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segunda-feira

25

julho 2011

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Transcultura # 054: Instamission, Beastie Boys

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Meu texto da semana passada da coluna “Transcultura”, que publico todas as sextas no jornal O Globo:

Com a missão de fotografar
Projeto criado no aplicativo Instagram vira mania e ganha destaque em festival em SP
por Bruno Natal

Totalmente viciadas no Instagram, aplicativo de fotografia que roda exclusivamente no iPhone e funciona como rede social (um Twitter de fotos que através de filtros pré-estabelecidos transforma cliques desastrosos em belas imagens), as amigas Daniela Arrais e Luiza Voll transformaram a brincadeira numa missão, literalmente.

– Começamos a usar muito a ferramenta e a acompanhar o dia dos amigos através de fotos, em vez de textos. Passamos a seguir outras pessoas interessantes e pensamos se não daria pra juntar toda essa empolgação e criar um projeto para que as pessoas fotografassem coisas legais – explica Daniela. – Criamos missões que ajudam a exercitar a criatividade a cada semana, para que todo mundo se inspire cada vez mais. Assim surgiu o Instamission.

Semanalmente uma missão é publicada no @instamission, anunciada com uma imagem no próprio Instagram. “Fotografe um sorriso”, “fotografe a coisa mais gostosa do seu dia”, “fotografe um bigode”, “fotografe um ‘planking’ (ser retratado de bruços, com os braços rentes ao corpo e o rosto virado para superfície).

A partir disso, basta você tirar uma foto dentro do tema e postá-la no Instagram, no Facebook ou no Twitter usando a hashtag #instamission com o número da missão. Lançado em janeiro, o projeto está na 26 missão e recebeu mais de cinco mil fotos, de toda parte: São Paulo, Recife, Nova York, Paris, Londres, Israel…

– No início, espalhamos a novidade para os amigos e contatos nas redes sociais. Logo nas primeiras missões percebemos que uma galera que não conhecíamos começou a participar. E essa é uma das coisas mais legais da internet, né? O projeto se espalha, fica maior do que a gente imagina – comemora Daniela.

O Instamission tem 2.400 seguidores no Instagram, 1.520 fãs no Facebook e 680 no Twitter. Até aqui, a missão de maior sucesso foi a #instamission14: “fotografe a vista da sua janela”, com mais de 500 colaborações. A repercussão do projeto foi ainda maior e mais rápida do que Daniela esperava.

– Tivemos duas grandes surpresas ao longo dessa trajetória. Um dia postei uma foto do meu pai, que faleceu no ano passado. Encontrei uma foto dele, nos anos 1970, cheio de estilo, postei e recebi um comentário de uma pessoa que tinha trabalhado com ele, dizia que ele era um excelente profissional, que era muito divertido e que fazia falta. Fiquei tão emocionada. Jamais poderia imaginar que uma foto iria desencadear um encontro assim – conta.

Boa surpresa foi saber que duas pessoas se conheceram por causa do Instamission. A missão era “fotografe objetos que contem uma história”. A @mawa postou uma foto da avó dela. O @olhosvestidos delunetas reconheceu a senhorinha, que era amiga da avó dele. Os dois começaram a se falar e acabaram se conhecendo fora da rede, em um jantar recheado de lembranças e de histórias.

Agora, o Instamission virou a instalação “Invente um sorriso” no File, Festival Internacional de Linguagem Eletrônica, que acontece até agosto, no Centro Cultural Ruth Cardoso, em São Paulo, levando a experiência on-line para um espaço público, por onde passam milhares de pessoas por dia.

Quem passa pelo evento é convidado a inventar um sorriso (uns ficam tímidos, outros se posicionam diante da câmera na mesma hora, alguns desenham, outros fazem coraçãozinho etc.), os fotógrafos registram, e a as imagens aparecem na vitrine da Livraria Cultura do Conjunto Nacional. Um sorriso, só pra deixar o dia mais alegre e feliz, segundo a dupla.

– Já ouvimos coisas como “quero ter um iPhone só para poder participar das missões” – conta Daniela. – Pensamos em fazer outras exposições também. Algumas pessoas que participam das missões já nos perguntaram se haverá “Invente um sorriso” em Recife, em Manaus etc. Adoraríamos viajar, inventando missões e buscando a colaboração de pessoas que amam fotografia como a gente.

