Monthly Archive: maio 2006

quarta-feira

31

maio 2006

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"Qualquer coisa é melhor que político"

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prezapronun.gif

Se você está nessa onda de anular o voto nas próxima eleições (uma besteira, mas deixemos essa discussão pra depois), surgiu uma solução. Está nas ruas a campanha do Capitão Presença para presidente do Brasil.

O vingador mascarado é uma criação do Arnaldo Branco e é o primeiro persoagem open source de que se tem notícia. Isso significa que Arnaldo não monopoliza o direito de criar histórias com o Preza, qualquer um pode fazer o mesmo, desde que dê os devidos créditos de criação.

O troço tomou um volume tão grande (vem aí um disco, produzido pelo Instituto, só com músicas inspiradas no Max…, digo, no Presença), que virou livro. “As aventuras do capitão presença” sai pela pela Conrad.

terça-feira

30

maio 2006

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Soltando bolhas

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orchestra of bubbles.jpg

Bate-estaca e marreta são alguns dos termos nada elogiosos utilizados para descrever o techno. Muitas vezes é verdade mesmo, princpalmente no “sub-gênero” téquinôu, praticamente sinônimo de eletrônica entre fanfarrões e que serve bem pra descrever toda e qualquer farofada digital.

Ainda que aqui o techno esteja diluído e infiltrado por diversas influências, o excelente “Orchestra of bubbles” é um belo cala-a-boca para os que gostam de música eletrônica e ainda tem preconceito com o gênero.

Depois de remixarem um ao outro, Ellen Allien, dona do selo BPitch Control, e Apparat, cabeça do Shitkatapult (esse nome é fantástico) decidiram se juntar para produzir em conjunto. Deu certo.

O techno minimalista de Ellen Allien (que impressiona desde antes do seu último disco solo, “Thrills”) misturou-se as ambientações e entortadas de Apparat, conhecido por suas produções IDM (Inteligent Dance Music, ô sigla…). O resultado é uma espécie de deep techno, um 4×4 menos massante e mais viajandão.

É, de certa maneira, um techno mais acessível que o normal e isso não é pejorativo. Pra curtir sozinho, de fone de ouvido ou pra dançar pequenininho, sem grandes explosões. As músicas nunca estouram, pelo menos não com a força que se costuma ver nas pistas.

É tudo sútil, uma virada, um break, a entrada de um elemento novo. Do dubstep/dancehall abaixo de zero em “Metric”, passando pela quebradeira em “Do not break”, pelo chill out “Edison”, até as pancadas de “Jet” e “Turbo dreams”, tem música pra todos os gostos. Até pra quem não gosta de techno.

segunda-feira

29

maio 2006

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Human after all

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“Uma odisséia visual e musical sobre dois robôs e sua busca para se tornar humanos”. Essa é a sinopse de “Daft Punk’s Electroma”, primeiro filme totalmente realizado pela dupla Guy-Manuel de Homem-Christo e Thomas Bangalte, mais conhecida como Daft Punk.

Electroma_set.jpg
Cena do filme, divulgada no myspace do DP

Depois de trabalhar com diretores como Michel Gondry e Spike Jonze em seus clipes e de se envolvere na produção de “Interstella 5555″, animação do japonês Leiji Matsumoto, que tem como trilha todas as músicas do disco”Discovery”, o Daft Punk assumiu controle total dessa vez. A trilha, de acordo com os créditos do filme, ficou a cargo de Steven Baker, então nada de música nova.

Dirigido e escrito pela dupla, “Electroma foi exibido pela primeira vez no dia 18 de maio, na “Quinzena dos realizadores“, evento paralelo ao festival de cinema de Cannes. Ainda não há previsão para entrar em circuito ou ser lançado em DVD, muito menos de exibição no Brasil.

sexta-feira

26

maio 2006

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O Globo, 26/05/2006

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Luke Jenner_MX.jpg
Luke Jenner
foto: URBe Fotos

Matéria que escrevi para o Rio Fanzine sobre os shows do Rapture e Kasabian no Nokia Trends, México.

