pharrell Archive

quarta-feira

11

setembro 2013

2

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The Internet, "Dontcha"

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The Internet, Dontcha

Mais um nome do coletivo Odd Future, em música produzida por Chad Hugo, metade do Neptunes, que conta também com Pharrell Williams.

terça-feira

14

maio 2013

13

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Entre o hype e os haters: Daft Punk, "Random Access Memories", retrofuturismo e o gosto

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Pouquíssimas horas após vazar, minutos, na realidade, os vereditos sobre “Random Access Memories” começaram a pipocar na rede. Em questão de alguns posts no FB e no Twitter a discussão estava polarizada entre os que amaram (e já amaram antes de escutar, chamados de hype) e os que odiaram (e já desgostaram antes de ouvir, os haters) o novo disco do Daft Punk.

Entre os dois extremos ficou não apenas o bom senso, mas também o prazer de simplesmente se ouvir um disco pelo que ele é, acompanhar a ideia de uma outra pessoas sem tantos julgamentos, sem imagina que teria que ser outra coisa.

Os que tinham altas expectativas em relacão aos robôs (e os que se incomodaram muito com a robusta operação de marketing do pré-lançamento) ficaram, como era de se esperar, decepcionados. Como se sabe, existem poucos atalhos mais certeiros para frustração do que altas expectativas.

Os que mantiveram as esperanças baixas depois de ouvir a morna “Get Lucky” (eu), tiveram um bocado mais de sorte e – boa vontade – ao se deparar com uma produção impecável, grooves chicletudos, as muitas participações especiais tão integradas que são quase imperceptíveis, a qualidade de gravação e mixagem de uma grosseria poucas vezes vistas (mesmo em 192kbps, imagina em vinil…), e o mais importante, boas músicas. Surpresa boa.

O disco é inapelavelmente retrô desde a escalação dos músicos, baluartes da disco music como Nile Rodgers, Giorgio Moroder e John JR Robinson. Ao homenagear uma época que precedeu sua própria existência, o Daft Punk espanou o mofo numa experiência retro-futurista: aplicar referências de produção e arranjos da eletrônica na sonoridade de uma era marcada pelo trabalho de músicos de estúdio.

É uma conquista em tanto conseguir sair de trás de computadores, teclados e sequenciadores para comandar sessões de gravação com músicos desse naipe. E um barato para os fãs ver o Daft Punk interagir tão de perto com sua principal referência.

Engana-se quem pensa que não há inovação em olhar para trás. Alguém se lembra de um documentário musical no formato apresentado em “Giorgio by Moroder”, baseado numa entrevista com o lendário produtor e que se arrisca até num samba jazz. Passando dos nove minutos, é seguida de “Touch” e seus oito minutos psicodélicos.

“Lose Yourself to Dance” (com Pharrell Williams fazendo o que deveria ter feito em “Get Lucky”) é balanço pra uma noite toda, “Doin It Right” (com Panda Bear) traz programações eletrônicas e trombadas de 808, pra matar a saudade. Encerrando o disco, outro épico, “Contact” decola e leva o ouvinte rumo ao espaço.

Só até aí já são cinco músicas excelentes, o que é uma média mais alta que boa parte dos discos lançados nos últimos anos. Tem mais. As três baladas, “The Game of Love”, “Within” e “Beyond” e o tema “Motherboard” também fazem muito bonito.

Entre quem reclamou, muita gente critica outras coisas – o hype, sobretudo – que não o objeto em questão. O disco é o que é, não adianta querer que fosse outra coisa. Medir sua qualidade baseado num próprio desejo do que gostaria que ele fosse é uma abstração sem muito propósito. Foi a armadilha que o Daft Punk armou para si próprio ao forçar tanto na divulgação.

Goste, desgoste, ame, odeie. Não importa, gosto é gosto. O importante é ouvir o disco – esse ou qualquer outro – sem tantas barreiras. Do contrário, não tem nem graça.

Obs 1: provavelmente ainda volto aqui pra adicionar novas ideias.

Obs 2: como até a dupla fez um faixa-a-faixa, resolvi tuitar as impressões iniciais ao longo da primeira audição, falando mais especificamente do som. Siga abaixo.

(mais…)

segunda-feira

22

abril 2013

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Transcultura #112: Daft Punk // Opala

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Versão um pouco mais longo do meu texto pra “Transcultura”, coluna que publico todas as sextas no jornal O Globo (agora vou esperar o disco ou alguma música nova sair, porque essa “Get Lucky” já saturou).

