digitaldubs Archive

sexta-feira

8

fevereiro 2013

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Carnaval do reggae 2013

Written by , Posted in Hoje tem, Música

Uma programação alternativa ao alalaô.


sexta 8/2 (23h até 6h)
DIGITADUBS NO ALTO VIDIGAL
com Digitaldubs e convidado selecta T-Woc (Irlanda)
(dub & roots)
R$ 20 até 1h, depois R$ 30


segunda e terça 11 e 12/2 (16h até 22h)
FESTIVAL RIO SOUND SYSTEM
no Quiosque da Pedra do Leme
com Interfência, Leo Justi, John Woo, Bluntzzilla, Wobble, Dj Castro, Ambassodors, Cucho, Urcasônica, Omulu.
(dancehall, dubstep, funk…)
Grátis

CANCELADA
terça 12/2 (20h até 5h)
YAYA HIFI
no Studio RJ
com djs DaLua, Calbuque, MPC(Digitaldubs) e Nitcho(ISS)
(jungle, drum&bass, reggae, dancehall, dubstep)
R$ 10 até 0h, depois R$ 20

 


quarta 13/2 (19h até 1h)
DIGITALDUBS NO ARCO DO TELES
(dub & roots)
Grátis

sexta-feira

7

dezembro 2012

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MPC (Digitaldubs) fala sobre a noitada com Aba Shanti I no Rio (SORTEIO DE INGRESSO)

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Aba Shanti I vem aí e MPC, do Digitaldubs, responsável pela noitada, explica porque sábado é um evento imperdível.

URBe – Explique para alguém que não sabe bem o que é um sound system: qual a importância da noite de sábado?

MPC – Sound system é um termo bastante usado hoje em dia, mas poucos tem realmente noção do que é… Se uma pessoa curte reggae e nunca viu/ouviu um sound system, ela apenas “acha” que sabe o que é reggae. Não importa a vertente – roots, dub, dancehall – a música reggae nasceu no sound system e só pode ser inteiramente apreciada num sound system. Não é a mesma coisa ouvir no iPod ou com um som normal de discoteca. E essa noite é imperdivel porque o nosso convidado, Aba Shanti-I, é um dos maiores representantes da cultura sound system atualmente.

URBe – O que Aba Shanti I representa pra cultura dos sound systems?

MPC – Pra resumir: “entendi” que tinha que montar as caixas do digitaldubs quando vi o Aba Shanti-I tocando. O Digitaldubs já estava em atividade há alguns anos, mas quando tive a experiencia de ver Aba controlando seu sound system ao vivo, mudou tudo. Espero que essa noite cause isso nas pessoas aqui.

URBe – Em termos da experiência de se visitar um sound system original, você se considera satisfeito com o que tem conseguido oferecer com os eventos do digitaldubs?

MPC – Estou feliz com o que o Digitaldubs vem oferecendo aqui no Rio em termos de qualidade de som. Claro que sempre queremos mais, só que as coisas vão crescer junto com a cena e com o publico. Nós estamos sempre trazendo atrações de peso pra cá, e modestia a parte, o Digitaldubs está fazendo um som de nivel internacional na cena dub (não à toa estamos sempre viajando pelo mundo).

Mas o diferencial dessa noite é que Aba Shanti-I é um mestre em ação. A forma que ele apresenta as músicas nos leva a um transe que faz o salão de dança virar um templo. Chega a ser uma viagem espiritual movida pelo som!

URBe – Fale um pouco do equipamento que será utilizado.

MPC – É o sistema do Digitaldubs. Se for necessário, vamos usar parte do som do teatro Rival. A vantagem é que o teatro é no subsolo e não tem vizinhança, então vamos poder soltar o grave como poucas vezes podemos.

PROMO: o primeiro a dizer a melhor maneira de se aproveitar os graves nos comentários leva 01 (um) ingresso individual para assistir o Aba Shanti I no Rival.

ATUALIZAÇÃO: Promo encerrada, o vencedor foi Emílio Dossi.

Abaixo, o trecho sobre sound systems do documentário sobre dub que dirigi, “Dub Echoes”:

terça-feira

4

dezembro 2012

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sexta-feira

2

novembro 2012

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Digitaldubs & YT no Vidigal

Written by , Posted in Hoje tem, Música

Em novo local no Vidigal (rimou), o Digitaldubs recebe o YT. No clipe de “Sound System Culture”, lançado hoje, o Deejay canta sobre a o dub echoes riddim (detalhes depois do clipe).

