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terça-feira

1

outubro 2013

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Café Crime, "Safra 013" (mixtape)

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Safra013_IkyCastilho_CafeCrime_mixtape

Produtor carioca, Iky Castilho apresenta a nova mixtape do seu selo, Café Crime:

“É chegado o momento, o Café Crime orgulhosamente apresenta nossa nova Mixtape, Safra013.

“Nesta sessão vocês degustarão 23 faixas do mais refinado café , consagrados e iniciantes, brasileiros e internacionais, fazendo um blend perfeito com o rico universo musical proposto pela dupla de rappers e produtores Iky Castilho & Ramiro Mart e o beatmaker Jonas Ribeiro, que formam base do Café Crime.

“Como uma verdadeira mixtape, ela tem uma hora de música divida em Lado A e Lado B mixados pelo Dj Soares, paulistano conhecido por suas apresentações dinâmicas que mistura mixagem e truntabilsm e também consagrado bi-campeão do DMC Brazil e top 5 na competição mundial ocorrida em Londres-UK, com seu crew.

“Essa safra é uma fina seleção do que se produziu nos estúdios do selo no ultimo ano, dentre beats originais, rimas de primeira e convidados mais que especiais, essa fita mixada mostra um novo momento do rap feito no Brasil, um café temperado com personalidade forte e a audácia do crime, daqueles que não se enquadram em padrões, sem medo de romper limites!”

A lista completa de músicas e participações, que inclui Criolo, Max B.O., Thalma de Freitas, Rincon Sapiência, está abaixo.

LADO A

01 – “Intro M.S. 013” – Dj Saci, Iky Castilho, Shock, Ramiro Mart
02 – “Soldados” – Iky Castilho part. Raony (Medulla)
03 – “Porradão” – Tom, BK, Daniel Shadow, Iky Castilho, Ramiro Mart
04 – “Contrato” – Max B.O. & Iky Castilho
05 – “Delicado Equílibrio” – Iky Castilho & Ramiro Mart
06 – “Dia Perfeito” – Zé Bolinho
07 – “Rasga Chão” – Rapadura
08 – “O Chamado” – Igor Bidi, Ramiro Mart, Iky Castilho
09 – “Superação” – Seba, Iky Castilho, Ramiro Mart
10 – “Super Hero” – Honey La Rochelle
11 – “Caxangá” – Iky Castilho, Daniel Shadow, Ramiro Mart

LADO B

12 – “É o Bicho” – Indigesto
13 – “Momentos de Lazer” – Gil Metralha
14 – “Não Faz Sentido” – Pedro Qualy, Gutierrez, Iky Castilho feat. Shackal
15 – “Fortalece Ae” – Iky Castilho, Criolo, Massao ,Pedro Qualy, Dj Nyack
16 – “Irmans” – Iky Castilho part. Mahal e Naíma Silva
17 – “Loucos, Lokos” – Seba & Yasmin
18 – “Homens de Aço” – Ramiro Mart, Iky Castilho & Ton
19 – “Faz” – Taz Mureb & Cidinho
20 – “Respirar” – Kev Brown feat. Ramiro Mart e Rincon Sapiencia
21 – “Comandando o Show” – Iky Castilho , Vini P.O. , Ramiro Mart, Negra Re
22 – “Quem Mafu” – Vicky Lucato feat. Shock
23 – “Auriflama” – Thalma de Freitas

terça-feira

24

setembro 2013

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Transcultura #122: Músicas novas // Tarja Preta

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Transcultura_Novidadesdasemana

Texto na da semana passada da “Transcultura”, coluna que publico todas as sextas no jornal O Globo:

Um apanhado das novidades musicais que pintaram na rede nos últimos dias
por Bruno Natal

Os últimos dias foram agitados em termos de aquecimento para alguns dos lançamentos mais aguardados do ano. Confira aqui uma coleção de músicas e clipes novos do que pingaram na rede na última semana. Porque, ao contrário do que pode parecer, o mundo da música vai além do Rock In Rio.

Quem tem coisa nova:

Quem: The Internet

O que: “Dontcha” é a primeira música do segundo disco da dupla formada pela cantora DJ Syd Tha Kid e o produtor Matt Martians. Integrantes do coletivo Odd Future, de onde já saíram Tyler the Creator, Frank Ocean e Earl Sweatshirt, o The Internet é mais um expoente do que está sendo visto como o ressurgimento do r&b dos anos 90 através de nomes como The Weeknd, AlunaGeorge e o próprio Frank Ocean.

Quando: “Feel Good” sai dia 24 de setembro

Ouça (e assista): “Dontcha”

Quem: Chromeo

O que: “Over Your Shoulder” traz o groove funkeado que é a marca do Chromeo e serve de aperitivo de “White Women”, primeiro disco de inéditas do Chromeo desde 2010. A pegada disco setentista torna praticamente obrigatória as comparações com o novo disco do Daft Punk, “Random Access Memories”. Só esperando saber se eles adotaram a mesma abordagem retrô no resto do disco, trocando sua tradicional referência aos anos 80 pelos 70.

