarde da noite no BB Lanches, o baixista Alberto Continentino contava que estava vindo do Bar do Copa, novo bar do hotel Copacabana Palace, onde está tocando duas vezes por semana com a Copa Jam Band, completa por Marco Tommaso (piano), Widor Santiago (sax) e Renato Massa (bateria).
O programa sensacional tem apenas um porém: os proibitivos R$ 120 cobrados de entrada (sem direito a nenhuma bebida). Inviável.
Apesar disso, alguns detalhes da história daquela noite contados por Alberto aguçaram a busca por uma entrada para esse universo paralelo, ao mesmo tempo tão perto e tão distante.
Toda semana a Copa Jam Band recebe convidados. Na primeira semana foi Thalma de Freitas e naquela noite havia sido Kassin, com repeteco no dia seguinte. Nas próximas semanas participam Domenico Lancelotti e Moreno Veloso. É o +2 parcelado.
Alberto contou que Kassin tinha aparecido na beca, de gel e cabelo pro lado, sapato branco, blusa de botão e calça, fazendo papel de crooner e tocando guitarra. Só a descrição da cena dava vontade de rir. Além da sonzeira prometida, a temporada dava pinta de se tornar histórica.
Ah, o Copa…
Na noite seguinte, resolvido o empecilho da entrada, tudo se repetiu. O Bar do Copa, com seus espelhos e jaulas, cumpre tudo que se espera de um bar de hotel. O público misturava amigos dos músicos, hóspedes batucando fora do tempo nas mesinhas e membros da equipe do Kiss com companhias locais (enquanto Gene Simmons jantava na pérgula, do lado de fora).
A noite é dividida em dois atos, com um intervalo de uma hora entre eles. Em ambos o quarteto inicia os trabalhos tocando standards em levada samba jazz. Passado tantos anos desde a revolução do Beco das Garrafas, hoje isso soa “tradicional”.
O repeterório cumpre o papel de oferecer o que muitos visitante buscam — e raramente encontram — quando vem ao Brasil, como um turista em Cuba procurando o som do Buena Vista Social Club ou roots reggae em Kingston.
Ainda assim, há algo no ar, como se o Copa Jam Band buscasse quebrar a sisudez relacionada a bossa nova, ao samba jazz e a toda essa linhagem musical, por vezes levada a sério demais, canonizada de uma maneira talvez não planejada pelos próprios músicos protagonistas.
Copa Jam Band + Kassin
A maneira encontrada para realizar essa quebra foi a escolha dos convidados, apostando que eles não fariam cerimônia e ajudariam a descontrair o ambiente.
Assim que foi chamado, Kassin ligou sua guitarra, incluindo alguns pedais e foi emendando a sua “Esquecido”, “Meio Desligado” (Mutantes) e uma inédita, um bolero sobre a falta de potássio.
No final, convidou Thalma de Freitas pra cantar “Tranquilo” e mais uma inédita, parceria dela com João Donato, chamada “Enquanto a gente namora”.
Comportado e comedido, Kassin terminou sua apresentação sob aplausos timídos, como pedia a situação. Por uns instantes o bar voltou ao volume normal, após a jam ter se tranformado num show.
Rapidamente um DJ entrou em ação, pra garantir que o bar não esvaziasse. Tascou “Finally” (its happening to me…), da CeCe Peniston, e a noite continuou.
O que quer que tenha ocorrido a partir dali ninguém sabe, ninguém viu. O que acontece em Copacabana, morre em Copacabana.
Produzido pela Mochilla, começou nesse final de semana, em Los Angeles, a série de concertos Timeless. Na mesma linha de projetos com o “Keepintime” e “Brazilintime”, Trata-se de encontros entre grandes produtores do hip hop e compositores/arranjadores que influenciaram o gênero.
O primeiro show foi daquele que é considerado o pai do jazz etíope, Mulatu Astatke. A série segue com David Axelrod; Carlos Niño e Miguel Atwood Ferguson ( com sua “Suite for Ma Duke”, peça orquestral inspirada pelo trabalho de J Dilla) e com o brasileiro Arthur Verocai comandando uma orquestras de 30 componentes, com Madlib e DJ Nuts nos toca-discos.
“Outra influência foi o João Brasil, meu ex-namorado, que hoje faz um som maluco e pop, mas que tem uma incrível coleção de discos. Ouvi muito tudo o que havia na casa dele.”
Cultura digital, música, urbanidades, documentários e jornalismo.
Não foi exatamente assim que começou, lá em 2003, e ainda deve mudar muito. A graça é essa.