Ao contrário das revoluções por democracia no norte da África e nos países arábes que receberam ampla cobertura da imprensa mundial, as manifestações em Madri são tratadas como nota de rodapé nos veículos de comunicação, mesmo com o hashtag #spanishrevolution frequentando os TTs do Twitter sem parar.
Revolução boa é lá longe. Quem tem medo do que? De quem?
A ocupação da praça (sempre a praça) Puerta del Sol, em Madri, iniciou-se dia 15 e não tem hora pra acabar. Ou melhor, tem: domingo tem eleições na Espanha e por lei manifestações são proibidas a partir desse sábado. Vem coisa quente por aí.
Enquanto isso, aqui no Brasil, confunde-se crescimento econômico – acesso ao crédito e posterior escravização pelos bancos – com crescimento social – educação, cultura, que poderiam gerar movimentos como o espanhol.
A estrada é longa, e como é. E esse silêncio todo é inspirador.
Pra quem não entendeu o vídeo acima, explico: após a final da Copa, o goleiro Iker Casillas foi entrevistado por sua namorada, Sara Carbonero, conhecida repórter de uma rede de TV espanhola. Muitos culparam a relação dos dois por uma suposta distração do goleiro no gol sofrido na bisonha derrota para Suíça, quando ela estava atrás da balisa.
Pois bem, no final da entrevista após o título, ao vivo, o capitão começa os agradecimentos:
Casillas: Agradeço as pessoa que me apoiaram sempre, aos meus pais, meu irmão… (engasga com o choro)
Sara: Tudo bem, vamos falar um pouco do jogo e depois…
Casillas interrompe a namorada, fazendo o sinal de “não” com o dedo.
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Não foi exatamente assim que começou, lá em 2003, e ainda deve mudar muito. A graça é essa.