segunda-feira

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abril 2006

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Ecoando

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Dubstrong no comando
foto: Joca Vidal

Meses após o lançamento do excelente “Tempo vai dizer”, finalmente o Echo Sound System aportou no Rio para lançar o disco. O Fosfobox ficou cheio para conferir os paulistas ao vivo.

A noite começou com o reggae dos DJs do Urcasônica SS e emendou num set de dancehall suingado de Pedrinho Dubstrong antes de desembocar na apresentação do ESS. A abertura mostrou parte da linha evolutiva do conjunto. O hip hop, outro elemento importante na sonoridade, ficou pro encerramento, com o DJ Tamempi.

É no cruzamento dessas influências — entre o reggae e o hip hop — que o ESS atua. Dub hop, como dizem alguns. Ao vivo, o trio Dubstrong, Gustavo Sola e Veiga (do Veiga & Salazar) se multiplica, como faz no disco, através das participações dos MCs.

Os MCs Jimmy Luv, Funk Buia, Junior Dread e Arcanjo, todos com excelente presença de “palco” (era uma pista de dança, né), se dividiram nos vocais, como no disco. Até o jamaicano General Smiley participava, mesmo que pré-gravado.

Problemas técnicos nos microfones forçaram o trio de produtores a disparar, além do arsenal de efeitos, vocais gravados também de alguns dos MCs presentes, sem atrapalhar a apresentação.

O som tem peso, balanço e nuances suficientes pra empurrar a pista de uma boate, coisa difícil pra grupos de reggae. Ainda assim, seria interessante ver o Echo Sound System virar uma banda. Pode ser questão de tempo até isso acontecer.

De má notícia, só o que se leu no jornal no dia seguinte, sobre a possível venda do Fosfobox. Mais uma casa fechando e o Rio indo pra vala… O problema não pode ser concorrência, a noite carioca está desértica nesse sentido. Mais sobre isso, logo mais.

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  1. Lonha
  2. Joca

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