donica Archive

quarta-feira

13

julho 2016

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Projeto “Bands on Frame” registra bandas pelo país em Polaroids

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“Bands on Frame” é um projeto da fotógrafa pernambucana Hannah Carvalho com o objetivo de capturar as mais variadas bandas e cantores em fotos Polaroid. Emicida, Ney Matogrosso, Otto, Karina Buhr, Mombojó, Boogarins, Dônica, Mac DeMarco e Lucas Santanna foram alguns dos artistas fotografados para o trabalho.

terça-feira

23

dezembro 2014

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Os bons discos nacionais de 2014

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Os critérios de escolha dos bons discos de 2014 continuam praticamente idênticos ao ano passado. Outra vez, acho que faltou inspiração nas bandas brasileiras, está tudo muito igual – tanto entre si quanto nas próprias bandas se repetindo. Isso acaba afetando mais o volume do que a qualidade, resultando em poucos bons disco.

Discorda? Problema nenhum. Em vez de pedradas e xingamentos, deixe dicas nos comentários.

As listas dos bons discos internacionais e de shows de 2014 já foram publicadas, só clicar.

O disco nacional de 2014:

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O Terno, “O Terno”

A molecada do O Terno tem a seu favor justamente ser uma molecada. Sem muito compromisso ou pretensão, fizeram um disco que critica justamente a cena em que estão inseridos, entortando os clichês pra gerar algo novo. Isso é o mais interessante: não é exatamente um disco que aponte algo novo, porém ao simplesmente dar um passo pro lado e ousar ir numa direção um pouco (mas nem tão) diferente das bandas da sua geração, O Terno conseguiu se destacar. Vamos ver o que encontram nesse caminho mais adiante.

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Lucas Santanna, “Sobre Noites e Dias”

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Mombojó, “Alexandre”

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Criolo, “Convoque seu Buda”

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Sants, “Noite Ilustrada”

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Alice Caymmi, “Rainha dos Raios”

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Nação Zumbi, “Nação Zumbi”

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Moreno Veloso, “Coisa Boa”

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Russo Passapusso, “Paraíso da Miragem”

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Cybass, “Altered Carbon”

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mario maria, “Abertura do Programa”

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Jam da Silva, “Nord”

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Cadu Tenório, “Cassetes”

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Dônica, “Dônica” (EP)

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De Leve, “Estalactite” (EP)

segunda-feira

15

dezembro 2014

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Transcultura #154: Dônica // Black Alien

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Texto da semana passada da “Transcultura”, coluna que publico todas as sextas no jornal O Globo.

O passo da Dônica
Com influências que vão do rock progressivo ao Clube da Esquina, o novato grupo carioca pula o circuito independente e lança seu primeiro EP digital direto por uma grande gravadora
por Bruno Natal

Contrato com a Sony, campanha de lançamento da primeira música com depoimentos em vídeo de Baby do Brasil, Vik Muniz e Fernanda Torres e abertura de show do Jota Quest. Pouco comuns para um grupo de rock de moleques entre 17 e 18 anos, esses são alguns dos fatos que acompanham a Dônica, banda carioca que fatalmente carregará por algum tempo o subtítulo “banda do filho caçula do Caetano”.

Formada por José Ibarra (vocal e piano), Miguel “Miguima” Guimarães (baixo), André “Deco” Almeida (bateria), Lucas Nunes (guitarra) e Tom Veloso (composições), a Dônica segue um caminho pouco usual para uma banda alternativa. Indo direto para uma gravadora multinacional, pulando o circuito independente, aposta num modelo tradicional e não na internet, como é natural para grande parte das bandas pós-2000.

— Não hesitamos em assinar com a Sony porque queremos que nossa música não fique restrita. Teremos muita mais visibilidade tanto no Brasil quanto no exterior. Apesar disso, não acreditamos que pulamos o caminho alternativo. Sempre que podemos tocamos em lugares mais underground, como foi o caso do nosso show na Cena Cultural do Baixo Gávea — explica Miguima.

Berço não é mérito, e também não é problema. O EP homônimo, produzido por Daniel Carvalho e Berna Ceppas no estúdio Maravilha8 e lançado nesta semana em formato digital, transpõe para o disco a energia que a Dônica mostra no palco. O teclado, a boa performance vocal e a presença de Ibarra são centrais, e o visual anos 1970 e a inquietude mostrada ao vivo unem-se às matrizes setentistas e oitentistas mais introspectivas escolhidas pela banda. É música pra se cantar junto, mesmo que as letras sobre um macaco extraterrestre que chega à Terra agarrado na cauda de um cometa (“Macaco no caiaque”) ou viagens a Caraíva (“Casa 180”) não soem exatamente pop num primeiro momento.

— Nós nos conhecemos na escola e a partir de encontros musicais na casa do Deco, o baterista, a banda tomou forma com o tempo. Vimos o Miguima tocando em um sarau e nos apaixonamos, chamamos pra tocar, e ele aceitou — recorda Ibarra, falando sobre o baixista talentoso, que parece um adolescente com mão de adulto, tamanha é sua técnica.

Em seu perfil no Facebook, a Dônica anuncia suas influências: o rock progressivo do Pink Floyd, Supertramp, Yes, Emerson Lake & Palmer, mais Caetano, Mutantes, Lenine, Queen, jazz, clássico e, talvez a referência mais gritante, Clube da Esquina.

— Nossos pais foram os maiores responsáveis por essas referências antigas, nos educando musicalmente. Compor é nada mais que tirar de dentro alguma coisa que já estava lá e botar para fora, por isso soamos antigos. É natural, não proposital. Gostamos também de Milton, Gil, Chico, Toninho Horta, Take 6, Alt-J. Artistas nos influenciam tanto por sua música como por sua identidade visual — lista Ibarra.

Entre seus contemporâneos, a Dônica lista alguns nomes do Rio como Baleia e Castello Branco.

— Baleia é a banda da nossa geração de que mais gostamos. Também gostamos de Nitú, Mara Rúbia e Sinara. Conhecemos faz pouco tempo o trabalho do Castello Branco, e nos pareceu interessante a combinação da voz com o violão, nos lembrou um pouco Jeff Buckley — conta Miguima.

Nas fotos sempre constam cinco integrantes. Em cima do palco, no entanto, são apenas quatro. A participação de Tom Veloso é curiosa, exclusivamente como compositor. Recentemente ele compôs com seu pai e Cézar Mendes a canção “O Sol, eu e tu”, que está no novo disco da fadista portuguesa Carminho.

— O Tom é como qualquer outro membro da banda: vai aos ensaios, dá suas opiniões em arranjos e composições. Somente não sobe no palco por não conseguirmos encaixar um violão nos arranjos e por sua timidez. Ele não é maior nem menor que os outros por não tocar nos shows. Dentro da banda, somos todos iguais — esclarece Miguima.

Tchequirau

Após anos de suspense e algumas músicas lançadas de maneira individual, finalmente Black Alien lançou a primeira faixa do seu aguardado “Babylon By Gus Vol. II – No Princípio Era o Verbo”. Com produção de Alexandre Basa, em “Terra” Black Alien surge em ritmo de aquecimento. Espera-se muito mais do resto do disco.