random access memories Archive

segunda-feira

26

agosto 2013

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Daft Punk, "Lose Yourself to Dance"

Written by , Posted in Destaque, Música

daftpunk_loseyourselftodance

Meio fracote esse clipe pra uma das melhores músicas do disco, hein.

E é um teaser. Teaser de clipe, de uma música que já saiu. Pense nisso. Fica parecendo que não teve orçamento pra terminar.

http://youtu.be/aGGZ1HULZQo

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segunda-feira

24

junho 2013

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segunda-feira

27

maio 2013

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Transcultura # 114: A volta De Leve

Written by , Posted in Imprensa, Música

De Leve voltou. Versão extendida do meu texto na da semana passada da “Transcultura”, coluna que publico todas as sextas no jornal O Globo:

A volta De Leve
Afastado da música desde 2009, o rapper retoma a carreira após uma depressão causada pela morte do parceiro, Speed, e por problemas pessoais
por Bruno Natal

Nos últimos meses, quem pegou o táxi dirigido pelo estudante de pedagogia da UFF, Ramon Moreno, não deve ter imaginado que estava sendo levado por um dos mais emblemáticos rappers nacionais desse milênio. Com seu inconfundível estilo “largado”, de humor ácido e corrosivo, o caminho de De Leve do microfone ao volante foi tortuoso.

Co-fundador do subversivo coletivo Quinto Andar (junto com os MCs Marechal, Shawlin (ou apenas Shaw), DJ Castro e outros nomes do rap alternativo do Rio), De Leve destacou-se na carreira solo. Em 2000, quando muita gente ainda questionava o valor de se distribuir música de graça online, o pioneiro uso da rede para distribuição de MP3 fez do seu EP “Introduzindo De Leve” um dos discos mais conhecidos da cena. A estreia oficial com “O Estilo Foda-se” levou o rapper a figurar em diversas reportagens, incluindo uma capa do Segundo Caderno, em 2003.

Após finalmente lançar “Piratão”, aguardado disco do Quinto Andar (seguido do término do grupo) e logo depois seu “Manifesto ½ 171”, em 2006, aos 25 anos, a carreira era ascendente e os shows uma constantes. Foi após o terceiro disco, “De Love”, em 2009, que tudo desacelerou e De Leve sumiu do radar. Ou melhor dizendo, se retirou.

– Meu filho, Juan, foi diagnosticado com autismo e tratá-lo tornou-se nossa prioridade. Conseguimos alguns tratamentos e, apesar de hoje existir uma lei que impede negar vaga para autistas, falta estrutura na rede do Estado e é necessário um mediador pago pelos pais, o que é caro – conta Ramon, o De Leve.

Juan é um menino de sorte. Muitos pais demoram ou simplesmente negam-se a perceber a questão tão cedo. Encarar o problema de frente de forma tão precoce ajuda muito. Somado ao diagnóstico do filho, o assassinato do rapper Speed (conhecido pela seminal dupla formada com Black Alien e parceiro de De Leve), em 2010, lançaram Ramon numa depressão.

– O Speed tinha acabado de morrer, estávamos gravando e fazendo shows juntos, e menos de um mês depois soubemos do quadro do Juan. A falta de vontade de fazer as coisas, incluindo a música, foi inegável. Não fossem os amigos, não sei não…

Entre dirigir o táxi ou trabalhar numa produtora de vídeo, De Leve trocou Niterói pelo Méier. Longe do lugar com o qual tem mais identificação, sumiu. Agora, com a situação mais ajustada, ele se prepara para voltar.

– É complicado explicar como é estar em depressão, ainda mais pelo motivo ter sido o diagnóstico do meu filho. Na fase mais punk não estava nada fácil fazer show. Faço tudo sozinho e não tinha saúde para aquilo. Fiz o quanto pude e o quanto vieram me procurar.

