Hypnotic Brass Ensemble Archive

terça-feira

3

abril 2012

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Transcultura #075: Beach House // Rocket Juice & The Moon

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Meu texto de sexta passada da coluna “Transcultura”, que publico todas as sextas no jornal O Globo:

Melancolia na casa de praia
por Bruno Natal

Uma casa na praia num vibrante dia de verão não é exatamente a imagem que vem a cabeça ao escutar o dream pop do Beach House. Substitua um dia ensolarado por um final de tarde tendendo ao nublado na costa de Baltimore e o cenário começa a se aproximar mais da atmosfera melancólica proposta por Victoria Legrand e Alex Scally. O quarto disco, “Bloom”, com lançamento previsto para maio pela gravadora Sub Pop, é também o mais aguardado da dupla.

Isso porque “Teen Dream”, o disco anterior, foi um marco na carreira da dupla. Os teclado e vocal de Victoria, a guitarra de Alex e a programação de bateria eletrônica finalmente aproximou-se de um público maior, fazendo a carreira da banda crescer e levando-os a tocar em alguns dos principais festivais do mundo. Victoria ainda colaborou com Grizzly Bear (na trilha de “Crepúsculo”) e participou de uma faixa no mais recente disco do Air. Como numa boa estreia (ainda que fosse o terceiro disco), o sucessor certamente colocaria uma pressão na banda.

Como não podia deixar de ser, as músicas de “Bloom” já circulam pela rede antes da estreia oficial. Novamente produzido por Chris Coady (TV On The Radio, Yeah Yeah Yeahs), “Bloom” mostra que o Beach House conseguiu, ao menos, manter o mesmo nível do anterior, ainda que tenha cedido um pouco no lado sonhador e feito mais concessões pop

O som continua atmosférico, com texturas etéreas e psicodélicas servindo de base para o doce vocal de Victoria e o fraseado da guitarra de Alex. Está menos enfumaçado e, até onde o Beach House se permite – e mais pra cima. Ou talvez seja tudo questão do ambiente. Se já é primavera no hemisfério norte quando “Bloom” começa a dar suas primeiras voltas, é outono daqui que melhor se encaixa nessa casa de praia.

Tchequirau

E lá vem mais um projeto do Damon Albarn, do Blur, dessa vez com Flea (Red Hot Chilli Peppers) e Tony Allen (lendário baterista do Fela Kuti, a caminho do Brasil), com participações do Hypnotic Brass Ensemble e Erykah Badu: Rocket Juice & The Moon  (página criada por fãs). Pode ir sem susto que é quente.

segunda-feira

20

dezembro 2010

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Melhores shows de 2010

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A lista de 2010, em nenhuma ordem específica:

Gil Scott-Heron (Coachella, EUA)

“Na tenda, longe da corrida do hype, Gil Scott-Heron mostrou como se faz. Magrinho, com o rosto escondido por uma boina e parecendo frágil, o herói do funk soul chegou devagar, na classe.”

Thom Yorke & Atoms For Peace (Coachella, EUA)

“Soltinho no palco, Thom Yorke parecia estar curtindo bem mais do que nos shows do Radiohead. Talvez eu também. As referências, principalmente pela influências mais escancaradas do dub e da música eletrônica, deixam Thom menos indie.”

LCD Soundsystem (Coachella, EUA)

“Tendo estado em duas das três tendas do festival em anos anteriores, o LCD Soundsystem assumiu o palco principal como penúltima atração da noite e confirmou a aposta, echendo o lugar.”

Seun Kuti (Back 2 Black, Rio)

“Responsável por levar o legado do afrobeat adiante, Seun apresenta-se acompanhado pela última banda do pai, a Egypt 80 e faz um show hipnótico. Para alguns, o trabalho de Seun é uma continuação natural de Fela (com quem tocou desde os 9 anos), para outros é uma imitação sem graça.”

Mayer Hawthorne (Coachella, EUA)

““Just Ain’t Gonna Work Out”, “Green Eyed Love” e até “Just A Friend”, do Biz Markie, foram mantendo o pique alto até Hawthorne sair com o público na mão e consagrado do salão.”

Air (Circo Voador)

“(…) a influência do Kraftwerk salta mais do que nos discos. A eletrônica gelada, os grooves retos, ainda que aquecidos pelo baixo ou entortados pelas teclas, serve como um filtro, por onde passa todo o resto: psicodelia floydiana, texturas kraut, transes trip hop, meditações dub e até mesmo l’amour da chanson francesa.”

Hypnotic Brass Ensemble (Field Day, Londres)

“Composta apenas por metais e uma bateria, a big band conquista assim que entra em cena, só pelo visual inusitado. Quando começam a tocar isso vira um detalhe e o que chama atenção é a tuba fazendo as vezes de baixo, a coreografia dos integrantes e o fato de tocarem perfeitamente encaixados sem partitura ou maestro.”

Leitieres Leite & Orkestra Rumpilezz (Teatro Rival)

“A frente da Orkestra Rumpilezz, o maestro Letieres Leite fez uma apresentação avassaladora no Teatro Rival.”

