rafael mellin Archive

quarta-feira

1

fevereiro 2017

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Doc curta: “Fronteiras”

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fronteiras_doccurta

Desencavando de 1999, minha primeira incursão no formato curta documentário.

Filmado em Super Hi8 e editado (acho) no Premiere.

“Fronteiras” (1999) from Bruno Natal on Vimeo.

quinta-feira

19

março 2009

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“Dub Echoes” (independente)

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Ao transformar o estúdio de gravação em um instrumento musical, o dub jamaicano abriu caminho para todo tipo de experimentos sônicos e acabou influenciando o nascimento da eletrônica ao hip-hop.

Através de entrevistas com mais de 40 nomes chave — tanto do universo reggae, quanto da eletrônica e do hip-hop — “Dub Echoes” fala do nascimento do dub, de como essa invenção ajudou a mudar a maneira como percebemos a música e como sua presença pode ser na música contemporânea.

Filmado na Jamaica, Inglaterra, EUA e Brasil, o documentário foi feito de maneira independente pela produtora Videograma, contando com o apoio da American Airlines, Mellin Videos, Mar Design, Lontra Music, 6D Estúdio, Dimáquina e Urban Images.

O filme teve lançamento mundial em DVD através do cultuado selo inglês Soul Jazz Records.

Para saber mais sobre o projeto visite o saite oficial e confira os diversos textos sobre o projeto publicados aqui no URBe.

sábado

30

junho 2007

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Eumir Deodato Trio, "Ao Vivo no Rio" (Biscoito Fino)

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Quando a notícia de que o arranjador Eumir Deodato finalmente se apresentaria no Brasil após 15 anos sem tocar no país, imediatamente surgiu a vontade de se registrar um desses shows. Foi dessa vontade e de um esforço coletivo — dirigi em parceria com Felipe Continentino, Eduardo Hunter e Rafael Mellin, a produção executiva foi de Pedro Seiler — que nasceu o “Deodato Trio Ao Vivo No Rio”.

Numa correria danada, depois de conversar com Deodato no final do show em São Paulo e acertar tudo com a Biscoito Fino, produzimos tudo em dois dias pra registrar a apresentação do Rio. Vendo tudo pronto e as imagens de um dos nossos ídolos na tela, valeu a pena o sufoco.

terça-feira

9

maio 2006

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Chico Buarque, "Desconstrução" (Biscoito Fino)

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“Desconstrução”, documentário que dirigi, produzi e filmei sobre as gravações de “Carioca“, novo disco de Chico Buarque (o primeiro pela gravadora Biscoito Fino) é daqueles projetos que tinha tudo pra não acontecer.

Chico Buarque é conhecido por ser uma pessoa reservada, a possibilidade de aceitar que sua intimidade no estúdio fosse invadida era mínima. Menor ainda se fosse por um completo desconhecido. Pra piorar, com uma câmera na mão.

Ainda bem que as coisas nem sempre seguem a lógica e, contrariando a própria, o projeto aconteceu. Começou com uma proposta ao produtor executivo da BF, Pedro Seiler, amigo desde os tempos de faculdade. Foi ele quem convenceu o empresário do Chico, Vínicius França, a autorizar a gravação, abrindo as portas para iniciar o projeto.

A idéia era filmar o Chico no estúdio. Só isso. No ínicio, não existia a noção de que esse material se tornaria um documentário. Era pra ser um material interno da gravadora, talvez um faixa interativa no CD. O interessante era a chance de acompanhar Chico em estúdio. O que surgiria disso, só se saberia depois.

O combinado era que eu fosse ao estúdio toda sexta-feira para filmar. Na primeira semana, em setembro de 2005, descumprindo o acertado, fui de segunda a sexta. Na semana seguinte, a mesma coisa. Depois de 15 dias, quando o Vinícius comentou “tá gostando de vir aqui, né, Bruno?”, já era tarde. Todos os dias que o Chico esteve em estúdio, eu estava lá também.

Surpreendentemente, Chico, desde o começo, embarcou na idéia. Ignorou a câmera, agia como se não estivesse sendo filmado. Conversava sobre tudo com os amigos, recebia a visita dos netos, compunha. Meu trabalho era ficar quieto e atento para não perder os detalhes, o resto era com ele, que simplemente tinha que ser ele mesmo.

Conversamos pouco sobre o documentário durante as gravações. Na única vez que falei com ele sobre isso, com duas ou três semanas de trabalho, foi para saber se podia fazer uma pergunta por dia, não mais que isso, só quando desse tempo. Ele topou.

Até o dia em que mostrei o primeiro corte do documentário — as edições começaram em dezembro de 2005, pois tinham que terminar junto com o disco, para irem pra fábrica juntos — Chico não tinha se dado conta do que estava sendo feito.

Depois de assistir o quanto havia sido registrado de seus dias no estúdio, a primeira pergunta que ele fez foi sobre a câmera. Ficou impressionado como um câmera daquele tamanho (uma mini dv, a Sony PDX10) podia ter capturado tantos detalhes com a qualidade de som e imagem tão boas.

Isso explica muito do sucesso do projeto. Soubesse ele o quanto se pode conseguir com uma câmera digital ou estivesse ali um diretor conhecido, tudo poderia ter sido diferente. Exatamente por não saber bem o que eu estava fazendo lá dentro, relaxou. E o grande mérito do trabalho é esse: ter flagrado o Chico relaxado.

70 dias de gravação, 42 horas de material bruto e 320 horas de edição depois, o resultado é o documentário “Desconstrução”.

Uma das coisas mais bacanas foi ter podido realizar isso tudo cercado de amigos. Além do Pedro Seiler, produtor executivo do projeto, o editor foi o Rafael Mellin, amigo de PUC e a pessoa que me ensinou a filmar. Mellin se envolveu tanto no projeto que dividimos o crédito de roteiro.

A parte gráfica ficou a cargo do Mateus Araujo e dos parceiros do 6D Estúdio. A correção de cor foi feita pelo Ricardo Rocha, antigo colega de Conspiração Filmes, onde foi feita a correção. A mixagem e finalização de áudio foi feita por João Filho e João Henrique, do Estúdio Lontra, onde fica a minha ilha de edição.

Enfim, estava tudo em casa.

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