Os rappers Run, The Notorious B.I.G., Jay Z, Eminem, Lil Wayne e Drake figuraram na lista por mais de uma vez; Drake foi o que apareceu mais vezes, três. Nicki Minaj é a única mulher da lista.
Confira abaixo a lista completa e algumas das ilustrações apresentadas.
1993: Snoop Doggy Dogg
1994: Nas
1995: The Notorious B.I.G.
1996: 2Pac
1997: The Notorious B.I.G.
1998: DMX
1999: Jay Z
2000: Eminem
2001: Jay Z
2002: Eminem
2003: 50 Cent
2004: T.I.
2005: Jeezy
2006: Lil Wayne
2007: Kanye West
2008: Lil Wayne
2009: Jay Z
2010: Kanye West
2011: Drake
2012: Drake
2013: Kendrick Lamar
2014: Nicki Minaj
2015: Drake
Lançados bem próximos um do outro, os clipes do Emicida e do Kendrick Lamar discutem de maneiras semelhantes – cada um dentro de sua cultura – questões relacionadas ao racismo. Nenhum dos dois é mais novidade, porém é legal deixar ambos registrados, lado a lado.
Falar da festa Zoeira, catalisadora da cena de hip-hop carioca citando a letra do hino “Melô da Zoeira” (“Hip-hop Lapa Sábado Zoeira/ Levanta a poeira, não tô de bobeira/ Se quiser zoar, esse é o lugar/ Riachuelo 19, L.A.P.A.”) é um clichê inescapável. Tanto as rimas quanto o time envolvido nas batidas (Marcelo D2, Marechal e Aori, sobre bases dos DJs Babão e Negralha) resumem em poucas palavras os encontros na extinta Sinuca Palácio dos Arcos, a partir do fim dos anos 1990, que também foi cenário da foto da capa e do clipe de estreia do Planet Hemp.
— Eu fazia o festival SuperDemo, no Circo Voador, quando o Cesar Maia mandou fechar a casa. A Lapa ficou deserta — lembra Elza Cohen, idealizadora e produtora da festa, que volta amanhã, em edição especial, no La Paz — . — Após o SuperDemo virar selo da Sony, trabalhando na produção do disco “Usuário”, do Planet, e procurando locações para o clipe de “Legalize já”, encontrei a Sinuca com o D2. O lugar era muito interessante. Gravamos o clipe e na semana seguinte fui lá agendar a Zoeira.
Para marcar a volta, atrações clássicas, como os DJs Pachú, King Mack, Castro, Woo e o MC Aori juntam-se a crias, diretas e indiretas, como Stephan Peixoto, Marcão Baixada, Lil Mila e Nacho Garcia e Nicole Nandes. Dedicada à fotografia e morando em São Paulo, Elza fará retratos dos frequentadores para uma série.
A primeira Zoeira, em 1998, contou com o próprio D2, Kassin e BNegão nos toca-discos. A partir de uma nota convidando artistas para a festa publicada na seção Rio Fanzine, do GLOBO, principal veículo da cultura alternativa da cidade na época, chegaram os grafiteiros Binho, Fabio Ema, Eco, Akuma Crespo, Ment, Mackintal e grupos de break como GBCR e Atari Funkers. Ao reunir num só lugar uma cena que estava dispersa pelo Rio, a festa se consolidou como a casa do hip-hop.
— Conheci o MC Marechal numa loja comprando discos. Ele foi à Zoeira, pegou o mic e mandou um freestyle, de cabeça baixa e olhos fechados, todo tímido. Quando terminou, estava todo mundo vibrando — recorda Elza.
Daí em diante, todo sábado MCs como Black Alien e D2 e outros ainda desconhecidos, como Aori, De Leve, Shawlin, Dom Negrone e Mahal passaram a bater ponto ali. E a eles juntaram-se DJs como Castro e Pachú.
Praticamente todos os principais nomes do hip-hop nacional e algumas estrelas internacionais passaram por lá: Madlib, JRock, Eric Coleman, Negralha, Tamenpi, Babão, KLJay, Primo, Nuts, Zegon, Fleshbeck Crew. A festa, que seguiu na Sinuca até 2001, rendeu ainda uma coletânea para revista “Trip”, “Zoeira”, onde o hino foi lançado.
A missão agora, diz Elza, é encaixar a Zoeira — de volta à mesma Lapa que ajudou a revitalizar — no novo momento do hip-hop, que passou de underground a um dos estilos mais bem-sucedidos do planeta. Orgulhosa, ela ressalta que todos que participaram da festa e da coletânea continuam ativos.
— Aori está lançando EP, Marechal finaliza seu primeiro álbum, De Leve e Shawlin gravaram discos e fazem shows pelo Brasil, Pachú é um dos mais requisitados DJs do Rio, Castro toca com Black Alien e BNegão, João Woo e Nepal, do Apavoramento, também viraram DJs na Zoeira — lista Elza. — Tudo é um ciclo, mas a proposta de evolução da festa continua.
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Tchequirau
Chegou o terceiro disco do Tame Impala. “Currents” é bem diferente dos outros, focado no synthpop dos anos 80 em vez do rock psicodélico dos anos 70, sem perder a personalidade da banda. Ouça “Eventually”.
A saga foi longa e tortuosa (amplamente documentada aqui no URBe através da tag /black-alien, inclusive a frustrada primeira tentativa de voltar aos palcos), por isso, mesmo antes de ouvir, é uma alegria poder dizer: “Babylon by Gus Vol II: No Princípio Era o Verbo”, segundo disco do Black Alien, finalmente foi lançado.
Trata-se apenas do maior rapper do Brasil – e mesmo parado por 11 anos, ninguém alcançou. Só isso já faz a audição do disco obrigatória. Dá pra baixar ou escutar via YouTube abaixo. Salve o Mr. Niterói!
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Não foi exatamente assim que começou, lá em 2003, e ainda deve mudar muito. A graça é essa.