Tchequirau

O Beastie Boys anda animado com as filmagens. Depois do curta “Fight For Your Right To Party (revisited)”, essa semana pintou um clipe de 11 minutos de “Don’t Play No Game I Can’t Win”, produção de ação lo-fi com bonecos, dirigida por Spike Jonze. Belezura tosca.

quarta-feira

2

março 2011

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Transcultura #036 (O Globo): Apps, Línguas

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Texto da semana re-retrasada da coluna “Transcultura”, que publico todas as sextas no jornal O Globo:

Dez aplicativos da vez para celular
por Bruno Natal

O telefone já era. Há pouco tempo, esses aparelhos serviam para fazer ligações. Do jeito que a coisa vai, essa deve se tornar a última utilidade de um celular e não demora o dia em que as operadoras de telefonia se tornarão provedoras de acesso à rede. Afinal, aparelhos modernos, como o iPhone, se assemelham mais a computadores de bolso do que a telefones, cada um deles carregando os mais variados aplicativos. Demos uma vasculhada geral e selecionamos dez dos programas mais legais para quem não quer ficar fora do ar.

1) Instagram: Uma rede social de fotos, uma espécie de Twitter no qual as pessoas se comunicam por imagens, sem palavras. Mas não é qualquer imagem. Apenas aquelas geradas através do aplicativo, que conta com diversos filtros para dar um visual analógico às fotos. Com quatro meses de existência, a rede (exclusiva no iPhone) só cresce.

2) Hipstamatic: Os rápidos avanços tecnológicos às vezes assustam, fazendo algumas pessoas olharem para trás com saudade, motivo do sucesso de brinquedinhos analógicos como as câmeras Lomo (porém, estranhamente, poucos querem trocar o computador por uma máquina de escrever). Totalmente digital, o Hipstamatic traz lentes, filtros e flashes para produzir imagens com cara de antigamente.

3) 8mm: Resumindo bastante, o 8mm é o Hipstamatic dos vídeos, aplicando efeitos como saturação, desgaste, grãos e lentes que fazem suas imagens parecerem geradas com uma câmera super-8. O problema é que, como se tratam de imagens em movimento e os smartphones não têm estabilizadores de imagem, o resultado é quase sempre tremido.

4) Tilt Shift: Sabe essas fotos e vídeos que têm pintado em tudo quanto é publicidade, em que as pessoas parecem formigas e os cenários, maquetes? Pois então, é tudo cascata, claro, resultado de um efeito conhecido como tilt shift. Crie o seu próprio mundo em miniatura.

5) DJ Mixer: Antes, o DJ tinha que carregar uma pesada sacola de vinis para ir trabalhar. Vieram os programas como o Final Scratch, que fazem a interação entre o laptop e os toca-discos. O DJ Mixer, desenvolvido pelo DJ Spooky, faz até o laptop parecer trombolhudo quando comparado a um iPad, fazendo as vezes de tocador, mixer e discoteca. Só não pode se embaralhar com os botões pequeninos.

6) Beatwave: Se o seu conhecimento musical é nulo e ainda assim você acha que deveria ter o direito de compor suas próprias faixas, corra já pro Beatwave. O sequenciador tem uma interface simplificada e intuitiva, com um banco de sons pré-gravados, controles de tempo e tom. Você só precisa apertar os botões pra achar que sabe fazer música.

7) Bloom: Desenvolvido pelo mestre da ambiência Brian Eno, em parceria com Peter Chilvers, o Bloom é como o Beatwave, só que mais viajante. Em vez de um sequenciador, o usuário simplesmente toca a tela, gerando melodias espaciais, acompanhadas por imagens, que vão se alterando de acordo com a interação.

8) Osmos: No jogo que foi considerado o melhor aplicativo de 2010, um ser unicelular fagocita outras células ao som de uma trilha eletrônica minimalista, enquanto usa a própria massa como forma de propulsão. O objetivo é crescer e dominar o espaço. Tudo bem lentamente, pra contemplar e pensar na vida. Viciante demais.

9) Whatsapp: Por algum motivo inexplicável, diferentemente da Europa e dos EUA, mensagens de texto custam uma fortuna no Brasil. Uma pena, já que essa é a melhor forma de comunicação móvel jamais criada. Ou melhor, era. O Whatsapp faz tudo que um SMS faz, e ainda envia fotos, vídeo e áudio, em tempo real, entre múltiplas plataformas (de iPhone para Blackberry, por exemplo). E de graça.

10) Viber: Pra quem tem a língua solta, este é o paraíso. Similar ao Skype, através do pacote de dados contratado (o ilimitado é o ideal), esse aplicativo conecta os usuários em ligações telefônicas gratuitas, ajudando a manter a conta o mais perto possível do zero.

