terça-feira

28

junho 2011

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A volta da Dablio

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Ícone da geração imediatamente abaixo da minha, a festa Dablio está de volta. Como eu mesmo nunca fui, pedi para o Yugo, um dos criadores, contar um pouco sobre o retorno da festa, dia 09 de julho:

>> from Rafael Salim on Vimeo.

Em 2007, alguns jovens amigos (na faixa dos 21 anos) viram-se confrontados com a falta de opções da noite carioca. Dessa insatisfação, surgiu a Dablio, “a nossa festa”. Modéstia a parte, talvez a primeira de toda uma avalanche de “festas da nova geração” nos últimos anos

Desde o início a Dablio se propôs a ser uma experiência singular, um evento itinerante com temáticas desenvolvidas para cada edição. Campanhas virais, vídeo arte, intervenções, ambientação do espaço. Chega a ser engraçado ver as fotos no I Hate Flash (que surgia, como um “brincadeira”, também nessa época) e ver um monte de gente “novinha”. Tem a Cix e a Yasmin lá no bolo, só procurar, hahaha.

A primeira edição foi realizada de forma despretensiosa, na cobertura do meu prédio, no Leblon. A lista de convidados era para 80 pessoas: apareceram 350 e uma multa de R$2.000 do meu condomínio.

A W2 foi pra rua e a rua foi pra W. O tema da festa baseava-se no urbano, e levou 600 pessoas para o Clube Santa Luzia, que agora serve de sede pra volta da festa. A W3 fez uma ode às tecnologias ultrapassadas. O tema escolhido foi o Colorbar. Mais de 600 pessoas preencheram cada metro quadrado da casa em Botafogo (onde, parece, era o “Calzone Palace”). Do lado de fora, uma fila que cruzava dois quarteirões.

A W4 reacendeu a Guerra Fria. Reanimou a extinta U.R.S.S. e toda a paranóia por trás do antigo conflito. Espionagem, corrida espacial, o mundo à beira da extinção, tudo devidamente representado num casarão, ou melhor, num bunker no Catete.

A W5 levantou acampamento e rumou com sua caravana até Mumbai, direto para o estrelato em Bollywood. Montando o set na Casa Rosa, em Laranjeiras, com a máquina de fumaça ligada e a bilheteria esgotada, a ação ficou por conta das mais de 800 pessoas que lotaram a casa.

A W6 comemorou um ano de existência, antecipou-se a 2012 e vislumbrou o fim do mundo enquanto celebrava o seu fim. Repetiu a dose que deu certo na edição passada, lotando mais uma vez a Casa Rosa e encerrando sua temporada no auge.

Depois de 6 edições num intervalo de 1 ano e do sucesso consecutivo de público, a Dablio resolveu debandar. Os nove amigos envolvidos na empreitada seguiram seus projetos pessoais, como DJ’s, produtores, designers, e mais.

Foi daí que surgiu: Os Ritmos Digitais, aquele coletivo formado pelos DJs Yugo, Salim e Millos e a PALAFLOU, um mixto de bar, cozinha, happening e festa na casa do amigo (agora de férias pela falta de lugar, esse RJ sem alvará que alguém inventou).

Três anos depois, agora em 2011 surgiu a vontade de fazer a Dablio novamente, e ver em que ponto dessa jornada sem fim estamos. O tema: Jardim Elétrico

Dessa vez, buscamos inspiração na geometria das formas naturais e na beleza das paisagens manipuladas, transmutadas e vivas, representadas em nosso jardim elétrico. Manipular elementos naturais, recodificá-los em processos análogos ou digitais. Basicamente, a estética dessa “intervenção” – desde florestas virtuais a experimentações geométricas, imagéticas e físicas.

Fomos pro meio do mato filmar. Depois o Salim e o Duda (ou So&So, outra cria da Dablio – daquela música que eu canto) liberou um trecho de uma próxima música e eu editei o vídeo, que está no nosso site.

Estamos portanto todos apresentados. Festinha promete. Curioso pra ver o retorno da molecada as suas origens, após circularem um bocado.

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