humaitá pra peixe Archive

terça-feira

3

fevereiro 2009

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Finalizando o HPP 2009

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Festival encerrado, ficaram faltando esses dois registros do Humaitá Pra Peixe 2009:


João Ferraz Grupo

Em toda sua mineirice, chegando devagarinho, o João Ferraz Grupo vai tomando forma. Projeto do compositor e violonista João Ferraz, o grupo foi uma consequência de dois bons discos, que precisavam ganhar o palco. Não são arranjos fáceis de se executar ao vivo, o que atrasou bastante a empreitada. Bom ver que a espera valeu a pena.


Momo

A frente do Momo, Marcelo Frota fez um show bacana com seu folk brasileiro de pitadas indies. O som cresce bastante ao vivo. O violão de Marcelo corta o som da banda com precisão, ajudando a conduzir o transe a que as levadas das canções vai submetendo o público. Destaque para o teclado Casiotone de Fabio Pizzo e para participação de Régis Damasceno (Cidadão Instigado) no violão de 12 cordas.

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terça-feira

27

janeiro 2009

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sexta-feira

23

janeiro 2009

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Hoje tem + Entrevista – João Ferraz

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Humaitá pra Peixe (Sala Baden Powell)
João Ferraz Grupo e Momo
23 de janeiro (sexta-feira)
19h
R$ 24, R$ 12 (meia-entrada)

Violonista e líder de um grupo instrumental, é difícil imaginar que João Ferraz tenha um sócio tão improvável quanto a lenda João Brasil. Após se conhecerem na Berklee College of Music, nos EUA, os dois montaram o Estúdio Lontra, no Rio.

As vésperas do show de lançamento de seu segundo disco, “Mineiro bão”, no Humaitá Pra Peixe, o tímido Sapo (como é chamado pelos amigos) concedeu uma entrevista por e-mail para o URBe.

Como começou sua história com a música?

João Ferraz – Comecei tocando violão com 12 anos tirando músicas de revistinhas. Tinha muita revistinha de música caipira na minha casa porque o meu pai curtia e pedia pra minha mãe, que tocava violão, tocar pra ele. Escutava minha mãe tocando Clube da Esquina e bossa nova também e gostava muito.

Meu avô me punha pra escutar muitos discos de música instrumental, isso antes, mais novo, e isso tudo meio que se misturou dentro de mim. Na adolescência a música se manifestou na forma que estava mais próxima de mim, que foi através do rock. Como a música alternativa me atraía muito, me aproximei do rock mais pesado. Tive bandas de metal e hardcore pesado [Minquis] até por volta dos 18, 19 anos.

Vindo do hardcore, como você começou a se interessar por fazer música de raízes brasileiras?

Antes de me interessar em estudar música necessariamente brasileira, como o choro que tenho estudado hoje em dia, eu quis estudar música e ponto. Durante a gravação do disco da minha banda de rock fui apresentado no estúdio ao César Santos, que morava nos EUA na época e estudava musica por lá. Eu não tinha nenhuma exigência quanto a estudar nos Estados Unidos ou aonde fosse. Eu queria aprender a tocar pra valer, aprender a produzir também. E aí, com a ajuda do César, consegui bolsa parcial na Berklee e me mudei pra lá.

Sempre gostei, sempre ouvi direta ou indiretamente música brasileira. Muito Clube da Esquina, por ser mineiro, muita música caipira por influência do meu pai, samba, bossa! Só o choro é que não tive muito contato, o que é uma pena por que é uma maravilha. Tinha que ser ensinado nas escolas, mas enfim…

A mistura se manifestou de novo na forma do meu primeiro disco, “Sapo”. Foi a forma mais natural que eu consegui falar musicalmente. Tem muita influência do jazz e funk americano também, por eu ter convivido muito com essa música no tempo que fiquei fora. Mas a minha tendência natural é estar cada vez mais próximo de coisas brasileiras.

Seu primeiro disco foi gravado com músicos de Berklee. Como vocêvmontou a banda para o segundo? Como conheceu os integrantes, etc?

Quando cheguei aqui no Rio, com meu primeiro disco debaixo do braço, tinha aquela insegurança de lançar ou não. Quando decidi lançar, a primeira coisa a fazer foi montar um grupo. Tive muita sorte nessa parte porque logo de cara eu já tinha um baixista e um baterista de primeira e dois grandes amigos, o Rike e o Marcelo.

Quando falei do projeto eles logo se animaram e sempre me apoiaram, desde o começo. Como tenho um estúdio, sou engenheiro de som, conheci muita gente, fiz muitos amigos o que facilitou ainda mais. Conheci o Marco Tomaso e o Fael Mondego gravando o projeto autoral dos dois. O Marco é um monstro. Já tocou com muita gente boa, tem uma experiência enorme e ele estar junto é motivo de muito orgulho. O Fael também, apesar de ser mais novo.

O desafio seria achar uma cantora que cantasse música instrumental, que conhecesse a onda mineira e que quisesse vestir a camisa de um trabalho instrumental autoral, sem verba, aquela coisa toda. Não é que a primeira pessoa que eu convidei pra cantar com o grupo, através de indicação de um amigo, era a cantora perfeita para minha música! A Marcela Velon fehou a tampa que faltava pra dar início aos ensaios. Ela também trouxe o Yuri que toca sax soprano que é um parceiro de longa data e um músico maravilhoso também.

A partir dai as coisas começaram a acontecer, muitas críticas positivas, amigos chegando junto pra ajudar, e ai foi rolando. Nesse processo nasceu o segundo filho, o “Mineiro Bão”.

