hype williams Archive

quarta-feira

30

janeiro 2013

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O vídeo do Queremos! Novas Frequências em SP

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Relembrando a grande noite com Actress, Pole e Hype Williams.

segunda-feira

10

dezembro 2012

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O Hype, o Williams, a aspereza e o Cadu

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E lá se foi a segunda edição do Novas Frequências. Diferente do ano passado, quando a curadoria foi mais eclética, esse ano as atrações seguiam todas uma linha minimamente parecida de se utilizar os erros e acasos como parte central de suas composições – e quase todas de maneira bem etérea.

Por um lado isso fez com que tenha se perdido amplitude de idéias. Por outro, deu uma linha central e uma abordagem contemporânea por onde se analisar produções distintas. Em sua última noite, porém, o leque esteve aberto, iniciando com a anarquia ruidosa de Cadu Tenório e fechando com a combinação de graves e glitchs friamente calculada do Hype Williams.

Os primeiros minutos do Cadu Tenório no palco pareciam o clichê de um show experimental em algum filme sobre jovens na faculdade. Enquanto operava um ventilador microfonado e organizava loops, uma fotógrafa filmava os movimentos enquanto esfregava um pano na lente para criar algum efeito visual.

Foi curioso o pedido de silêncio vindo da plateia quando se ouviu algum cochicho. Numa apresentação pautada pela ambiência – e com samples de diálogos – conversas paralelas, mesmo que indesejadas, poderiam ser facilmente incorporadas a massa sonora.

As coisas melhoraram quando outros músicos foram entrando em cena – um guitarrista, um baterista e um saxofonista, integrantes do Sobre a Máquina, uma das muitas bandas da qual Cadu faz parte, e do Chinese Cookie Poets – mas não imediatamente. Iniciou-se uma viagem free jazz ruidosa, com cada um indo pra um lado, soando um tanto gratuito.

Os quatro somente encontram-se de fato nas duas últimas músicas, quando a execução – ou, melhor, a percepção dela – melhorou sensivelmente. Parte disso se deveu ao papel mais marcado da bateria, ajudando a consolidar o tempo. Com isso, todo o grupo se viu obrigado a, ao menos, seguir pela mesma trilha, sem perder os espaço para os improvisos e ruídos.

O clima estava, literal e figurativamente falando, tenso para entrada do Hype Williams. Nos corredores, uma pessoa reclamava com o seguranças por ter sido respondida aos palavrões ao pedir para uma pessoa que se plantou a sua frente chegar para o lado durante a apresentação do Cadu. O irritado era uma das metades do Hype Williams.

Com o palco coberto de fumaça e com luzes piscando sem parar em direção a plateia, era possível distinguir os integrantes do grupo e uma moto. A neblina ajudava a manter o anonimato buscado pelo Hype Williams, assim como a moto e a mulher nela sentada, ambas sem nenhuma função técnica além de cenografia, também contribuiam para desviar a atenção do olhar.

Aos chamados de “louder!” (mais alto!) no microfone, a camada de sintetizadores ia crescendo. Só que o pedido era real e não parte do roteiro, para resolver um problema em um dos microfones. Logo o clima atmosférico deu lugar a espasmos conjuntos de bateria e saxofone (ó o free jazz aí de novo), destoando bastante das expectativas lo-fi do que se conhece do Hype Williams gravados.

Em mais uma curva, batidas quebradas e o vocal feminino (fraco) começaram a escancarar as referências noventistas, via Bristol, do Hype Williams. Graves pesados caíam como pedradas e sub-graves faziam a barriga vibrar, algumas vezes até com a testada e aprovada combinação com os sons de uma melódica/escaleta e toda herança jamaicana típica dos sons vindos a Inglaterra.

Em diversos momentos o jungle e o garage eram lembrados, enquanto sons sobre os quais ninguém conversa a respeito, mas todos conhecem, como a intereferência provocada por um celular tocando perto das caixas de som de um computador, eram adicionados a equação. A alusão ao Massive Attack chega a ser óbvia, porém um dos méritor do Hype Williams é justamente ter conseguido atualizar e recontextualizar uma sonoridade tão característica quanto datas, sobretudo pelos timbres.

O som de fita cassete gasta, as batidas sujas, até uma certa calma presente das gravações, deram vez a uma interpretação mais agressiva, alternando momentos agradáveis com outros meramente calcados no choque. Contrapostos, esses dois momentos se complementam, servindo de parâmetro um para o outro. Ao contrário dos outros artistas do festival, o caos do Hype Williams é ordenado e aponta para intenções de expansão, exacerbado pelo cuidado com a faceta performática.

Um belo encerramento para semana em que a cidade foi energizada pelos graves, da precisão germânica do Pole ao rastafarianismo do Aba Shanti I.

sexta-feira

7

dezembro 2012

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Actress, Hype Williams e Pole: Novas Frequências em São Paulo

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Nesse sábado São Paulo recebe uma versão reduzida do Novas Frequências, festival que apenas em sua segunda edição já um marco.

O festival de música eletrônica de vanguarda, tão sensorial quanto musical. O curador do festival, Chico Dub, fez uma série de vídeos apresentando cada artista, além de vários textos no seu blogue.

Os ingressos para os seis dias no Rio esgotaram-se em algumas horas. A edição paulistana acontece via Queremos!, em versão reduzida, nesse sábado, no Beco, com Hype Williams, Actress e Pole. Ouça algumas músicas abaixo. E não perca.


Actress Hype Williams (Dean Blunt & Inga Copeland) e lista de melhores discos
de música eletrônica de 2012 da Mojo

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terça-feira

6

novembro 2012

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Queremos Novas Frequências em SP! (última chamada)

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A campanha para levar a segunda edição do festival Novas Frequências para São Paulo está chegando nos finalmentes – encerra essa noite e precisa de mais gente participando, então… participe!

O festival foi elogiadíssimo ano passado e a edição paulistana terá Pole, Actress e Hype Williams. O curador do festival, Chico Dub, fala um pouco de cada um deles no seu blogue, aqui mesmo no OEsquema.

Muito legal ver tantas instituições paulistanas abraçando a causa da boa música (não que se esperasse algo diferente desse time) e apoiando a realização do evento. Os logos abaixo no mosaico dão a dimensão da importância da causa.

É a primeira ação do Queremos! em São Paulo e também a estreia do Novas Frequências na cidade. Será histórico.

 

terça-feira

23

outubro 2012

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A 2a edição do festival Novas Frequências

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Festival criado pelo vizinho e comparsa Chico Dub, o Novas Frequências ganha sua segunda edição. Novamente, a escalação é coisa que não se vê fácil nem em evento no exterior. Só coisa boa, quem esteve na primeira edição sabe.

Pole, Actress, Juliana Barwick, Hype Williams são imperdíveis – Oneohtrix Point Never, Prince Rama, Lenticular Clouds e Cadu Tenório também. Contando os dias.

Ouça algumas das atrações:

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