O Digitaldubs informa: o jamaicano Earl Sixteen, que gravou para Lee Perry, Augustus Pablo e no Studio One (tá ruim?), fará uma mini-turnê pelo Brasil em setembro. E o cantor não parou no tempo não. Sua produção recente inclui parcerias com Mad Professor, Zion Train, Dreadzone, Leftfield e Gorillaz.
Johnny Clarke, “Every knee shall bow”
vídeo: eumemo
Diz o ditado que não se deve confiar numa banda de reggae em que a guitarra é o grande destaque. Entrar no Queen Elizabeth Hall e enxergar no palco apenas percussão, trombone, um piano (!) e um violão (!!) não podia ser bom sinal.
Tudo bem, não existe o tal ditado, mas o ponto é válido. Show de reggae sem baixo e bateria é como uma escola de samba desfilar sem surdo e tamborim. Não tem como dar certo (ou, sendo flexível, é muito, muito, muito pouco provável que dê).
Escalados para o festival Meltdown 2008, com curadoria do Massive Attack, Earl 16, Johnny Clarke e Horace Andy participaram da noite chamada “Reggae Acoustic Songbook”.
Um nome desses deveria ter servido de alerta, porém nada indicava que o show se resumiria aos cantores interpretando praticamente a coletânea “Legend”, do Bob Marley, de ponta a ponta, acompanhados por uma banda que não agradaria muito no sul do Brasil. Uhú, reggae raiz!
Inundado de tristeza e envergonhado com a breguice, restou esperar para os poucos momentos em que os cantores cantaram algum de seus clássicos.
Ver Johnny Clarke mandando “Every knee shall bow” ao vivo vale a pena. Mesmo sem baixo.
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/URBe
por Bruno Natal
Cultura digital, música, urbanidades, documentários e jornalismo.
Não foi exatamente assim que começou, lá em 2003, e ainda deve mudar muito. A graça é essa.