O riddim batizado com o nome do documentário “Dub Echoes” foi feito em cima da base criada para a abertura do filme, repleta de samples das próprias entrevistas. É muito legal ver o filme influenciando outros trabalhos.

segunda-feira

27

agosto 2012

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Transcultura #093: Meu Rio // Internetes

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foto: Ana Branco/Agência O Globo

Meu texto da semana passada da coluna “Transcultura”, que publico todas as sextas no jornal O Globo:

Ativismo digital
Criado há cerca de dez meses, o movimento Meu Rio vira referência de mobilização na internet

por Bruno Natal

O botafoguense Miguel Lago, 24 anos, diz que aprendeu muito cedo que nunca alcançaria a felicidade pelo futebol (palavras dele) e foi obrigado a buscá-la no mundo real. Quase todo mundo já se pegou pensando em como melhorar sua cidade. Miguel não apenas foi lá e fez, como criou uma maneira de facilitar que todos os cariocas possam também agir. O Meu Rio é um movimento apartidário e sem fins lucrativos, com a missão de fazer com que o cidadão possa se envolver efetivamente na construção de políticas públicas.

Em cerca de dez meses, o site virou referência em ativismo digital. Com suas campanhas, conseguiu fazer barulho para que a Lei da Ficha Limpa fosse aprovada na Assembleia Legislativa do Rio e as lan houses fossem reconhecidas como atividade “de especial interesse para a universalização do acesso à internet”, e não mais como casas de jogo. Também fez com que a Barcas S/A revisse a decisão de cobrar taxa por bagagem.
Mudança cultural

Hoje, entre outras coisas, o movimento luta pelo respeito aos bailes funk e por saneamento básico em 100% da cidade. Além de submeter os candidatos à prefeitura do Rio a sabatinas, transmitidas on-line e com participação do público.
— Sempre tive vontade de ajudar a mudar o país. E o Meu Rio me dá as condições de contribuir para a causa pública com total independência. Não acredito mais em mudança a partir de sistema partidário ou pertencimento à administração pública — diz Miguel.

Após receber uma bolsa do governo francês, aos 18 anos ele foi estudar Ciências Políticas e cursar um mestrado em Administração Pública na Sciences Po Paris. Foi lá que conheceu Alessandra Orofino, com quem fundou o Meu Rio. Para assegurar sua independência, o projeto não aceita dinheiro publico, e nenhum doador pode ser responsável por mais de 20% do total arrecadado.

O site mobiliza pessoas em torno de temas específicos a partir de ferramentas como Assine Embaixo (abaixo-assinado on-line), Imagine (plataforma colaborativa de ideação de políticas públicas), Panela de Pressão (em que qualquer um pode criar sua campanha para gerar mudanças na sua comunidade) e Verdade ou Consequência (um jogo para aproximar o eleitor dos candidatos a vereador). Como se exige pouco para participar — basta um clique — uma crítica recorrente ao ativismo político on-line é sua pouca eficácia em termos práticos. Para Miguel, cabe às pessoas promover as mudanças.

— Só a tecnologia não muda nada. Mas as ferramentas são meios que, se usados com a devida estratégia, podem gerar grandes resultados. Quando falamos de participação é bonito, mas nem todos podem ir às ruas de tarde ou cabem num anfiteatro onde esteja rolando um fórum. O ativismo digital rompe com essas barreiras espaciais e físicas.

Agora, com a ApaFunk, o Meu Rio tenta derrubar a resolução 013, que dá poder à polícia de vetar eventos nas comunidades pacificadas.

— Isso tem afetado sistematicamente os bailes funk, que são uma manifestação própria dessas comunidades. O governo leva orquestra pra tocar em UPPs, mas não autoriza o funk. UPP não é colonização, é integração, o que implica saber respeitar a diferença.

Cultura é parte fundamental do trabalho do Meu Rio, em sentido amplo.
— Não podemos confundir cultura com arte: a cultura engloba política, tecnologia, arte. Ela é como concebemos a cidade, o país, o planeta. Precisamos de cidadãos proativos e governos que aceitem essa proatividade.

Tchequirau

Algumas coisas que aprendi essa semana: bar mitzvah bom é na baleia, não se deve restaurar pinturas do século XIX por conta própria, dub em português é dobragem, criança não deve comer pilha, modelo vivo sofre, Seu Madruga é um senhor professor e muito mais. Obrigado, internetes!