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Além dos 15 downloads de fama

No último final de semana, dois dos mais festejados nomes do novo rock, The Rapture e Kasabian, se apresentaram na primeira edição do festival Nokia Trends no México. O novato Art Brut também tocou e o mexicano No Somos Machos fez as honras da casa. A edição brasileira está prevista para o segundo semestre, ainda sem escalação confirmada.

Ocupados com a gravação de seus novos discos, o segundo de ambos, The Rapture e Kasabian andavam sumidos dos palcos e aproveitaram pra testar músicas que só serão lançadas oficialmente em setembro. Na internet, claro, sempre chega antes. “W.A.Y.U.H”, do Rapture, já está lá.

O segundo disco é sempre um momento crucial na carreira de um artista, principalmente quando vem após uma boa estréia. É a hora de confirmar o quanto foi talento e o quanto foi sorte e mostrar se tem fôlego pra construir uma carreira. A pressão do público, da crítica e até da própria banda é grande.

Mais do que isso, nesses tempos de MP3, o passado chega rápido e poucos grupos têm conseguido se manter em evidência até o tal segundo disco. Pode parecer lógico que o sucesso logo de cara ajude a banda, mas com a voracidade que o público consome música atualmente, perder o posto de novidade pode ser fatal.

Seja pela ânsia dos ouvintes, sedentos pela nova revelação da semana, seja pela pressa das próprias bandas, que algumas vezes queimam etapas e divulgam seu material antes mesmo de estar pronto, o fato é que, hoje, para muitos artistas a fama não dura mais que 15 downloads.

Talvez com essa preocupação, o Rapture tenha aguardado três anos para preparar o sucessor de “Echoes”. Ainda sem título, o disco foi produzido por Paul Epworth (Bloc Party) e Ewan Pearson e conta com Danger Mouse no comando da mesa em duas músicas.

O Rapture acredita que a exposição da estréia ajude.

— É difícil colocar seu nome na consciência das pessoas, esse é o maior desafio. Quando você faz isso, é questão de você ser bom ou não. Acho que nós somos bons e as pessoas já ouviram falar da gente, então agora podem decidir — conta Luke Jenner, vocalista da banda.

Mas será que não ser mais novidade ajuda ou atrapalha?

— É a nossa primeira vez nessa posição. É bom porque não tem mais “você é a banda do momento e eu não sei o que pensar porque todas essas pessoas antenadas gostam e eu não tenho certeza se gosto disso” — continua Luke.

O Kasabian não esperou tanto tempo para gravar “Empire”, novo disco que chegará às lojas dois anos após seu bem sucedido disco homônimo. Eles estão confiantes que toda atenção conseguida no começo jogará a favor.

— Os fãs vão ficar felizes, excitados e orgulhosos que a banda que eles disseram pra todo mundo que é boa não os decepcionou — diz o guitarrista Sergio Pizzorno.

Parte das primeiras gerações de grupos que tanto devem à rede sua divulgação mundial, o The Rapture e o Kasabian enfrentam o segundo estágio. A julgar pelas novas músicas mostradas no show no México, ambas as bandas parecem ter conseguido manter o nível dos trabalhos anteriores. É dar tempo ao tempo e descobrir se o público ainda vai ter interesse nesse vovôs precoces do rock.

Bruno Natal edita o URBe e viajou a convite da Nokia.

quinta-feira

25

maio 2006

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¡Arriba!

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Rapture: “W.A.Y.U.H.”

A primeira edição do Nokia Trends no México começou bem. No último sábado, The Rapture, Kasabian, Art Brut e No Somos Machos tocaram na capital, para um público de aproximadamente 3.500 pessoas (a maioria convidados, apenas mil ingressos foram postos a venda, cota mínima exigida pelo Kasabian).