Daft Punk volta a funcionar
Sem um disco novo desde 2005, grupo francês enlouquece os fãs com informações e sinais cifrados sobre “Random Access Memories”, que será lançado em 21 de maio
por Bruno Natal

(na página da matéria no Globo Online dá para assistir conteúdos relacionados a cada um dos pontos listados abaixo, organizado por item)

Nos últimos dias, informações sobre o novo disco do Daft Punk monopolizaram o noticiário pop. As expectativas são bastante altas, tanto pelo nível das produções da dupla quanto pelo tempo que ela está sem lançar um disco de carreira: o último foi “Human after all”, de 2005 (fora a trilha sonora do filme “Tron: o legado”, de 2010). A campanha que cerca o lançamento de “Random access memories”, marcado para o dia 21 de maio, já está acelerada. Numa estratégia de marketing bem controlada, todos os dias pingam novidades sobre o trabalho, e isso deve continuar assim até o dia D. Até lá, o trabalho é ligar os pontos. Já está bastante claro que o Daft Punk afundou na disco music e investiu em gravações ao vivo com músicos de estúdio, em busca de um som de pista retrô. Aqui, você vê os principais fatos relacionados ao disco surgidos até aqui.

Nos últimos informações sobre o novo disco do Daft Punk monopolizaram o noticiário pop. As expectativas são bastante altas, tanto pelo nível das produções da dupla, quanto pelo tempo que estão sem lançar um disco de carreira (fora a trilha sonora do “Tron: O Legado”, em 2010) – o último foi em 2005,”Human After All”, seu terceiro. Marcado para dia 21 de maio, a campanha de lançamento de “Random Access Memories” já está acelerada. Numa estratégia de marketing bem controlada, , todos os dias pingam novidades sobre o disco e deve continuar assim até o dia D. Até lá, o trabalho é ligar os pontos. Até aqui, está bastante claro que o Daft Punk se afundou na disco music e investiu em gravações ao vivo com músicos de estúdio, em busca de um som de pista retrô desde a execução. Abaixo, os 12 principais fatos relacionados ao disco surgidos até aqui.

– Em outubro de 2012, a dupla fez a trilha do desfile da Saint Laurent, na semana de moda de Paris, uma edição bastante sutil de “I gotta try you girl”, do blueseiro Junior Kimbrough. A aparição dos robôs deu início às especulações sobre o novo disco.

– Em fevereiro, Nile Rodgers, líder da superbanda de disco music Chic, grande influência do Daft Punk, revelou em seu blog que esteve em estúdio com a dupla.

– Em março, um anúncio de 15 segundos durante o programa Saturday Night Live, nos EUA, deu início a divulgacão oficial do disco. A guitarra inconfundível de Nile Rodgers se fez ouvir e o título do disco foi revelado. Duas semanas depois um novo trecho da mesma música, com vocais atochados de vocoder, pintaram em outro intervalo do SNL.

– O título do disco, “Random Access Memories”, faz referência tanto a memória RAM dos computadores (siga para memória de acesso randômico, em português) quanto as refências setentista e oitentistas de Thomas Bangalter e Guy-Manuel de Homem-Christo.

– Poucos dias depois, fãs ansiosos looparam o único trecho de 15 segundos disponibilizado até então e subiram vídeos de até 10 horas no YouTube somente com a repetição desse trecho.

– Em parceria com o Creators Project, da Vice, uma série de vídeos com os colaboradores do disco começaram a ser divulgados. No primeiro deles, o lendário produtor Giorgio Moroder, famoso pela parceria com Donna Summer em “I Feel Love”, falou sobre sua participação. No seguinte, o produtor de eletrônica Todd Edwards contou mais histórias. Entre os dois depoimentos, muita informações sobre gravações ao vivo, pouco uso de computadores e todo tipo de dica de que, após a espetacular pirâmide, o Daft Punk vem com uma banda ao vivo. No terceiro vídeo da série, com Nile Rodgers, instrumentos transparentes foram mostrados.

– No sábado passado, durante o festival Coachella, o mistério começou a se desfazer. Num vídeo de quase dois minutos, aqueles trechos de 15 segundos tomaram corpo e revelaram um bom pedaço do primeiro single, “Get Lucky”, com vocais de Pharrell Williams, do Neptunes e N.E.R.D.. No vídeo os robôs apareceram “tocando” baixo e bateria, alimentando a expectativa de um show com músicos ao vivo.

– No mesmo vídeo, a relação completa de participações especiais em “Random Access Memories”, que já circulava informalmente, foi oficializada: Nile Rodgers, Giorgio Moroder, Julian Casablancas, Panda Bear, Paul Williams, DJ Falcon, Chilly Gonzales e Todd Edwards.

