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quinta-feira

29

dezembro 2016

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Os bons shows de 2016

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shows 2016

Foi um ano recheado de shows, porém, tirando o extenso relato sobre o Primavera Sound, em Barcelona, em 2016 novamente escrevi pouco sobre as apresentações. Abaixo, os registros em fotos e legendas explicativas dos mais legais do ano.

Confira também as listas de com Os bons discos nacionais de 2016 e Os bons discos internacionais de 2016.

O show de 2016: Rolling Stones (Maracanã)

Não sou o maior fã de Rolling Stones. Mas meu filho é e fez questão de ir. A estreia dele num show, aos 5 anos, bastou pra esse se tornar não apenas um dos mais especiais de 2016, mas da vida.

Gal Costa (Circo Voador)

Iggy Pop (SXSW)

Anderson .Paak & The Free Nationals (SXSW)

Erykah Badu (SXSW)

Jamie xx (SXSW)

Chicano Batman (SXSW)

José Gonzalez (Circo Voador)

Andy Shauf (Primavera Sound)

Kamasi Washington (Primavera Sound)

Floating Points (Primavera Sound)

Moses Sumney (Primaver Sound)

Beirut (Primavera Sound)

Brian Wilson performing “Pet Sounds” (Primavera Sound)

Orchestra Baobab (Primavera Sound)

Pantha du Prince (Primavera Sound)

Action Bronson (Primavera Sound)

Jards Macalé (Canecão)

Stine Janvin Motland (Novas Frequências)

quarta-feira

17

agosto 2016

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Thalma de Freitas anda espalhando a música brasileira nos EUA

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Thalma de Freitas EUA URBe

Thalma de Freitas lançou seu novo show, intitulado “Serendipity Lab”, no qual apresenta um variado repertório de samba, jazz, bossa nova, world music e composições originais, como “Ecstasy”, música feita em parceria com João Donato que foi gravada por Gal Costa em seu disco mais recente.

Apesar de já ter se apresentado a frente de Orquestra Imperial, e ter feito parcerias com Céu e Caetano Veloso, Thalma ganhou notoriedade como atriz, função na qual já trabalhou em três filmes e 17 novelas. Sua carreira estreou em um musical, em 1992, naa produção brasileira do espetáculo “Hair”.

“Serendipity Lab” deve passar por diversas casas dos Estados Unidos, onde a cantora e atriz mora desde 2012.

quarta-feira

11

maio 2016

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Kaytranada sampleia Gal Costa em “Lite Spots”

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KAYTRANADA999p

Recém lançado, “99,9%”, o aguardado disco de estreia do Kaytranada, traz participações especiais de Anderson.Paak, BadBadNotGood, Little Dragon, Vic Mensa, Syd (The Internet), Craig David e AlunaGeorge. Entre as participações não creditadas está Gal Costa, de quem o canadense sampleou “Pontos de Luz” (de Wally Salomão e Jards Macalé), em “Lite Spots”.  Em seu disco “Medicine Show #2: Flight To Brazil”, Madlib já havia sampleado a mesma faixa em “Salvador”.

Ouça “Lite Spots”, do Kaytranada:

“Pontos de Luz”, a original da Gal:

quarta-feira

6

janeiro 2016

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Os bons discos nacionais de 2015

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urbe_bonsdiscosnacionais2015

É chegada a hora de fechar a tampa de 2015, começando pelos discos nacionais. Ao contrário do quem muita gente falou por aí, não me empolguei  muito com a safra não. Na realidade, minha lista de melhores do ano é quase uma coleção do discos que ouvi com mais atenção. Abaixo, a classe Brasil de 2015, como sempre em nenhuma ordem especial, afora o primeiro colocado.

Aqui estão as listas de Bons Discos Internacionais de 2015 e de Bons Shows de 2015.

O disco nacional de 2015:

GC - GE - URBe

Gal Costa, “Gal Estratosférica” 

“Não sei porque o Chico Buarque ainda lança disco. Se é pra ser essa mesma pasmaceira de sempre, melhor parar”. “Quem o Caetano acha que é? O cara tem mais de 70 anos e lança disco de rock como se tivesse 20? Ele tem que fazer o que sabe fazer bem”. Realmente a vida de medalhão não deve ser fácil, é difícil agradar a moçada. Gal, no entanto, desde o disco anterior, “Recanto”, vem conseguindo rejuvenescer sua obra sem olhar demais para o passado ou para o futuro. Juntou-se a uma turma mais nova e absorve modernidades o mesmo tanto que enxarca a molecada de experiência. Uma aula de como não se perder nos próprios caminhos.