Os show aconteceram num galpão, num bairro chamado La Condesa. O lugar é conhecido como o Soho mexicano e está em alta entre os jovens atualmente, pela grande concentração de bares e restaurantes e eventos culturais.

O Art Brut abriu a noite, ainda cedo, umas 21h, quando o lugar ainda começava a encher. Tidos como grande revelação, a banda não fez juz a fama. O som estava tão ruim que causou apreensão sobre como seria o resto da noite. Mais tarde, quando as outras atrações subiram no palco, com bom som, ficaria claro que o problema era mesmo com o Art Brut.

O vocalista é carismático e o resto dos integrantes tem boa presença de palco, mas isso não é suficiente. Não é meramente uma questão técnica, algumas vezes isso não importa. As letras são bobas, a voz do cantor não existe (ele fala, não canta), falta pressão e entrosamento entre os músicos.

O êxito dos reality shows pode servir pra explicar o sucesso de grupos como o Art Brut. A empatia gerada no público ao ver uma pessoa “normal” na televisão é a chave para a boa audiência desses programas. Mesmo para quem não está participando do programa, a televisão deixa de ser um lugar inatingível, aproximando-se do telespectador.

Seguindo esse raciocínio, com a música acontece algo similar. É como se o fato daquele camarada que não sabe cantar, numa banda que não consegue nem passar o som, estar viajando o mundo, significasse que o palco não é um lugar tão distante. Talvez, seja melhor que continue sendo.


Kasabian: “Reason is treason”

Há sete meses sem fazer shows, dedicados exlusivamente a terminar seu segundo disco — “Empire”, novamente produzido por Jim Abiss e que chega as lojas em setembro — os ingelses entraram em cena com vontade de tirar o atraso. O show foi dividido em duas partes, primeiro as músicas com pegada mais rock e depois as voltadas pra pista.

“Club foot”, “Processed beats”, “Reason is treason” e “L.S.F.”, hits do primeiro disco, se juntaram a inéditas, tocadas pela primeira vez em público. Ao vivo, a mistura de Primal Scream, Chemical Brothers, Happy Mondays e Stone Roses e Oasis funciona tão bem quanto no disco, com a vantagem da energia da banda valorizar algumas músicas.


Rapture: música nova

O Kasabian esquentou, mas a noite era do Rapture. A banda também se prepara para lançar o segundo disco, um dos lançamentos mais aguardados do ano, e não se apresentava há um tempo. Os mexicanos se espremeram no pequeno espaço para assistir os nova-iorquinos.

“Sister saviour”, “Echoes”, “Olio” e o encerramento com a música que catapultou a banda para o sucesso, “House of jealous lovers”, serviram pra matar saudades do show deles no Brasil, em 2003. O melhor mesmo foi a quantidade de músicas novas que foram tocadas, umas cinco.

De acordo com Luke Jenner (voz e guitarra), o baixista Mattie Safer canta em cerca de metade do disco, ainda sem nome. No show deu pra perceber que os vocais estão menos gritados, ameaçando até algumas harmonizações entre os dois cantores.

Os boatos de que Danger Mouse, que produziu o último Gorillas e é metade do Gnarls Barkley, comandou as gravações é quase verdade. Na realidade, ele produziu apenas duas faixas, o restante ficou por conta da dupla Paul Epworth (Bloc Party) e Ewan Pearson.

A apresentação foi toda filmada por um cara que está seguindo todos os passos da banda; na coletiva de imprensa, no hotel e no palco. Empolgado, Jenner pulou no meio do público e o Rapture parece ter gostado da recepção as novidades.

Eram umas 2h20 quando a dupla No Somos Macho começou a tocar. Nem deu tempo de sacar qual é a deles. As 3h os copos de tequila com refrigerante sumiram do bar, as luzes acenderam e a música parou. No México, parece, a festa acaba cedo.