bixiga 70 Archive

quinta-feira

5

janeiro 2012

27

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Melhores discos nacionais de 2011

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Ao contrário de 2010, em 2011 sobrou música nova – e mais importante – vindas de artistas novos. Muitos nomes surgindo, e nesse top 10 tem banda que entrou pelo conjunto de músicas avulsas que soltou ao longo do ano. Renovação é sempre muito bom.

Lista é lista, sempre complicado hierarquizar música, então a ordem está mais baseada na quantidade de vezes que ouvi cada disco.

Diga nos comentários o que você ouviu e gostou em 2011, pra conversa (e a troca de dicas) continuar.

–-
10.

Cícero, “Canções de Apartamento”

9.

Criolo, “Nó Na Orelha”

8.

Kassin, “Sonhando Devagar”

7.

Marcelo Camelo, “Toque Dela”

6.

Autoramas, “Música Crocante”

5.

Bixiga 70, “Bixiga 70”

4.

Dorgas, “Loxhanxha” + “Dito Antes” e “Fez-se cristo” + “Grangongon”

3.

Chico Buarque, “Chico”

2.

Silva, “SILVA”

1.

Wado, “Samba 808”

Bônus: outros bons discos de 2011 que merecem ser escutados.

Burro Morto, “Baptista Virou Máquina”

Pipo Pegoraro, “Taxi Imã”

Pélico, “Que Isso Fique Entre Nós”

Me & The Plant, The Romantic Journeys of Pollen”

Domenico, “Cine Privê”

Gui Amabis, “Memórias Luso/Africanas”

Faria & Mori, “Faria & Mori”

Karina Buhr, “Longe de Onde”

E esse ano pode ser a vez do doo doo doo, Sobre a Máquina e Labrador, que já botaram a cara pra fora em 2011. Vamos ver o que aprontam.

segunda-feira

28

novembro 2011

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Transcultura # 065: Pipo Perogaro, Bixiga 70 // Julio Bashmore

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Retomando a coluna depois de uma breve pausa, meu texto da sexta passada da “Transcultura”, que publico todas as sextas no jornal O Globo:

Intercessões: Pipo Pegoraro e Bixiga 70
por Bruno Natal

Envolvido com música desde cedo, trabalhando em estúdios e compondo, Pipo Perogaro fez tudo sozinho em seu primeiro disco, gravando todos os instrumentos. Trabalho solo levado ao pé da letra,”Intro” teve pouca repercussão. No segundo disco, optou por outra estética, buscando uma sonoridade coletiva, tendo como referência Gilberto Gil, Itamar Assumpção e – muito importante, você já saberá porque – Fela Kuti. Co-produzido por Bruno Morais (músico paulista do bom “A Vontade Superstar”), o segundo disco, “Taxi Imã” teve o efeito que o primeiro disco não teve: colocou o groove-bossa-afro-dub do Pipo no mapa.

[soundcloud url=”http://api.soundcloud.com/tracks/21866221″]

Para além das composições e da produção, muito do apelo do disco está nos instrumentais. Sem saber, Pipo montou um grupo tão bom que pouco depois das gravações esse músicos formaram uma das bandas mais comentadas de 2011, o Bixiga 70, dedicado ao afrobeat (olha a presença do Fela Kuti aí).

– Eu já tocava com Marcelo Dworecki, Décio7, Cris Scabello (baixo, bateria e guitarra, respectivamente) e Daniel a mais ou menos um ano e meio antes das gravações. Quando começamos a pré-produzir o disco, eu e Bruno começamos a pensar nas pessoas que poderiam expressar o som que gostaríamos para as canções. Então, foi espontâneo que a banda “matriz” continuasse e outros músicos que admirávamos, como o Maurício Fleury, Cuca Teixeira, entre outros que hoje formam o Bixiga 70, chegassem para fazer o disco – explica Pipo.

