tim festival Archive

quarta-feira

4

março 2009

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O fim do TIM

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Fim de linha para o TIM Festival
foto: renateca

Apesar da Dueto, produtora do TIM Festival, ainda não ter se manifestado oficialmente sobre o fim do patrocínio, depois de um dia inteiro de buchicho, começaram a voar e-mails em tom de despedida e lamento, vindos de diferentes fontes, todas ligadas ao evento.

A pá de cal pode estar também relacionada aos problemas da última edição, constatação final de que o formato havia caducado. Os comentários da matéria do Globo Online que fala do cancelamento como uma possibilidade mostram mais descontentamento com o evento do que com o cancelamento:

“O evento virou uma bela porcaria, só besteira para cabeças ocas!!!! Quero o Free jazz de volta e produtores menos arrogantes” (a pessoa que escreveu não deve saber que os produtores do Free e do TIM são os mesmos)

“O evento a cada ano vinha caindo de atração e subindo de preço!!! Fui a todas as edições do festival e a última foi lamentável.”

“Vai começar a choradeira. Vai começar o papo furado de decadência do Rio, esvaziamento cultural, político e o escambau. Em vez de procurar outro patrocínio, vem choradeira e ameaças por aí.”

Uma pausa para o pensamento classe média carioca:

“Fazem bem..Estava virando um lixo. Enchendo de djs, musica eletronica..Estava quase chegando ao tal ‘funk carioca’. Melhor fechar mesmo!”

Seja como for, a notícia é ruim para o calendário carioca. Ruim com, pior sem. Sem falar que ficam lembranças de ótimos shows vistos no festival. Tomara que o vácuo seja rapidamente ocupado. Não dá é pra ficar sem os shows.

terça-feira

28

outubro 2008

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Soltando o freio

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URBe TV: Marcelo Camelo, “Doce solidão”

Sábado o TIM Fest tirou o a virilha da lama (porque o pé já tinha sumido lá dentro).

O grande show, em uma noite repleta de grandes shows (Gogol Bordello, Dan Deacon, Sany Pitbull, Neon Neon), foi o de Marcelo Camelo.

Sua estréia, “Sou”, tem sido duramente criticada e ninguém dava nada pela apresentação, mas Camelo cercou-se bem. E saber escalar uma banda é uma grande virtude musical.

Ao contrário do disco, onde a banda de apoio, o Hurtmold, parece andar com o freio de mão puxado, no show eles aceleram sem obstáculos. Ao vivo, as música decolam, ganham peso, nuances e uma pressão que falta nas gravações.

Bom exemplo disso é o momento em que, em vez de apresentar os integrantes individualmente, Marcelo simplesmente senta-se no chão próximo aos pedais de sua guitarra e é engolido pela catarse do septeto paulistano. Não há melhor cartão de visitas para eles.

Porém, há ma boa dose de exagero no balanço bastante positivo (e cego) que os organizadores fazem do evento.

Os problemas de som, embora suavizados, persistiram. O liberou geral dos ingressos (distribuídos aos montes) e a abertura das tendas mesmo para quem não tinha ingresso para o show, lotando o espaço com um público artificial, tumultuaram shows como o do Camelo.

Criou-se um precedente arriscado. Periga ano que vem ninguém comprar ingresso, apostando em uma nova distribuição de entradas quando bater o desespero na produção de ver as tendas vazias. É mais seguro pensar em um formato de festival de verdade (um ingresso para ver tudo) e preços mais em conta.

terça-feira

28

outubro 2008

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Folêgo

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URBe TV: Gogol Bordello, “Morena tropicana”

Os shows do Gogol Bordello exigem folêgo. Não apenas do elétrico vocalista, Eugene Hütz, mas também do público. Pulando sem parar, o ucraniano e sua banda mantém o show inteiro lá em cima, sem pausas pra respirar. O público foi junto, resultando na única catarse coletiva duradoura do festival. Um show com a cara do Rio, fanfarrão, animado e alegre.

terça-feira

28

outubro 2008

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Neon

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URBe TV: Klaxons, “Two receivers”

Contando com um cavalo na bateria segurando a onda das presepadas dos três homens de frente, Klaxons é uma boa banda, mas falta chão. Músicas como “Gravity’s rainbow”, “Atlantis to Interzone”, “Not over yet” seguram bem a onda, porém de maneira geral, falta dinâmica e melodias, porque depois de um tempo os loops cansam.

Após o show, os integrantes deixaram a Marina da Glória de táxi e acabaram parados numa blitz, onde tiveram bolsos esvaziados, viram fuzis bem de perto e saíram assustados. Que beleza.

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