Dando os toques finais no seu primeiro disco solo em Los Angeles, Rodrigo Amarante participou da versão angelina do Petty Fest, tocando “I Won’t Back Down”, do Tom Petty do Johnny Cash, no show promovido anualmente pelo compositor – que também tem sua versão da mesma música. Com Matt Sorum, ex-Guns n Roses na bateria.
Enquanto esteve em recesso com o Los Hermanos, Amarante rodou bastante com o Little Joy e o amigo Devandra Banhart. Esse vídeo da turnê pelo Japão e Austrálias, em 2010, mostra a diversão.
Após muitos dias de chuva, nesse domingo um mormaço pintou no final de tarde carioca, logo no primeiro dia do verão. Não era muita coisa, apenas o suficiente para um passeio de bicicleta pela orla, ainda com o corpo dolorido da gripe e da febre do dia anterior.
No sábado, ainda de cama, li a boa entrevista de Rodrigo Amarante para Trip, pescada no Matias, em que o ex-Hermano fala sobre diversos assuntos com sinceridade, o que não é lá muito comum em sua relação com a imprensa.
Por conta disso lembrei do disco do Little Joy e finalmente consegui escutá-lo de ponta a ponta, sem interrupções. O cenário da pedalada, com nuvens cruzando o céu e o vento ameaçando acabar com a brincadeira a qualquer hora, fizeram as canções crescerem e clarearem, inlclusive para outros ambientes.
A melancolia presente no disco foi ressaltadas pelo contexto, pelas imagens ao redor, complementando as músicas e destacando as influências dos anos 50, 60 e 70 e das próprias melodias do Los Hermanos e timbres lo-fi do Strokes.
Pena que cada vez dá menos tempo de ouvir os discos com a calma que merecem. Nessa, um monte de coisa bacana passa batida.
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Não foi exatamente assim que começou, lá em 2003, e ainda deve mudar muito. A graça é essa.