[soundcloud url=”http://api.soundcloud.com/playlists/1251266″ height=”200″]

O tecladista do Bixiga 70, Mauricio Fleury, complementa.

– A partir das composições do Pipo, começamos a conversar sobre as influências que transpareciam no trabalho, música latina, africana, brasileira, psicodelia anos 70. O diálogo seguiu após o fim das gravações. Foi quando surgiu o primeiro tema que fiz inspirado nessas conversas, “Grito de Paz”, que já apontava pra essas influências. Convidei o Décio 7 pra gravar baterias e percussão na gravação dessa faixa e ele teve o estalo: “temos que montar uma banda pra tocar esses sons”

A intercessão entre músicos de uma mesma cidade ou circuito em diferentes projetos dá a ideia de uma cena em andamento. Para Pipo, isso é mera consequência das trocas entre os artistas.

– Todos precisamos muito uns dos outros para estabelecer nossas movimentações, aprimorar idéias e para haver um amadurecimento dos trabalhos. Creio ser a troca a grande “moeda” que possuímos. Na maioria das vezes faço a mesa de som dos shows do Bixiga e o Cris, guitarrista, deles, também faz nos meus shows.

Mauricio complementa, destacando que o que importa é criar um contexto para um som instrumental, dançante para o qual ainda não tem referências diretas.

– Estamos num momento muito bom de troca entre os músicos de São Paulo e de fora e é muito legal ver como estamos conectando diferentes estilos. A cada combinação diferente de músicos, uma nova situação vai surgir. É um processo caleidoscópico, que se transforma a cada movimento.

O afrobeat tem surgido como influência forte em algumas novas bandas, tendo inspirado a criação inclusive de projetos dedicados exclusivamente ao som nigeriano, como a Abayomy Afrobeat Orquestra e o Afrika Gumbe, no Rio.

– O nosso interesse não é tocar só afrobeat, menos ainda de maneira ‘tradicional’, o que nós fazemos é seguir o hibridismo inerente ao afrobeat, a fusão de ritmos tradicionais com instrumentos elétricos e a linguagem ocidental do jazz, da música latina, etc. O afrobeat já vem sendo trabalhado de forma subliminar na música brasileira há muitos e muitos anos, no disco Refavela de Gilberto Gil ou no movimento pernambucano manguebit dos anos 90. Nos útimos anos aparece também no trabalho de artistas como Céu, Kiko Dinucci e Criolo. A poliritmia africana está muito presente no Brasil, acaba sendo natural para os artistas aliar essas influências às que nós já temos por aqui – avalia Mauricio.

Pipo concorda e amplia a zona de influência.

– Nessa caldeira musical trasbordante que nosso país possui, grandes mestres, maestros da composição que nos mostram caminhos lindos de percurso e paisagem para desfrutar a atenção à música, não consigo ficar pacato ao ouvir uma música de Gilberto Gil, Pedro Luís, Dorival Caymmi ou Luiz Gonzaga. É nessas pinturas musicais multi dimensionais que humildemente tento caminhar e apreciar a paisagem.

Tchequirau

Nascido e criado em Bristol, na Inglaterra, terra do Massive Attack e de uma cena de graves pesadíssima, o produtor Julio Bashmore faz house filtrado por influências de 2step e UK garage e funky.

segunda-feira

7

novembro 2011

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sexta-feira

14

outubro 2011

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Bixiga 70, "Di Malaika" (2011)

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As faixas, que fazem parte do primeiro disco do Bixiga70 (a ser lançado em novembro de 2011), foram gravadas ao vivo no Estúdio Traquitana em abril desse ano, mixadas por Victor Rice, masterizadas por Filipe Tichauer e a belíssima capa é do grande amigo e Mestre Zen MZK.

Músicas novas da banda de afrobeat paulista Bixiga 70, com direito a dub version.

Tema Di Malaika by bixiga70

Dub Di Malaika by bixiga70

Via Tapetes Sírios.

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