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quinta-feira

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dezembro 2012

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Os bons discos nacionais de 2012

Written by , Posted in Destaque, Música

Se tem uma coisa que tenho preguiça de fazer é lista, ainda mais de música, simplesmente por ter total preguiça de hierarquizar trabalhos tão diferentes, muitas vezes complementares e quase nunca melhores uns que os outros. Portanto, indo além do que fiz ano passado, quando baseei a ordem no número de audições de cada disco, dessa vez nem ordem vai ter.

E mais: aboli o nome “melhores discos”, substituindo por “bons discos”. Nesse mundaréu de discos, facilmente encontráveis, lançados a cada semana, não há como dizer que nenhuma lista reúna os melhores, pois isso implicaria em ouvir todos (tarefa impossível).

“Bons discos” dá uma noção mais real do que se trata esse tipo de lista. Um corte, uma seleção, dicas. Alguns ouvidos diversas vezes, outros bem pouco. Uns são memoráveis, outros se destacam mais por serem propostas interessantes. Uns foram resenhados aqui, outros apenas escutados.

Começando pelos nacionais, amanhã seguimos com os gringos. Aproveite e diga também nos comentários quais foram os seus discos favoritos de 2012.


Lucas Santtana, “O Deus Que Devasta Mas Também Cura”


Curumin, “Arrocha”


Rodrigo Campos, “Bahia Fantástica”


Céu, “Caravana Sereia Bloom”


Maga Bo, “Quilombo do Futuro”


Taksi, “Taksi” (EP)


SILVA, “Claridão”


Doo Doo Doo, “Casa das Macacas”


Sobre a Máquina, “Sobre a Máquina”


Gui Amabis, “Trabalhos Carnívoros”


Mahmundi, “Mahmundi”


Tulipa, “Tudo Tanto”


Nina Becker & Marcelo Callado, “Gambito Budapeste”


Orquestra Imperial, “Fazendo as pazes com o swing”

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Marcelo Jeneci e a intersessão (ao vivo no Rio)

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Mais que o lançamento do disco no Rio (o melhor nacional de 2010 aqui no URBe), o show de Marcelo Jeneci no Teatro Casa Grande foi um grande encontro.

Primeiro porque reuniu boa parte do time que gravou a bolacha, incluindo o arranjador Arthur Verocai para reger as cordas e metais. É sempre uma oportunidade rara ver um disco ser executado como foi gravado.

Em segundo, principalmente, porque ao tocar para uma casa lotada, mesmo sendo ainda um artista desconhecido, juntando alguns nomes dos grandes nomes do presente da música brasileira, fisicamente ou através das influências escancaradas, sinaliza algo que está acontecendo há muito tempo: chegou a vez mesmo da nova geração de compositores.

Carismático, Jeneci transformou o show numa experiência melhor que o disco. O acordeonista tem um extenso currículo de participações de bandas de outros artistas e sua estreia mistura ideias vindas de todas elas.

Os parceiros (Vanessa da Mata, Arnaldo Antunes) são forte influências, assim como Roberto Carlos, Guilherme Arantes (esses citados nominalmente), Sufjan Stevens, Rita Lee, Beirut, rock progressivo, clichês oitentistas de refrão chiclete ou slide guitars, e até Arcade Fire reverberam por toda parte, mesmo que não seja consciente ou que Jeneci sequer conheça algum deles.

Esse balaio de referências ainda tem que ser propriamente absorvido, ainda saltam demais nos arranjos em alguns momentos, mesmo que o denominador comum seja o próprio Jeneci. Com o tempo, certamente seu filtro ficará mais apertado e o som terá ainda mais a sua cara.

Nada disso atrapalha simplesmente porque as composições são excelentes. Boas letras, bons caminhos melódicas e uma sinceridade conquistadora. Quanto mais ele topar as próprias ideias, melhor vai ficar.

Em uma música inédita, sozinho ao piano, Jeneci explicou ter dado como pronto apenas com o refrão porque achava que não tinha mais o que dizer. O haikai musical começa com “a chuva é a vontade do céu de tocar o mar” entra em loop e vai hipnotizando. Um achado. E esse é só dele.


Jeneci & Camelo

Feliz da vida, Jeneci recebeu o que declara ser sua maior influência, Marcelo Camelo, para um dueto de duas músicas da carreira solo e uma do Los Hermanos. Todo suado, Jeneci ainda brincou que tinha que aprender com Camelo, que apareceu de bermuda.

As melhores participações, até porque estavam integradas no repertório do disco e do show, foram a da cantora Tulipa. A química entre os dois é gigante e a inédita “Dia a Dia, Lado a Lado” foi o destaque do show.

Restam 9 vagas na lista dos 10 melhores shows de 2011. E o ano nem embalou.

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