Wayne Wonder & Cutty Ranks, “Lambada”
Written by urbe, Posted in Música
http://youtu.be/ONbR9_9Qysk
Lambada reggae.
sexta-feira
março 2012
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Written by urbe, Posted in Música
http://youtu.be/ONbR9_9Qysk
Lambada reggae.
quarta-feira
fevereiro 2012
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sexta-feira
setembro 2010
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Written by urbe, Posted in Música, Resenhas
Roots Manuva não é nenhum estranho a música jamaicana. Não por acaso, foi um dos primeiros nomes escalados para ser entrevistado para o documentário “Dub Echoes”.
O rapper londrino tem como hábito lançar dub versions de seus discos.Assim, “Run Come Save Me” virou “Dub Come Save Me”, “Awfully Deep” tornou-se “Alternately Deep” e seu lançamento mais recente, “Slime & Reason”, veio acompanhado de um EP bônus chamado “Slime & Version”.
Empolgado com o resultado do trabalho de Wrongtom neste último, Roots Manuva convidou o produtor para fazer versões reggae do seu catálogo. O resultado é “Roots Manuva Meets Wrongtom: Duppy Writer”, disco que aproxima o rapper ainda mais da música jamaicana.
A capa, feita por Tony McDermott, autor dos clássicos desenhos que enfeitavam os álbuns do Scientist e do Mad Professor, indica que o caminho das produções é o rub-a-dub e o dubtronic. O título faz referência ao clássico “King Tubby Meet Rockers Uptown” e ao apelido de Lee “Scratch” Perry, também apelidado Duppy Conqueror.
No patois jamaicano duppy significa fantasma, o que define bem o papel de “escritor-fantasma” de Wrongtom na produção do disco, como tem sido repetido em diversas resenhas. Ao recriar as bases em novas versões as letras do Roots Manuva foram valorizadas, ficando mais fácil de ser compreendidas sobre as bases macias do reggae do que do pontiagudo grime.
Roots Manuva ft. Riddla – ‘Butterfly Crab Walk’ by nmemagazine
Cada faixa soa como se tivesse sido produzida em uma década diferente do reggae. Wrongtom falou sobre isso nesse trecho pescado do The Line Of Best Fit:
“‘Motion 82′ is a nod to those early ’80s dancehall 12″s on Greensleeves like ‘Wah Do Dem’ and ‘Diseases’ (produced by Henry Junjo Lawes). ‘Worl’ A Mine’s’ on a Treasure Isle Duke Reed tip. Obviously all the digital stuff owes a lot to Prince Jammy with ‘Buff Nuff’ and ‘Chin Up’ heading into early ’90s dancehall territories like Patrick Roberts’ Shocking Vibes stuff or Mafia & Fluxy. I was going for a bit of a british reggae thing with ‘Dutty Rut’, (Dennis Bovell and his ilk)”.
Mesmo quem não é familiarizado o suficiente com a discografia do Roots Manuva para perceber as mudanças dos títulos da músicas (“Juggle Tings Proper” ressurge como “Proper Tings Juggled”, “Motion 5000” vira “Motion 82”, “Buff Nuff” é “Rebuff”) encontrará um disco especial.
Há muito tempo sem lançar material inédito, é como se “Duppy Writer” fosse um disco de inéditas do Roots Manuva. E em muitos aspectos, realmente é.
quinta-feira
agosto 2010
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Written by urbe, Posted in Imprensa, Urbanidades
Texto da semana passada da coluna coletiva que publico todas as sextas no jornal O Globo:
Em Londres, aos 18
Caímos numa festa de aniversário ao som de dancehall na capital inglesa
por Bruno Natal
Cenário dos crimes de Jack o estripador no século 19 e desde então considerada uma das áreas mais casca-grossa de Londres, Hackney passa por uma grande trasformação. Refúgio de imigrantes árabes e caribenhos nas últimas décadas, o fato de boa parte dos aparelhos esportivos das Olimpíadas de 2012 serem na região apenas sedimenta um processo de revitalização que vem ocorrendo há tempos.
A exemplo do que aconteceu no Village, em Nova York, dos anos 60 e 70 (e atualmente no Brooklyn) ou na Berlim Oriental após a queda do muro, artistas de todas áreas se mudaram pra região em busca de moradia e grandes espaços para montar seus estúdios a preços acessíveis numa grande capital. Com os artistas vieram o os bares, casas de show, restaurantes, o público tomou gosto, passou a querer morar por perto e o que antes era um lugar que ninguém queria visitar, tornou-se o centro cultural contemporâneo de Londres, onde a arte independente respira.