Quando: “White Women” ainda não tem data de lançamento confirmada

Ouça: “Over Your Shoulder”

Quem: Cut Copy

O que: Produzido pelo vocalista e fundador do Cut Copy Dan Whitford e mixado por Dave Fridman (MGMT, Tame Impala, Mercury Rev), segundo a própria banda,”Free Your Mind” é influenciado pelos “verões do amor” de 1967, 1988 e 1989. O acid house de “Free Your Mind” não deixa dúvidas. É, os anos 90 estão voltando, segura essa.

Quando: “Free Your Mind”, o disco, sai dia 1o de novembro

Ouça: “Free Your Mind”

Quem: Arcade Fire

O que: Por enquanto sóu deu pra ouvir a faixa-título de “Reflektor”, novo disco do Arcade Fire, produzido por James “LCD Soundsystem” Murphy. Com quase oito minutos e participação de David Bowie nos vocais de apoio, se essa música for algum indicativo, os canadenses podem ter absorvido as referências de Murphy além da conta e podem tentar dar continuidade ao legado do extinto LCD, com direito a globo de espelhos e tudo. O clipe foi dirigido por dirigido por Anton Corbijn e também pode ser assistido de maneira interativa em justareflektor.com

Quando: “Reflektor”, o disco, sai dia 29 de outubro

Ouça (e assista): “Reflektor”

Quem: Paul McCartney

O que: “New”, a música nova do disco novo “New” do Paul (o primeiro em seis anos) nem é mais novidade, saiu em agosto. Produzida por Mark Ronson, a faixa faz referência ao passado sem ser mofada, o que é bastante coisa. Essa semana Paul lançou um clipe com a letra da música, só com imagens da última turnê, “Out There”.

Quando: “New”, o disco, sai dia 14 de outubro

Ouça: “New”

Tchequirau

Idealizada por Matias Maxx e Daniel Juca e lançada em 2004, a Tarja Preta é uma revista independente de quadrinhos e cultura alternativa, com colaborações de Allan Sieber, Schiavon, MZK e outros (em suas páginas nasceu o mítico personagem Capitão Presença, de Arnaldo Branco). Os editores iniciaram uma campanha de financiamento coletivo para lançar o álbum “Tarja Preta Vol. 1”, reunindo as três primeira edições.

segunda-feira

2

setembro 2013

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Transcultura #121: Cícero // Darkside

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Transcultura_OGlobo_Cicero_Sabado

Texto na da semana passada da “Transcultura”, coluna que publico todas as sextas no jornal O Globo:

Um outro dia para Cícero
Após o elogiado “Canções de Apartamento”, cantor enfrenta os dilemas do segundo disco com “Sábado”
por Bruno Natal

Com a pressão de meio milhão de discos baixados (segundo as contas do próprio artista), shows lotados e muitas críticas positivas recebidas por seu disco de estreia, “Canções de Apartamento”, chegou a hora de Cícero encarar os fantasmas que assombram o segundo disco de tantos artistas mesmo antes dele existir. Amanhã, sábado 31, é o lançamento oficial de “Sábado”, produzido de maneira independente e novamente liberado para baixar de graça na página cicero.net.br. CD e vinil terão distribuição da Deck na semana seguinte.

Se antes do primeiro disco um compositor tem toda vida para vasculhar suas próprias experiências e se inspirar, no segundo, além de menos tempo, há também a expectativa, principalmente após um sucesso. Cícero sentiu a cobrança desde antes de pensar no tal disco. Tendo, como disse, “que rosnar para me defender”, ele diz que lutou para conseguir fincar o pé no chão e não se deixar levar pelas muitas ofertas e mimos que vem a reboque de se estar sob os holofotes. Sua decisão foi se fechar para avaliar o que de fato queria fazer.

– Parei tudo no auge do “Canções”, não marquei mais shows, pra poder pensar nos rumos que queria pra minha vida e nos rumos que ela estava tomando com o sucesso do disco. Quis frear a coisa mesmo. Sair de evidência pra dar os passos com mais calma e menos cobrança – explica Cícero.

O resultado é um disco de quem não está mesmo preocupado em atender as tais expectativas. Solto, em vez de buscar a solução fácil de uma sequência lógica repetindo a fórmula intimista de “Canções”,”Sábado” traz arranjos mais sofisticados e ousados.

Por ser menos cru que o anterior perdeu um pouco do calor e da proximidade, ainda que haja elementos e timbres o suficiente para remeter e sugerir uma continuidade. No entanto, a mão direita do violão formandoloops analógicos dedilhados, sintetizadores, oitentismos 8-bit, bumbos eletrônicos fazendo a transição entre faixas, as explosões substituídas por implosões auditivas, tudo envolto em camadas de efeitos e ruídos, levam “Sábado” por caminhos bem diferentes.São muitas mudanças ao mesmo tempo sutis, nuances por vezes escondidas numa mixagem melhor explorada de fones de ouvido.

– “Sábado” não tem clímax, refrões, pratos de ataque, agudos, médios. É um disco de 29 minutos que fiz pensando naquela momento de final de tarde, entre 17h30 e 18h, que não é nem barro nem tijolo, nem alegre nem triste, nem começo nem fim de nada. É um estado de espírito que me acompanha desde sempre.