Que tipo de repercussão o disco tem tido?

O disco realmente acabou de sair. Ela tá quente do forno. As críticas que tem saído de quem já conhece o trabalho anterior mencionam uma evolução natural do primeiro e uma abrasileirada natural do som.

Estou agora vendendo o disco pela internet, via CD Baby. Eles, além de venderem pro mundo todo, ainda tem um sistema de distribuição digital para todos os sites de venda de música digital, como iTunes, Napster, Amazon, Rhapsody, etc.

Pra minha surpresa, o disco tem vendido bastante. Assim, uma distribuidora japonesa já comprou alguns exemplares pra vender diretamente no Japão. Blogs no Brasil, Europa e Japão já estão soltando resenhas. Isso tudo expontaneamente. Fico muito feliz .

A internet, nesse sentido, é uma ferramenta maravilhosa! Todo mundo diz que o meu som tem mais saída lá fora. Espero que não, mas pra mim o que rolar tá ótimo. O convite pra participar do Humaitá pra peixe foi muita alegria. Um festival muito legal, grande e de respeito. A galera nos ensaios está muito empolgada! Esperamos fazer um show muito bom.

Já está preparando o terceiro?

Tenho tentado não pensar em terceiro disco por enquanto, o segundo acabou de sair. Quero me dedicar bastante ao “Mineiro Bão” e ao estudo do choro e do samba, me aperfeiçoar mais no violão. Acho que o estudo constante é crucial.

quinta-feira

22

janeiro 2009

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O HPP 2009 (até aqui)

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Junio Barreto


Comadre Fulozinha


3namassa

Mais uma vez, o Humaitá Pra Peixe aportou na Sala Baden Powell, em Copacabana, em vez do tradicional Espaço Sérgio Porto (no Humaitá, obviamente).

Essa mudança transforma o festival de uma maneira interessante. Em Copa você encontra todo tipo de gente, de turistas a idosos, e isso se reflete no evento.

Se no Sergio Porto o público é majoritariamente composto de profissionais da área (jornalistas, músicos, produtores), amigos e fã dos artistas, em Copacabana poucas dessas pessoa aparecem. Porquê, é difícil explicar.

A Baden Powell tem ficado lotada de pessoas atrás de um bom programa, de conhecer novos artistas. Nesse sentido, a impressão é de que o trabalho de construção de público — o grande mérito do festival — se dá em uma escala maior em Copa do que acontecia no Humaitá.

Esse ano, porém, a tarefa de montar um festival de novas bandas foi mais difícil do que antes. A safra, inegavelmente, está bem fraca, principalmente no Rio, principal celeiro do HPP.

O próprio criador/curador do festival, Bruno Levinson disse em uma entrevista para a revista Programa, do Jornal do Brasil, que não pode “trazer todos os grupos de fora do Rio que gostaria. Foi o ano mais fraco em relação a qualidade dos artistas”.

Deve ser uma pedrada para os participantes ler uma declaração dessas (salvo que tenha sido citado de maneira incorreta), porém Levinson está sendo transparente. Realmente o festival não tem grandes destaques.

Isso não significa que não tenha alguns bons nomes que valha a pena conferir. Nas duas primeiras semanas passaram pelo palco o projeto 3namassa, Junio Barreto e Comadre Fulozinha, todos com raízes pernambucanas.

A noite de abertura foi por conta do projeto paralelo de Pupilo e Dengue, da Nação Zumbi com participação de várias cantoras e atrizes. O 3namassa faz um show temático, sob todos os aspectos.

O clima é de inferninho, com as mulheres interpretando de maneira sensual os temas tocados pela banda. Está mais para uma peça do que para um disco, as músicas dependem muito do estímulo visual para se sustentar.

Na semana seguinte, sem Isaar, que gravou dois discos com a banda, o Comadre Fulozinha mostrou que segue forte, criando intrincados arranjos percussivos que servem de cama para toada das quatro meninas, pontuadas por um sax e ocasionalmente um violão.

Compositor respeitado, gravado por nomes como Gal Costa, Maria Rita e Roberta Sá, Junio Barreto também gosta de cantar suas próprias músicas.

A presença de palco de Junio é estranha e cativante ao mesmo tempo. Ele circula pelo espaço, como se estivesse nervoso, ao mesmo tempo que estimula a banda com sinais de OK.

As ótimas letras e melodias mereciam arranjos mais interessantes. Não que a banda seja ruim — não é mesmo — porém soa tudo correto demais, perfeitinho demais, um tanto de emplastificado. Fala-se em improviso durante todo o show, só que a impressão é de uma banda ensaiada além da conta, perdendo a espontaneidade.

O festival continua por mais duas semanas.

quarta-feira

17

dezembro 2008

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HPP 2009

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Saiu a programação completado Humaitá pra Peixe 2009:

SALA BADEN POWELL (sexta, sábado e domingo – 19hs)

09 – 3 na Massa
10 – Luisa Mandou um Beijo / Supercordas
11 – Catch Side / SuperGalo

16 – Paraphernalia / Vitor Araujo
17 – Comadre Fulozinha / Junio Barreto
18 – Doces Cariocas / Mané Sagaz

23 – João Ferraz Grupo / MOMO
24 – Anna Luisa / Luis Carlinhos
25 – Bebeto Castilho / Wilson das Neves

30 – Aline Duran e El Niño
31 – Show surpresa

ESPAÇO CULTURAL SÉRGIO PORTO (terças – 19hs)

13 – Fuzzcas / Daniel Lopes
20 – Nayah / Stereo Maracanã + Tonho Crocco
27 – Madame Machado / Escambo

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