funk carioca Archive

quinta-feira

6

fevereiro 2014

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luckeMUZIK, o filho do Mr. Catra

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MC Guime e luckeMUZIK
MC Guimé e luckeMUZIK (foto: divulgação/reprodução Facebook)

Com nome artístico em homenagem ao frenético araabMUZIK, o filho do Mr. Catra, luckeMUZIK, é produtor de trap.

Ouça ele entortando o bigode grosso…

… remixando D2…

… e saca o moleque em ação:

http://www.youtube.com/watch?v=Ajr7eZC5Lno

terça-feira

14

janeiro 2014

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A importância da "A Batalha do Passinho"

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abatalhadopassinho_poster_cartaz_filme

Acompanho o Passinho do Menor da Favela desde 2009, um ano após ter surgido ainda sem nome, chamado Passinho Foda ou Passinho do Jacaré. O lance cresceu e foi muito além do que seus criadores imaginavam, tornando-se primeiro uma febre nos bailes, depois um dos símbolos mais forte da cultura funk.

É um história e tanto. Por isso foi com imensa felicidade que finalmente assisti “A Batalha do Passinho – Os Muleque São Sinistro”, graças a um link enviado como presente de aniversário pelo diretor Emílio Domingos (muito obrigado, presentão! – mas ele pediu um link pra assistir o “Dub Echoes”, no que foi prontamente atendido). Que alegria ver que mais esse capítulo da cultura do funk está devidamente registrado.

Através de diversos personagens Emílio mostra os bastidores da criação e propagação do Passinho, exatamente no momento em que cruzava do circuito restrito dos bailes funk para grande mídia. É um apanhado geral, que por isso acaba não explorando arcos narrativos mais densos (as dificuldades de Gambá em equilibrar trabalho e dança e sua eventual morte; Baianinho e sua obsessão pelo reconhecimento internacional, por exemplo), como o próprio Emílio já havia feito em parceria com Cavi Borges no excelente “L.A.P.A.” (e como é magistralmente feito em “Spellbound”)

“A Batalha do Passinho” é um filme indispensável para todas as pessoas que batem no peito para dizer que funk não é cultura. Dança, roupa, gírias, música, o Passinho é uma cultura completa e o documentário mostra (principalmente para quem insiste em não ver), que reduzir o funk a proibidões e putaria é pura miopia – ainda que, sim, essas vertentes também sejam manifestações culturais.

Com o assunto rolezinho no shopping em ebulição, um ponto de contato entre as duas coisas, passinho e rolezinho, se faz óbvio. Os jovens dançarinos retratados no filme ou os entrevistados nas recentes matérias sobre o rolezinho falam sobre a mesma coisa: reconhecimento, visibilidade, “ser alguém”. Esse é um dos grandes buracos da sociedade brasileira, natural que o assunto seja onipresente.

Assista, sobretudo se você odeia funk.

quinta-feira

9

janeiro 2014

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Os MDs do Sany Pitbull, "Caixa de Pandora Vol. 1" (mixtape de raridades do funk dos anos 90)

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SanyPitbull_MD

Por email, Sany Pitbull mandou um link com a seguinte explicação:

“Tirei 15 dias de ferias em dezembro e arrumando meu depósito encontrei uma caixa com mais de 500 disquetes de Mini-Disc e meu aparelho leitor de MD. É um material que eu usava pra tocar entre 1992 e 2003, quando o vinil deixou de ser nosso principal formato pra tocar. Era facil de gravar e editar e foi antes da invenção dos gravadores de CD, era prático.

“Durante mais de 10 anos eu gravei muita coisa: shows em favelas, gritos de galeras e etc. Com a chegada do CD esse material ficou praticamente sem valor (que loucura) foi descartado por todos os DJs. Muita gente apagou esse material ou jogou fora. Guardei tudo e confesso que nem me lembrava mais deste material. Enfim, quando dei de cara com toda essa história me emocionei a cada disquete que ouvia.

“Todas as vinhetas das equipes que toquei e também de outras equipes, inclusive as vinhetas dos programas da extinta rádio Imprensa, a primeira FM do Brasil a tocar funk e a principal mídia usada nos anos 80 e 90 pelas equipes, DJs e MCs. Encontrei gravações raríssimas. Postei na minha fan page que tinha encontrado e várias pessoas me pediram pra disponibilizar os sons, teve gente querendo comprar.

