URBe Fotos Archive

terça-feira

30

setembro 2008

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Meninada Casio

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URBe TV: Casiokids, entrevista (legendada) + “Togen hule” ao vivo

Esse Casiokids foi uma das melhores coisas que vi esse ano. Em termos de música eletrônica ao vivo, fica lado a lado com o Soulwax. É muito bom ver um show em vez de assistir um sujeito no laptop.

Bati o olho num EP independente deles na na Rough Trade um tempo atrás, achei o nome curioso, mas não comprei na hora. Quando voltei, já tinha acabado. Procurando por links no Rapidshare, Zshare, Hype Machine e Google não achei anda. Sei lá como esses caras fizeram pra esconder as músicas deles on line hoje em dia.

Casiokids – “Fot i hose”

Nem vale a pena tentar definir o som do Casiokids. Tem referências bem diversas, de música africana a eletrônica maximalista. A galera no palco e a quantidade de teclados lembra o Hot Chip; a pegada alucinada de pista o Soulwax; os ruídos eletrônicos o Late of the Pier; o teatro de sombras, as cabeças de papel machê e o monstro vermelho que invade a platéia, o Flaming Lips.

A música da vídeo entrevista que abre o texto é “Togens hule”, mais calminha, logo na abertura do show. O encerramento foi com o coice “Fot i hose”, clica aí em cima e sente a pressão. A verdade é que estava querendo tanto ver esse show que filmei logo a primeira música pra ficar quicando o resto da noite.

Casiokids – “Gront lys i alle ledd”

Casiokids – “Togens hule”

segunda-feira

8

setembro 2008

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Saudades de Londres 06

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URBe Fotos

Dirigir, principalmente numa cidade grande, deve estar no Top 3 de piores programas inventados pelo homem. No Rio ou em São Paulo então, nem se fala. Numa cidade onde o transporte público funciona de maneira exemplar, o carro (particular ou táxi) deixa de ser algo essencial.

O lado ruim é que a maior parte dos ônibus e o metrô param de operar por volta de meia-noite, então isso acaba funcionando como uma forma de controle social, um toque de recolher mal disfarçado.

Mesmo com os transtornos e chateações causados pelas restrições dos horários de funcionamento, poder circular pela cidade sem a dor-de-cabeça dos carros ainda é um sonho distante num certo lugar.

segunda-feira

1

setembro 2008

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Saudades de Londres 04

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Borough Market, o mais conhecido


Broadway Market, um dos muitos escondidos pela cidade
fotos: URBe Fotos

Em poucos lugares do mundo você pode almoçar um sanduíche de chorizo espanhol, adoçar a boca com uma baclava turca e arrematar com um açaí brasileiro ou um suco de acerola (pra matar as saudades), enquanto passeia por barracas de queijos franceses, salsichões alemães, falafel árabes e caldos africanos. Tudo preparado com produtos originais, por pessoas desses países.

Nos mercados de comida de Londres, dos mais conhecidos, como o gigantesco Borough Market, aos menores e mais escondidos, isso é quase uma regra.

Não é tão barato quanto uma ida a feira, é um programa como, sei lá, ir ao cinema, mas vale cada centavo. Porque comer é bom demais.

quarta-feira

27

agosto 2008

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Festa estranha, com gente esquisita

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Durrr e Boys Noize
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Segunda, feriado em Londres, foi um dia estranho.

Começou com a organização confusa do Notting Hill Carnival, praticamente impedindo a circulação das pessoas pelas áreas que interessavam, e continuou com um quase-confronto com Tricky (irritado por ter que dividir uma mesa num restaurante em que não há outra maneira de sentar, sendo que foi ele quem chegou depois).

Já de madrugada, enquanto Andrew VanWyngarden, do MGMT, circulava pelas redondezas como se estivesse vestido para um show, uma das festas mais comentadas de Londres, a Durrr estava começando.

Surgida após o fim da Trash, a qual muitos creditam o “renascimento” do rock e o “fim” da ditadura eletrônica nos clubes, ambas foram concebidas por Erol Alkan, dessa vez um pouco mais distante, sem ocupar o posto de residente dos embalos de segunda a noite na The End.

Misturando os tais “novos sons” com pepitas da antiguidade, aparentemente foram absolvidas pela passagem do tempo, toca um pouco de tudo.

Na pista 1, o convidado da noite, Boys Noize, mostrava um techno com influências de electro, retão, sem melodias, pálido em comparação as seus remixes distorcidos. Apesar de misturar os mesmos dois estilos, não teve um pingo da elegância do eletechno de sua conterrânea, Ellen Allien.

Na pista 2, “Electric feel” (MGMT) e “Sensual seduction” (Snoop Dogg) revezavam-se a “Papa don’t preach” (Madonna) a “Buffalo stance” (Neneh Cherry), algumas das músicas em versões remixadas, com graves lá em cima e batidas quebradas e secas.

A Durrr é a única festa que acontece na The End que tem um código de vestimenta, apesar de nunca ser esclarecido exatamente que código é esse. Com isso, muita gente é barrada na porta, perguntando, um tanto humilhados, “o que está errado comigo?”.

Por algum motivo, a festa não pega. Parte da culpa é do público, posudo e preocupado demais em chocar, fantasiados de assaltei-o-armário-da-minha-avó. A outra parte pode ser creditada a produção da festa e da boate.

Na entrada, uma menina levou um belo esporro por ter ousado pagar a entrada de 6 libras em moedas (a caixa argumentava que não podia perder tempo contando moeda, pois queria dançar).

Na pista de dança, duas meninas tomaram uma chamada do segurança ao dar um pulinho para se abraçarem quando se encontraram. Na área de descanso, quem tirar um cochilo é acordado com uma faixo de luz na cara.

Nesse clima, realmente é difícil qualquer festa empolgar Pode ter sido só essa noite, mas que foi estranho, foi.

quarta-feira

27

agosto 2008

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Saudades de Londres 03

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Cat & Mutton, em London Fields
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Diferente dos bares e botecos brasileiros, os pubs londrinos não costumam ter garçons, servem cerveja quase quente (as vezes sem gás) e a decoração lembra mais a de um café. Alguns deles oferecem shows de bandas que eventualmente estouram.

A bebedeira exagerada é um dos grandes problemas sociais ingleses e a rapaziada realmente pega pesado. Mesmo assim, existem algumas pérolas que parecem distante disso tudo. Cat & Mutton, Jaguar Shoes, Hoxton Grill (em Hackney) e The Old Bank of England e Ye Olde Cheshire Cheese (no centro) são visitas imperdíveis.