Tchequirau

A série de vídeos de divulgação de um curso de línguas na França, Espanha, Inglaterra e China é de uma simplicidade e eficiência invejável. Assista o de Barcelona e diz se não quer sair correndo pra lá.

quarta-feira

8

setembro 2010

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Transcultura #017 (O Globo): Spotify // Sleep Cycle

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Com um belo atraso, o texto da semana retrasada da coluna coletiva “Transcultura” que publico todas as sextas no jornal O Globo:

Música no ar
Saite sueco Spotify conquista o público com seus dez milhões de arquivos em “streaming”
por Bruno Natal

O hábito de escutar música online, iniciado com a explosão das trocas de arquivos no Napster no ano 2000, vai rapidamente migrando para os serviços de streaming. A exemplo de como funciona o MySpace, nesse tipo de transmissão o usuário nunca recebe o arquivo com a música, simplesmente aciona o fluxo de dados em um servidor a partir do seu computador. Exatamente por essa facilidade, ainda que as gravadoras briguem por melhores remunerações, uma das principais plataformas para escutar músicas atualmente é o YouTube.

Com um catálogo gigantesco, estimado em mais de 10 milhões de músicas, o sueco Spotify despontou como a estrela desse tipo de negócio. Lançado no final de 2008, já conta com mais de 700 mil usuários, dos quais 250 mil são assinantes (segundo dados da revista Wired). Esse é o grande diferencial do Spotify. Se o serviço em si não é uma novidade – há outros mais antigos, como Rhapsody, Last.Fm, Mog, Zune – ele se diferencia porque seu modelo de negócio está se sustentando mesmo com o crescimento.

Enquanto outros tentaram se sustentar principalmente através de anúncios para os usuários gratuitos, mesmo com acordos com as grandes gravadoras e principais selos, a base de assinantes não se expandiu como esperado, o alto número de usuários gratuitos estouraram o limite de anúncios e as contas não fecharam na hora da divisão.

Com esse tipo de serviço se popularizando, um acordo padrão para esse tipo de execução online fica cada vez mais próximo. Resta resolver a complicada matemática entre o direito das gravadoras, editoras e artistas. Embora especialista apontem que anúncios ou assinaturas não são suficientes para cobrir os custos, o We7 (we7.com), fundado por Peter Gabriel, recentemente conseguiu fechar no azul utilizando esse modelo de negócio.

Dois fatores pesam para o sucesso do Spotify. O primeiro, dizem, é uma comentada participação das principais gravadoras no negócio, aliviando nas exigências nesse primeiro momento (e gerando acusações de não oferecer bons acordos para os independentes). O outro são os aparelhos celulares. O grande salto financeiro do Spotify veio quando foi lançado o aplicativo para telefones, disponível apenas para assinantes. Quem paga também ouve arquivos com melhor qualidade de compressão. A possibilidade de ter a discoteca mundial no bolso por cerca de 28 reais mensais, sem precisar ocupar espaço no HD, perder tempo procurando na rede ou esperar pra baixar, é irrestível. O número de páginas dedicadas apenas a distribuir as coletâneas feitas por usuários é a prova disso (spotifyplaylists.co.uk é um deles), com o serviço apostando cada vez mais em características de redes sociais e interacção.

Como sempre, não há nada dos Beatles ou do Pink Floyd. Apesar de muita coisa brasileira – Cidadão Instigado, Marcelo Camelo, Wado ou Mombojó, com discografias desatualizadas. Tim Maia e Jorge Ben, por exemplo, só estão disponíveis em coletâneas. Por enquanto o serviço está restrito aos usuários de alguns países da Europa. A limitação é feita baseada nos dados do cartão de crédito utilizado para o pagamento e no endereço IP de quem estiver contratando o serviço, portanto isso significa que quem tiver um amigo em um dos países ativos pode usá-lo para contratar o serviço.

Os fundadores do Spotify dizem que a disputa deles é com a livre troca de arquivos, oferecendo facilidades semelhantes mediante um pagamento justo. Nos EUA, mercado onde o Spotify sequer entrou ainda, o Grooveshark (grooveshark.com) cresce sem parar. Sem precisar de cadastro e disponível em qualquer país, os próprios usuários sobem as músicas, garantindo que se encontre quase tudo e fazendo com que o saite execute mais de 60 milhões de músicas por mês. Também há um acordo com gravadoras, porém esse método gera diversas músicas duplicadas, triplicadas e nem sempre com a melhor qualidade. É o preço da gravidade.
A dificuldade então é análoga ao ditado “Quem tem tudo, não nada tem”. Com todas as músicas do mundo no seu bolso, saber o que e por onde começar. Dar conta de escutar tanta coisa será a grande tarefa.

Tchequirau

Através do acelerômetro do iPhone o aplicativo Sleep Cycle monitora a vibração do colchão provocada pelos seus movimentos, determina o estágio do sono e dispara o alarme durante o sono leve, garantindo um despertar suave.

quarta-feira

1

setembro 2010

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