A volta de Ramon à música é antes de tudo uma volta a rotina de shows. Depois de tanto tempo sem tocar, De Leve perguntava-se se as pessoas ainda queriam vê-lo e questionou as decisões de carreira. “Neuroses normais”, ele diz.

– Não me tratei como deveria, é um processo. Não estou recuperado, mas querendo me recuperar por completo. Não foi só a vontade de voltar ao mic, foi também muita pilha de amigos e fãs que me fizeram acreditar que o que eu fazia era relevante e ainda queriam ouvir o que eu tenho pra dizer.

Ainda não há disco novo previsto, mas está sendo planejado. Por e-mail, De Leve mostrou dois rascunhos de bases, um funk setentista e uma batida influenciada pelo dirty south. A ideia é misturar rap com funk – Demorei tanto que isso nem é novidade – conta, rindo. O plano é ir lançando as músicas em levas, não em um disco fechado.

“Malhando o cérebro na academia” (a opção por pedagogia foi para poder ajudar mais o filho), De Leve diz estar distante tanto da cena de rap, quanto da sua Niterói.

– Ter me mudado me deu uma perspectiva nova da cidade, ter Niterói longe foi bom, apesar de estar sempre por lá. Não me vejo morando lá hoje, mas não me atrevo mais a prever o futuro. Por conta de tudo isso, acabei me afastando da cena gradualmente. Não tenho ouvido nada de novo.

Em um ano que traz, finalmente, o segundo disco de Black Alien (vizinho niteroiense) e o prometido disco de estreia do MC Marechal (ex-parceiro de Quinto Andar, hoje brigados), os lançamentos do trio não passarão de coincidência.

– Passei na casa do Black Alien estes dias, mas ele não estava. Já falei de novo com o Marechal, mas ele não é meu amigo há mais de 10 anos já. Não tenho problema em falar com ninguém. Não sei de nada sobre ele, que tenha sucesso no que faz.

Conhecido pelo humor, sinceridade, escracho e total censura de auto-censura, fica a questão de como tantas mudança podem afetar seu estilo. De Leve não se preocupa.

– Se eu quiser fazer humor, vou fazer, porque esei fazer isso. Mas se ficar mais sério não vejo problema algum, sei ser sério e sei ser engraçado. Não estou planejando ainda o que vou escrever, são coisas que saem quando estou compondo e serão escolhidas posteriormente. Gosto da ironia pois ela não precisa ser engraçada, pode ser ácida e nem sempre séria.

Mesmo sem chance de volta do Quinto Andar no momento (“Acho distante nesse momento”, diz), é inegável a influência do grupo e de seus integrantes na nova geração, referência bastante clara em nomes como a sensação ConeCrewDiretoria.

– Minha possível influência sobre eles talvez seja a mesma que bandas como Planet Hemp, Black Alien & Speed e Gabriel O Pensador tiveram sobre mim. Se você procurar semelhanças provavelmente vai achá-las. Acho bem bacana, vejo que soube plantar bem a minha semente na música de alguma maneira. E isso me deixa contente.

Tchequirau

Quando se pensava que nada mais de esdrúxulo poderia sair das homenagens de fãs e produtoras relacionadas ao lançamento do disco novo do Daft Punk, eis que… “Daft é Foda”.

quarta-feira

22

maio 2013

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Daft Punk, "Horizon" (faixa bônus da edição japonesa de "RAM")

Written by , Posted in Destaque, Música

O som é em algum lugar entre o ambient, new age e o rock progressivo do Pink Floyd, com a delicadeza peculiar do Daft Punk. No contexto do disco, é como se um vôo plácido pelo espaço à luz do sol após a decolagem intensa de “Contact”.

Quantos segundos até alguém botar uma batida por baixo disso? O The Twelves fez isso muito bem com seu remix/cover de “Nightvision”, outra baladinha plácida dos robôs.