Diferente do Brasil, na Inglaterra todo bairro tem moradias subdsdiadas pelo governo, chamados council flats, ocupados por pessoas de baixa renda. Atualmente, as novas construções residenciais particulares devem reservar alguns apartamentos para esse fim, gerando uma integração ainda maior e importante para uma cidade com tantas etnias.
Hospedado em um desses prédios, numa quinta-feira a noite a vizinha veio correndo avisar que era seu aniversário de 18 anos e que estava dando uma festa, se desculpando antecipadamente pelo “barulho”. A filha de imigrantes jamaicanos não fazia ideia de que ouvir dancehall alto estava longe de ser um transtorno para mim. Os urros de animação a cada mixagem foram tantos que pedi para a aniversariante Lee-Anne Edwards e mais duas amigas listarem suas favoritas e falarem um pouco do que se passa na cabeça de três meninas londrinas.
Lee-Anne Edwards, 18 (a aniversariante)
Top 5:
Vybz Kartel – “Beg You A Fuck”
Movado – “Overcome”
Mavado – “Inna Car Back”
Vybz Kartel & Beenie Man” – “Gaza Mi Sey”
Machel Montano – “Craziness”
O que você acha da Lady Gaga, um dos nomes mais comentados atualmente?
Acho legal, eu gosto, botei o nome do meu gato em homenagem a ela. Mas é pra tocar mais no começo da festa, né.
Qual importância de fazer 18 anos?
Agora posso sair legalmente! (risos). Para clubes como The Hill (em Muswel Hill), Stratford Rex (em Stratford) e Murphius (em Old Street), onde tocam o tipo de música que gosto: bashment, hip hop, R&B e baladinhas.
E o que você acha das bandas indie da área?
Não ouço isso, não é meu tipo de música. Mas se estiver tocando, eu danço. Danço ouvindo qualquer coisa!
E quais novos nomes tem chamado sua atenção?
Justin Bieber, ele é legal, ainda não é grande aqui. E também minha amiga de colégio, Alexandra Burke, que ganhou o programa de TV X Factor 2008.
Como você vê a integração entre os antigos e novos moradores de Hackney?
Sempre morei aqui perto. Acho legal, faz as pessoas se conhecerem, fazerem novos amigos. Não dá pra saber quem mora aqui há mais tempo, então não faz diferença. As pessoas se falam. E se não se falassem, teriam que falar, porque somos vizinhos.
—
Kirsty William, 18
Top 5
Vybz Kartel – “Tek Buddy Gal”
RDX – “Bend Over”
RDX – “Skip”
Usher – “Oh My Gosh”
Justin Bieber (participação de Ludacris) – “Baby”
Qual foi a importância de ter feito 18 anos?
Tornei-me adulta.
Onde você e suas amigas gostam de comprar roupas?
H&M (uma rede sueca)
Quais seus planos para o futuro?
Ficar famos como cantora. Faço parte de uma dupla, chamada Kirsty & Ashanti.
Qual artista novo você tem escutado?
Ellie Goulding, “Stary Eyed”
Como você consome música? Já comprou um CD?
Baixo ilegalmente, é claro. A última vz que comprei um CD foi há dois anos atrás, um da Spice Girls. Ouço mais música no YouTube, procurando por artistas que ouço no rádio ou através de amigas.
—
Angela Beckins, 19
Top 5
Busy Signal – “Tightest”
Mr. Vegas – “Hot Fuck”
Ding Dong – “Skip To My Lou”
JLS – “The Club Is Alive (With The Sound of Music)”
Beres Hammond – “Live it Up”
Qual é a melhor coisa de Hackney?
É muito divertido, tem muita gente jovem, festas e ninguém se mete em confusão. Passo tempo com minhas amigas, saímos pra dançar.
Quais seus planos para o futuro?
Trabalhar como dançarina para artistas famosos. Faço parte de um grupo chamado Perpetual Odissey.
Se você pudesse ser qualquer pessoa do mundo, quem seria?
Beyoncé.
E quem você não seria?
Michael Jackson, porque ele está morto.
—
Tchequirau
Dirigido por Tom DiCillo e narrado por Johnny Depp, “When You’re Strange: a film about The Doors” é um documentário sobre a banda californiana eternizada na figura de Jim Morrison, repleto de imagens inéditas da banda em começo de carreira e filmes caseiros. Mesmo sem ser extraordinário é interessante.
segunda-feira
março 2010
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Written by urbe, Posted in Música
Colaboração entre o rapper Nas e o produtor Insight, “Dancehall Is Dead” (brincadeira com o título do disco do Nas em que ele anunciava que o hip hop estava morto, “Hip Hop Is Dead”) ambienta as acapelas de várias músicas do catálogo do MC no universo do reggae.