Benjao hardcore nego URBe

Benjão, “Hardcore Nêgo” 

Cícero - a praia urbe

Cícero, “A Praia”

letuce estilhaça urbe

Letuce, “Estilhaça” 

cidadao instigado fortaleza urbe

Cidadão Instigado, “Fortaleza” 

bixiga 70 bixiga 70 2015

Bixiga 70, “Bixiga 70”

elza a mulher URBe

Elza Soares, “A Mulher do Fim do Mundo” 

Boogarins manual urbe

Boogarins, “Manual” 

siba de baile solto urbe

Siba, “De Baile Solto” 

alberto continentino ao som dos planetas urbe

Alberto Continentino, “Ao Som dos Planetas”

ava rocha ava patrya yndia yracema

Ava Rocha, “Ava Patrya Yndia Yracema”

Black-Alien no principio urbe

Black Alien, “Babylon By Gus – Vol. II: No Príncipio Era o Verbo” 

bengao seletores transmutação URBe

Bnegão & Seletores de Frequência, “Transmutação”

instituto violart

Instituto, “Violar”

Emicida Sobre_Crianças,_Quadris,_Pesadelos_e_Lições_de_Casa URBe

Emicida, “Sobre Crianças, Quadris, Pesadelos & Lições de Casa… “

 

segunda-feira

16

julho 2012

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Gal é nóis

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Existem muitos caminhos para um artista se atualizar musicalmente. Algumas delas: agarrar novidades e forçar a barra em modernices; colar em alguém (um produtor, músicos) que consiga fazer isso por você; ou cair dentro, misturar-se a produtores e músicos novos, aproximar-se das novidades, envolver-se e criar algo original.

Das opções listadas, a terceira é sem dúvida a que exige mais e também a que dá melhores resultados. Por mais óbvio que seja, nem sempre esse é o caminho listado. Não tem nada a ver com idade ou geração, está mais relacionado a postura artística. Exatamente por isso não é surpresa ver que Gal Costa – ao contrário de tantas cantorinhas da nova geração – escolheu o caminho mais difícil.

Pelo mais puro merecimento, cantando igual uma menina, voz intacta, Gal (res?)surge em “Recanto” como se o tempo não tivesse passado – ou não tivesse deixado que o tempo tenha passado por ela, no que pese os poperô cafona/maduro entre essa Gal e a dos anos 70. Quem cresceu nos anos 80 pode não ter lá as melhores lembranças; um disco e show como esses fazem o favor de ajustar as contas.

Concebido e escrito por Caetano Veloso, o eletrônico “Recanto” surpreendeu mais do que chocou no lançamento, ano passado. Surpreendeu pelo inesperado – Gal sobre bases eletrônicas do Kassin, Duplexx – causando estranheza. Ainda que alguns momentos trip hop tenham nascido datados, ao menos datam uma sonoridade boa. Mais que isso, sublinham a coragem de experimentar de Gal.

Acompanhada por Pedro Baby (violão/guitarra), Bruno Di Lullo (baixo/guitarra) e Rafael Rocha (MPC/bateria), ao vivo a viagem eletrônica de Gal funciona muito melhor. Conta muito para isso a esquentada que dá ver os músicos executando os temas, a bonita iluminação e, sobretudo, a presença magnética de Gal. E a voz, intacta (já falei isso?), atingindo as notas em clássicos cantados no tom original (a “mara-voz”, ela bem sabe).

Não vem à mente diva nenhum arriscando algo parecido no mundo, transgredindo de maneira expontânea, sem ser através de participações em projetos dos outros. Dando um passo além, Gal trouxe clássicos do seu repertório para a estética proposta, facilitando o entendimento para um público distante dessas sonoridades, pegando os fãs pela mão para conhecer outros sons.

As novas “Neguinho”, “Miami Maculelê”, “Tudo Dói”, “Recanto Escuro” ou “Autotune Autoerótico” são intercaladas com “Força Estranha”, “Vapor Barato”, “Baby”, “Barato Total”, “Dom de Iludir”, “Folhetim”, “Meu Bem, Meu Mal” ou “Modinha Para Gabriela”, ora as antigas transformadas pelo novos arranjos, ora em voz e violão, para dar uma moleza pra plateia. Ponto pra ela.

Emulando seu dueto com Tim em “Dia de Domingo”, fazendo os graves da voz do síndico, ou cantando neguinho é nós em “Neguinho”, cantando sozinha sobre um arranjo de violão e bateria minimalista ou sobre uma base de baile funk, Gal está sobrando.

Quem gosta de música sonha com momentos assim (ainda mais no Brasil, quando medalhões costumam ir por caminhos bem estranhos e caretas com a idade), poder ver um show de um artista importante que não tenha parado no tempo, sido modernizado na marra ou sofrido com uma falsa sofisticação dos arranjos. Gal, com a banda certa, cantando clássicos sem mofo, num dos shows do ano. Que presente.