Via Mixmag > Antmaper.

terça-feira

14

maio 2013

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Entre o hype e os haters: Daft Punk, "Random Access Memories", retrofuturismo e o gosto

Written by , Posted in Música, Resenhas

Pouquíssimas horas após vazar, minutos, na realidade, os vereditos sobre “Random Access Memories” começaram a pipocar na rede. Em questão de alguns posts no FB e no Twitter a discussão estava polarizada entre os que amaram (e já amaram antes de escutar, chamados de hype) e os que odiaram (e já desgostaram antes de ouvir, os haters) o novo disco do Daft Punk.

Entre os dois extremos ficou não apenas o bom senso, mas também o prazer de simplesmente se ouvir um disco pelo que ele é, acompanhar a ideia de uma outra pessoas sem tantos julgamentos, sem imagina que teria que ser outra coisa.

Os que tinham altas expectativas em relacão aos robôs (e os que se incomodaram muito com a robusta operação de marketing do pré-lançamento) ficaram, como era de se esperar, decepcionados. Como se sabe, existem poucos atalhos mais certeiros para frustração do que altas expectativas.

Os que mantiveram as esperanças baixas depois de ouvir a morna “Get Lucky” (eu), tiveram um bocado mais de sorte e – boa vontade – ao se deparar com uma produção impecável, grooves chicletudos, as muitas participações especiais tão integradas que são quase imperceptíveis, a qualidade de gravação e mixagem de uma grosseria poucas vezes vistas (mesmo em 192kbps, imagina em vinil…), e o mais importante, boas músicas. Surpresa boa.

O disco é inapelavelmente retrô desde a escalação dos músicos, baluartes da disco music como Nile Rodgers, Giorgio Moroder e John JR Robinson. Ao homenagear uma época que precedeu sua própria existência, o Daft Punk espanou o mofo numa experiência retro-futurista: aplicar referências de produção e arranjos da eletrônica na sonoridade de uma era marcada pelo trabalho de músicos de estúdio.

É uma conquista em tanto conseguir sair de trás de computadores, teclados e sequenciadores para comandar sessões de gravação com músicos desse naipe. E um barato para os fãs ver o Daft Punk interagir tão de perto com sua principal referência.

Engana-se quem pensa que não há inovação em olhar para trás. Alguém se lembra de um documentário musical no formato apresentado em “Giorgio by Moroder”, baseado numa entrevista com o lendário produtor e que se arrisca até num samba jazz. Passando dos nove minutos, é seguida de “Touch” e seus oito minutos psicodélicos.

“Lose Yourself to Dance” (com Pharrell Williams fazendo o que deveria ter feito em “Get Lucky”) é balanço pra uma noite toda, “Doin It Right” (com Panda Bear) traz programações eletrônicas e trombadas de 808, pra matar a saudade. Encerrando o disco, outro épico, “Contact” decola e leva o ouvinte rumo ao espaço.

Só até aí já são cinco músicas excelentes, o que é uma média mais alta que boa parte dos discos lançados nos últimos anos. Tem mais. As três baladas, “The Game of Love”, “Within” e “Beyond” e o tema “Motherboard” também fazem muito bonito.

Entre quem reclamou, muita gente critica outras coisas – o hype, sobretudo – que não o objeto em questão. O disco é o que é, não adianta querer que fosse outra coisa. Medir sua qualidade baseado num próprio desejo do que gostaria que ele fosse é uma abstração sem muito propósito. Foi a armadilha que o Daft Punk armou para si próprio ao forçar tanto na divulgação.

Goste, desgoste, ame, odeie. Não importa, gosto é gosto. O importante é ouvir o disco – esse ou qualquer outro – sem tantas barreiras. Do contrário, não tem nem graça.

Obs 1: provavelmente ainda volto aqui pra adicionar novas ideias.

Obs 2: como até a dupla fez um faixa-a-faixa, resolvi tuitar as impressões iniciais ao longo da primeira audição, falando mais especificamente do som. Siga abaixo.

(mais…)

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