– Reforçando a relação com Hedi Slimane, que veste a dupla desde os tempos do segundo disco, “Discovery”, quando ainda estava na Dior, a grife francesa Saint Laurent divulgou fotos dos ternos brilhosos feitos especialmente para o Daft Punk, visto no mesmo vídeo.

– No domingo, um dia após o trecho mais longa ter sido divulgado nos telões do Coachella, alguém (ou será que foi algo oficial?) juntou a intro e o refrão dos teasers do SNL com a parte vocal do Pharrell e criou fato mais interesante dessa divulgação até aqui: uma versão de fã de “Get Lucky”. Bem editada, a faixa ilustra o comportamento do consumidor atual com a cultura: ou você me dá, ou eu vou buscar. Mesmo sabendo-se que não é a música oficial, a faixa vem fazendo sucesso, sendo inclusive tocada em festas.

– Ainda no final de semana, em entrevista para Rolling Stone dos EUA, a primeira relacionada ao novo disco, o Daft Punk afirmou que não há planos de turnê no momento e que o foco está no lançamento do disco. Uma ducha de água fria em quem espera ver uma super banda na estrada. Mas… acredita quem quer, né. Vale duas mariolas como antes do final do ano tem show e será com banda.

– Na sexta (19), Pharrell Williams cantou “Get lucky” primeira vez ao vivo, no HTC One, no Brooklyn, em Nova York. Feliz com o resultado, ele repetiu a canção três vezes e falou: “A música acabou de ser lançada e todo mundo já sabe a letra!”

– A super expectativa em torno do disco pode ser o seu algoz. É muito difícil satisfazer tanta ansiedade. Talvez “Random Access Memories” não seja nada além de um bom registro de disco music, sem muitas inovações. Ainda assim, sendo Daft Punk, sempre vai ter algo a mais. Mesmo que não tenha.

Tchequirau

Filha do maestro, Maria Luiza Jobim (ex-Baleia, já comentado na Trans) se juntou a Lucas Paiva (produtor de Silva, Mahmundi e seu próprio projeto People I Know, também já entrevistado aqui) e montaram o projeto Opala. A primeira música, “Two Moons”, com influências lo-fi e chillwave, está no Soundcloud da banda.

sexta-feira

19

abril 2013

25

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Pronto, agora é oficial: Daft Punk, “Get Lucky”

Written by , Posted in Destaque, Música, Resenhas

Agora é oficial: “Get Lucky” pode ser baixada no iTunes.

Tirando um solinho de sintetizador xumbrega no final, as edições feitas por fãs não ficaram muito longe da versão original. Isso diz um bocado da música original, visto que essas versões foram montadas apenas com os trechos disponibilizados oficialmente.

Com poucas células, repetidas e arranjadas de uma maneira bem simples – verso, pré-refrão, refrão e começa tudo de novo – a música é boa, mas falta um estouro. A embrulhada no final com os vocoders não entorta essa estrutura careta (mesmo que seja essa a proposta) o suficiente. Fica meio banho maria direto, o que pode até ser bom pra cozinhar uma pista.

O pior é que a tal versão que vazou que começava com Pharrell cantando “Like the legend of the Phoenix” era mesmo verdadeira. Torcer para versão estendida (a lançada foi um radio edit) ousar mais um pouquinho ou o resto do disco empurrar os limites de alguma maneira.

Porque, apesar de boa, qualquer uma do Chic ou do Michael Jackson (parâmetros altos pra quem estabelece parâmetros altos, é justo) põe essa “Get Lucky” no bolso de trás e senta em cima.

Daft Punk tem mais 12 chances de arrebatar.

E pra quem está achando a comoção pelo lançamento exagerada, NÃO assista o vídeo ou as várias fotos com as reações dos fãs ouvindo a música pela primeira vez que estão pipocando no Tumblr (a não ser que estejam chorando de decepção).

segunda-feira

15

abril 2013

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Pharrell Williams fala da parceria com o Daft Punk

Written by , Posted in Música

Estou virando setorista do disco novo do Daft Punk – e nem sei se o disco vai ser isso tudo, pode ser que seja apenas um disco correto e muito bom, o que já seria ótimo. A quantidade de participações e os nomes especificamente envolvidos podem estar levando isso pra um lado comercial demais. A ver.

Enquanto isso, curte o Pharrell tirando onda de Michael Jackson.

Pra ler mais sobre o disco é só clicar e seguir o tag o tag “Random Access Memories”.

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