Phoenix (Coachella, EUA)

“Era por do sol e a luz natural apenas intensificou a beleza de “Love Like A Sunset”, até no telão funcionou. Embora as vezes possa não transparecer nos textos aqui, sei exatamente o tamanho da sorte que é poder vivenciar momentos assim, e esse foi, literalmente, de chorar.”

Bomba Estéreo (Teatro Rival, Rio)

Ligado no 440 volts, a vocalista Liliana Saumet toma conta do palco com uma segurança que Lily Allen ou M.I.A. (a colombiana fica em algum lugar entre as duas) apenas sonham. Cuspindo letras agressivas enquanto faz charminho, a menina desembesta e toma a frente da banda, que começou como um projeto solo de Simón Meíja.”

Flying Lotus (Coachella, EUA)

“As batidas instrumentais tem forte influência dos graves do dub, do clima soturno do trip hop e dos blips do EBM. Utilizando apenas um laptop e sem tirar o sorriso do rosto, ao vivo o Flying Lotus entortou ainda mais suas produções.”

Deodato (Multiplicidade, Rio)

“Foi uma noite totalmente fora do usual, felizmente de casa cheia. Vamos ver se o Deodato encolhe ainda mais os períodos de ausência por aqui.”

Franz Ferdinand (Fundição Progresso, Rio)

A guitarrinha funkeada de “No You Girls”, a versão deles de “All My Friends”, do LCD Soundsystem, a pegada disco de “Outsiders” e a batucada no final, os 15 minutos alucinógenos de “Lucid Dreams”, a presença dos sintetizadores do disco “Tonight: Franz Ferdinand” invadindo as outras músicas… Não há um minuto de descanso no show.”

Paul McCartney (Morumbi, São Paulo)

“A verdade é que fui até lá corrigir um erro histórico, quando tentando fugir do tumulto da saída do show do Paul no Coachella ano passado, perdi o segundo bis e a chuva de clássicos enquanto andava pro estacionamento dando socos na própria cabeça. Missão cumprida.”

segunda-feira

11

outubro 2010

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Apanhado do PercPan 2010 RJ

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Buraka Som Sistema

Baseado na única apresentação que havia assistido deles, com um DJ e dois MCs, se alguém me dissesse que o Buraka Som Sistema seria o destaque desse PercPan, ainda mais dividindo a noite com o Hypnotic Brass Ensemble, não apostaria dois tostões.

Só que eles chegaram maiores, com uma formação que inclui uma bateria, percussão e programações. O volume que isso gera visualmente no palco se reflete no som. A apresentação cresce muito. Mesmo já estando tarde e com o público não se empolgando muito, ninguém foi embora. Impacto teve.

Durante todo o show fiquei pensando como é que pode não haver UMA banda de funk (baile funk) nesse formato. O surrado DJ-MC segue sendo a regra, desperdiçando um potencial gigante. Tem a do Catra, mas isso é uma outra história.

Estou falando de um formato feito pra bombar uma pista de dança, um palco ou um clube, independente do público ser iniciado ou não nas batidas. Uma apresentação com um apelo mais pop, sem sentido pejorativo no termo.

Mesmo considerando qualquer limitação financeira, passou da hora do funk dar um passo a frente tanto em sentido de referências (e nesse sentido o Sany puxa o bonde) quanto de formato. Fico pensando no estrago que faria uma banda com bateria, programação, um MC violento e um repertório, de clássicos e/ou inéditas. João Brasil, aproveita que está em Londres e vai que é tua, lenda!


Hypnotic Brass Ensemble

Tocando antes do Buraka, o Hypnotic Brass Ensemble lutou contra a dificuldade de fazer a platéia de fato pular e se empolgar (culpa, talvez, do excesso de convidados). Pediram, falaram, insistiram numa participação do público que nunca veio.

Depois do show, muita gente reclamava do excesso de blá blá blá e da postura “yo, rap” do grupo. Não sei exatamente o que esperavam de um grupo de músicos de rua com forte influência exatamente do hip hop. Um concerto, com todos sentados, certamente fugiria muito da proposta. Pode ter faltado entendimento, ou aceitação, do que a banda tem pra apresentar, porque o show foi bonzaço.


Orchestre Poly-Rythmo de Cotonou

Duas noites antes, no Teatro Casa Grande, os ritmos africanos da Orchestre Poly-Rythmo de Cotonou sofreram com o som precário, sem graves e repleto de agudos de furar os tímpanos, além da ausência de um dos guitarristas, que não veio ao Brasil por medo de avião. Ainda assim foi um bom show.

As Tucanas tocaram antes, nuna tentativa bem ingênua de apresentar sons percussivos africanos, soando como uma banda de final de ano de algum colégio alternativo. Fechando a noite, o peruano Novalima também não agradou, com um som e formação meio farofada, esvaziando o lugar antes do final.

Tucanas

quarta-feira

6

outubro 2010

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quarta-feira

15

setembro 2010

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PercPan 2010

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Hypnotic Brass Ensemble


Buraka Som Sistema


Nortec Collective


Orkestra Rumpilezz

O PercPan 2010 divulga suas atrações. Muita coisa fina, bom demais. O resto está no saite do evento.

E o logo do evento, cheio de mãos como os da Copa 2014 e o da FIBA.

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