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segunda-feira

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julho 2012

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Transcultura #87: DJ Cosmo Baker // Bloc Party

Written by , Posted in Imprensa, Música

Olhaê meu texto da semana passada da coluna “Transcultura”, que publico todas as sextas no jornal O Globo:

O rap virou pop. DJ americano Cosmo Baker acha essa evolução natural
Ele é a atração da festa de seis anos do blog Só Pedrada Musical, neste sábado
(N.E. já rolou)
por Bruno Natal

Após anos, o hip hop cresceu, mas não exatamente da maneira que os primeiros aficionados imaginavam. O rap virou pop. O DJ americano Cosmo Baker, atração da festa de seis anos do blog Só Pedrada Musical, do DJ Tamenpi, na Comuna nesse sábado, vê essa evolução como algo natural.

– Na época em que Puffy aproximou o hip hop do mercado comercial, era uma época em rap era algo a ser descoberto. Em 2012 é algo onipresente e a molecada cresce ouvindo esses son, então faz todo sentido que o hip hop seja música pop. É interessante ver como a galera mais nova filtra essas influências em seus trabalhos. Um dos que mais gosto é o A$AP Rocky, influenciados pelo rap sulista [dos EUA], mesmo sendo de Nova York, pois esse tem sido o som predominante. Os sons mudam e evoluem, é legal ver elementos da música eletrônica sendo incorporados. Chuck Berry não soava como os Beatles, que não soavam com os Ramones que não soavam como o Queens Of The Stone Age e assim por diante. É uma progressão.

A frente de um dos blogs mais respeitados para se encontrar bons sons, Tamenpi, produtor da festa e aniversariante da noite, está empolgado.

– O Cosmo Baker é uma grande referência pra mim daquele DJ que faz o baile. Toca diversos estilos com uma transição muito bem feita entre o hip-hop, soul, disco, rock e eletrônico, sempre mantendo a qualidade. Fazer o baile só tocando hit é fácil, conseguir se tornar uma referência no mundo tocando sons mais desconhecidos, de pesquisa, é bem diferente. Quem for, verá!

Cosmo concorda, sua onda é mesmo chacoalhar a pista, não interessa com que som.

– É um prazer animar um público aberto tanto aos novos sons quanto aos clássicos ou músicas mais obscuras. O subtexto dos meus sets é tentar desenhar uma linha entre o antigo e o novo. A melhores festas que toquei pelo mundo é para pessoas que topam isso, da The Rub ino Brooklyn à Do Over em Los Angeles, Deep Crates em Dubai, Club Harlem em Tóquio, Juicy na Noruega, Yo Yo em Londres… São fãs da boa música e de bons DJs.

O espírito de Cosmo está alinhado com o da festa. Surgida em São Paulo por causa do blog e a proposta é englobar grooves de todas as épocas e lugares em um mesmo lugar. Acreditando que limitar uma festa a somente um estilo é desperdício, Tamempi também aposta nas misturas.

– O grande diferencial é não ser uma festa de hip-hop em si. O som é um dos carros chefe, mas a idéia é passar por todas as sonoridades que acabaram resultando no hip-hop, como o soul, funk, disco, reggae, afrobeat, além de estilos que vejo como evolução do hip-hop, como o dubstep, glitch e etc.

Cosmo está ansioso em relação ao público e promete um set especial para presentear quem for conferir.

– Muitos amigos já tocaram no Brasil e falam que é uma experiência incrível, então estou bastante empolgado. Conheço um pouco de música brasileira fora do rap e pretendo homenagear esses sons. O país tem muita alma e acho que combina com o que eu toco. Definitivamente não estou encarando como apenas mais uma festa, que é algo que não faço com nenhuma festa. Tento fazer algo especial, que não possa ser duplicado, para agradecer os que vão me ouvir tocar.

Tchequirau

O Bloc Party, anunciou disco novo, chamado “Four”, e essa semana divulgou o clipe da primeira música, “Octopus”.

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Melhores shows 2008

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Como passei o ano fora, é uma seleção solitária, de shows que assisti longe de casa, portanto sem muita conexão com o que rolou por aqui. Foi tanta coisa boa que não deu pra encurtar a lista muito não. Em nenhuma ordem específica, segue a lista:

Radiohead (Victoria Park, Londres)

O show é muito simples e é justamente aí que está o truque. Das timbragens dos intrumentos a execução das canções — mesmo com as constantes mudanças de formação de palco, indo de guitarras, piano, baixo, bateria e programação para voz e violão de uma música para outra — não tem firula.