“Tá dando um trabalho danado, porque estou digitalizando tudo em tempo real, não da pra simplesmente ‘arrastar’ pra dentro do computador, tenho que ouvir os MDs um a um, gravar música por música e editar individualmente track à track. São mais de 500 horas de gravações. Serão 12 volumes da Caixa de Pandor, um por mês até o final do ano. Esse é o primeiro.”

E ainda tem uma montagem alternativa do “Chatuba de Mesquita”. Ouça o batidão.

As músicas:

01 – Abertura Caixa de Pandora
02 – MC Julayne – “Rap Fazenda de Inhaúma” (1996)
03 – “Montagem Vidigal” (1995
04 – MCs Luis Claudio e Cacau – “Rap da Imaginação (Dendê)” (1993)
05 – “Rap do Morro do Barroso e Morro do Pinto” (1993)
06 – “Montagem Rochelle Fleming (Love Itch)” (1993)
07 – “Montagem Shy-D Mixx” (1995)
08 – “Montagem Disco Dance Cruel” (1996)
09 – “Montagem União da Zona Sul” (1995)
10 – “Montagem Pá Pum ( Mano Brown)” (1997)
11 – “Montagem Morro da Otto” (1994)
12 – MC Mascote – “Rap Daniela Peres” (1997)
13 – Duda do Borel e Mr. Catra – “Uma Casa na Favela” (1999)
14 – “Montagem Disco Dance Poder” (1997)
15 – Mr. Catra – “Se Vier Mandado” (1994)
16 – MC Sapão – “Decepção (Eu sei Cantar)” (2003)
17 – MCs Garrincha e Julinho (1993)
18 – “Montagem Maracanã Praça Ilda” (1995)
19 – “Montagem Sta, Clara, Lido e Rocinha” (1995)
20 – “Montagem Ambulância” (1996)
21 – “Montagem Fadinhas” (1995)
22 – “Montagem Sapatinho” (1995)
23 – “Montagem Juramento” (1997)
24 – “Montagem Chatuba de Mesquita” (1996)
25 – MC Geleia – “Rap da Verdade” (1993)
26 – MCs Kunta e Tião – “Rap da Cruz Vermelha 2” (1996)
27 – “Montagem 5 minutinhos de Alegria” (1994)
28 – “Montagem Bonde da Pavuna” (1995)
29 – “Montagem Neguinho de Austin” (1999)
30 – “Montagem Piratas do Caribe” (1997)
31 – Mr. Catra – “Bonde do Justo” (1994)
32 – Mr. Catra e Duda do Borel – “Intro” (1999)
33 – “Montagem Reta Velha” (1996)
34 – “Montagem Rasteiro” (1996)
35 – “Montagem Pipos Sacode Rio e Niteroi” (1996)
36 – “Brasilian Medley” (1991)
37 – MCs Luis Claudio e Cacau – “Rap da Raquel” (1994)
38 – Força do Rap – “Rap da Traição” (1996)

quarta-feira

8

janeiro 2014

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O funk e a rasteirinha

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funk_danieladacorso
foto: Daniela Dacorso

“Um som mais dançante, mais arrastado e com influência do axé e do ragga”, foi assim que Renato Martins, do Funk na Caixa, definiu a rasteirinha, nova vertente do funk.

Numa matéria para Noisey, entrando em mais detalhes, falando do pioneira da rasteirinha, a “Joga a Teia Homem Aranha” do MC Nandinho, e de músicas dos MCs Tipocki, Romântico, Cyclone e do DJ Bambam , disse: “[é um] ritmo que é mais arrastado que o funk, porém com mais balanço. Lembra um pouco o sambarock, tem um outro tanto de ragga, e um tantinho assim de kuduro. Usa tambores e caixas, parece até um axé do Rio de Janeiro.”

ATUALIZAÇÃO: Após ler esses texto, o MPC do Digitaldubs lembrou bem das faixas produzidas pelo coletivo de reggae carioca com Mr. Catra em 2005, exatamente nessa mesma linha.

quarta-feira

21

agosto 2013

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