Cicero_AsaDelta_Sabado
No encarte as letras surgem como poesia concreta

As letras estão menos literais confessionais e mais abertas. Como haikais, as músicas tem duas, três estrofes – há uma com apenas uma. Até pelas divisões menos usuais, não há tantos versos que se destaquem numa primeira audição. São letras pra descer devagar, frases que serão encontradas por momentos, não o contrário.

– Esse disco é menos afável que o “Canções de Apartamento”. Tem menos frases de efeito, a poesia, é mais rarefeita. É um posicionamento mesmo, estou querendo ir sair da coisa do meme. Vamos ver se comunica, né.

Por meme, Cícero se refere a viralidade de seu primeiro disco que nem ele mesmo acredita ser sinal concreto de alguma coisa. Um sucesso na rede, mesmo com números expressivos de downloads, não se traduz necessariamente em reconhecimento no mundo físico. Os número na rede são difusos, agregam pessoas de diversos lugares, não são uma medida que garanta, por exemplo, turnês lotadas por diversas cidades (porque, afinal, se o disco é de graça, os shows tem que pagar a conta).

– Entrei num espiral de glamur em cima do meu nome, de interesse, de euforia, que eu mesmo não tenho. Resolvi dar uma esfriada no lance pra pular logo a fase do “oba oba” e entrar na fase de “sou um artista fazendo o meu” e criar uma relação de amizade com o tempo. Não quero que os anos sejam ruins pra mim, quero que sejam bons. E o frenesi em cima da novidade é um falso amigo. Um falso carinho.

Por não ser um disco tão dado e mais elaborado, exigindo um pouco mais do ouvinte, por isso é possível que aliene parte dos fãs iniciais, o que não preocupa Cícero.

– Não tenho medo de perder público. Ainda estou formando o meu e esse processo vai levar mais alguns discos, mais alguns anos, mais algumas escolhas. A primeira impressão que tiveram de mim foi bem forte, me lançou com força no páreo, mas eu acho precipitado falar de “meu público”. Isso é construção de uma vida.

Como no primeiro disco, Cícero compôs e tocou todos instrumentos em “Sábado”, gravado na casa de amigos e produzido pelo próprio Cícero, Bruno Schulz e, dessa vez, Bruno Giorgi (filho de Lenine que recentemente ganhou um Grammy pelo disco do pai e que também fez a mixagem). As exceções ficam para as teclas de Schulz e as participações especiais bastante discretas de Marcelo Camelo tocando bateria, baixo e guitarra em duas músicas; Silva, contribuindo com seu piano em uma; os vocais de Mahmundi e Luiza Mayall em outra, e Uirá Bueno, do Canastr, na bateria e percussão em mais duas.

Entre referências tão anacrônicas como Villa lobos, Metronomy, Cartola e Pixies, que disse estar ouvindo na época das gravações, ele Cícero prefere destacar as influências não-musicais. O “azul-final-de-tarde”, por exemplo, foi a cor que o inspirou na hora de fazer os arranjos e letras. Seu canto também pode dizer muito de suas intenções.

— Meu canto é minha opinião sobre canto. Não sou um cantor, mas gosto de ouvir gente que canta assim, pra dentro, cuidando das intenções mais do que da afinação, da fragilidade mais do que da força. Isso me emociona mais, me puxa mais pro coração e menos pra razão — explica ele. — Tirar as explosões dos arranjos foi mais uma forma que achei de tentar falar com as pessoas de uma forma íntima, sem convenções, sem jogar pra cima. Falar francamente de coisas que sinto e penso, sem empostação, sem firulas, é ser mais real ainda. “Canções” é mais alegórico, mais fantasioso em cima da vida. “Sábado” é um disco bem mais áspero. Quis cantar assim, áspero.

Sem fazer apostas, Cícero deixa para o público a tarefa de determinar qual música pode ter força para impulsionar a carreira de “Sábado”.

– Logo nas primeiras semanas do disco online já dá pra sacar os hits pelas postagens da galera. “Porta, Retrato” (porque já conhecem dos shows), “Ela e a Lata” (pela batida pop) e “Por Botafogo” (por ser a que mais lembra o” Canções”) são candidatas. Mas a minha favorita é a esquisitíssima “Fuga nº4” – ri.

O novo disco faz parte de um diálogo da vida urbana com questões pessoais. Para fugir dos fantasmas do segundo disco, Cícero partiu do mesmo lugar, dessa vez porém chegou mais longe.

– Com “Sábado” quis voltar para onde saí com o “Canções de apartamento”: do tédio da cidade em busca de algum conforto existencial.

Tchequirau

Projeto do menino prodígio Nicolas Jaar e Dave Harrington, há alguns meses o Darkside remixou “Random Access Memories”, do Daft Punk, “Daftside”. Essa semana eles liberaram os primeiros 11 minutos do seu primeiro disco próprio, uma chapação de downtempo funkeado e psicodélico. Vem coisa muito boa por aí.

sexta-feira

12

julho 2013

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terça-feira

9

julho 2013

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