Vampire Weekend (Electric Ballroom, Londres)

“Bem mais pesados ao vivo do que em disco, o segredo do sucesso da banda talvez resida justamente em saber dosar as influências africanas.”

Late of the Pier (BarFly, Londres)

“O LOTP não parecia cansado do péssimo show da noite anterior, em Birmingham, como contou o baixista Andrew Faley. Elétricos e derretendo no palco, talvez movidos a MDMA, o quarteto fez a mesma bagunça que vem fazendo, misturando rock, metal, eletrônica, psicodelia e histeria adolescente.”

Friendly Fires (KCLSU,Londres)

“Vendo a banda em seu ambiente, tocando para o seu público, algo que havia passado despercebido nas outras apresentações ficou claro: a presença de palco expansiva do vocalista Ed MacFarlane. Como um Mick Jagger nerd, Ed rebola na frente do palco na abertura, com “Photobooth”, se requebra e faz caras para as meninas, que gritam de alegria.”

Stevie Wonder (O2 Arena, Londres)

“O show ia morno, correto, alternando uma música “esquenta o sovaco” com uma “mela cueca” — técnica preferida do grande Tim Maia, como bem lembrou um amigo. Até que no final, uma fila de hits, colados um no outro, mudou tudo. “Overjoyed”, “Signed, sealed, delivered, I’m yours”, “My cherie amour”, “You are the sunshine of my life”, “I just called to say I love you”, “Isn’t she lovely” e a infalível “Superstition” fizeram valer cada centavo.”

Casiokids (Hoxton Grill, Londres)

“Nem vale a pena tentar definir o som do Casiokids. Tem referências bem diversas, de música africana a eletrônica maximalista. A galera no palco e a quantidade de teclados lembra o Hot Chip; a pegada alucinada de pista o Soulwax; os ruídos eletrônicos o Late of the Pier; o teatro de sombras, as cabeças de papel machê e o monstro vermelho que invade a platéia, o Flaming Lips.”

Lykke Li (ICA, Londres)

“Imagine o susto que a M.I.A. tomaria se um dia acordasse presa no corpo da Britney aos 14 anos, de calcinha e com uma vontade incontrolável de se tornar um chanteuse. Taí uma possível descrição da Lykke Li.”

Kings of Leon (Brixton Academy, Londres)

“Sem se repetir e com coragem de experimentar, o mais interessante de acompanhar o KoL é que trata-se de uma das poucas bandas dessa geração que vem constantemente melhorando, seja em disco ou ao vivo.”

Bloc Party (Circo Voador, Rio)

“Contrariando todas as expectativas, o Bloc Party fez um show avassalador nessa segunda a noite, no Circo Voador. Já tinha visto uma vez, em 2006 no Coachella, e tinha achado frouxo. Quem viu em São Paulo nesse finde também comentou que foi morno. No Circo Voador não. O negócio foi sério.”

Cidadão Instigado (Jockey Club, Rio)

“Um dos mais talentosos compositores de sua geração, Fernando Catatau e seu Cidadão Instigado chaparam a tenda do Claro Cine com sua psicodelia, a base de Jovem Guarda, Santana, guitarrada, bagaceiras eletrônicas e letras insanas.”

Sigur Rós (Rock Werchter, Bélgica)

“Com um dos cenários mais bonitos do festival e chuva de papel picado no encerramento contra um céu rosado pelo pôr-do-sol, os islandeses domaram a platéia, conseguindo silêncio geral.”

Justice (Astoria, Londres)

“Fechando a noite no Astoria, o Justice sentou a mamona, no que deve ter sido uma de suas aparições mais, hmm…, metálicas. Podreira pura. Tanta, que em muitos momentos só dava pra se defender da chuva de cotovelos. Seria bom se tivesse sido um pouco mais dançante.”

Soulwax Nite Versions (Rock Werchter, Bélgica)

“Emendando “Gravity’s rainbow” (Klaxons), “NY Excuse” (deles mesmo, explodindo a tenda), “Robot Rock” (Daft Punk) e “Phantom Pt. II” (Justice) fizeram uma das apresentações mais legais da música eletrônica recente (tem notado como os live PAs andam sem graça? ou é comigo?).”

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