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maio 2012

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Doc: “Senna” e “Marley”

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Dois ícones, dois filmes cujo o sobrenome dos protagonistas bastam pra atrair atenção.

Hoje é aniversário de morte do Ayrton. Com edição e roteiro primorosos, “Senna” é construído em cima de trechos jornalísticos, cenas de bastidores e arquivo, quase sempre narrado pelo piloto, sem nenhuma entrevista no formato clássico. Dirigido por Asif Kapadia,  é a maior bilheteria de um documentário da história… da Inglaterra.

Isso realça o maior defeito do filme: feito com um olhar estrangeiro, enaltece o piloto, mas não dá a real dimensão do personagem, resumindo demais. Sua morte não é segredo, porém o filme faz disso questão central e toda narrativa aponta para esse final, sendo esse o filtro de assuntos. É um corte válido, só que deixa muita coisa importante de fora. Fica a dúvida se alguém que não faça ideia de quem tenha sido Ayrton Senna sai com a exata noção do que representou.

Com todo apoio da família do cantor e compositor, conhecida por controlar – e faturar – ao máximo a exploração da sua imagem, “Marley” peca justo por ser demasiadamente oficial. Totalmente parcial, a história é um bocado distorcida, notoriamente no que se refere a indústria fonográfica jamaicana. Que Coxsone Dodd, fundador do Studio One, não é nenhum santo é fato notório. Ver seu papel no desenvolvimento diminuído, no entanto, incomoda. Chega-se ao cúmulo de utilizar uma foto do Channel One, outro estúdio, pra ilustrar um trecho em que o Studio One é mencionado.

Dirigido por Kevin MacDonald (“Um dia em Sembro”, “Touching the Void”, “O Último Rei da Escócia”), o filme é brega, da abordagem ao design, do formato bobo aos recursos gráfico utilizados como muleta (não para de ter explicação em texto na tela). Uma oportunidade desperdiçada, mesmo que possa ser divertido. Bob continua aguardando um filme definitivo.

 

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