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sexta-feira

2

março 2012

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Sobre a Máquina, “Decompor”, “Areia” e “Anomia” (2011)

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Nascido como um projeto solo de Cadu Tenório, o Sobre a Máquina inicialmente partiu da “influência de bandas e artistas como o Throbbing Gristle, Einstürzende Neubauten, Coil, Autechre, Aphex Twin, Tim Hecker, Fennesz e Can para criar um som que passasse a intensidade de algo crítico e envolvente como o que sentia ao ouvi-los”, segundo ele próprio.

O Cadu enviou os CDs da trilogia do Sobre a Máquina que está lançando e pedi pra ele mesmo apresentar a banda:

“No inicio de 2010 o Sobre a Máquina virou um trio. Convidei os amigos Emygdio Costa e Ricardo Gameiro para fazerem parte do projeto, que logo se tornou uma banda.

“Os dois discos (‘Decompor’ e ‘Areia’) e o EP (‘Anomia’) formam uma trilogia conceitual que fecha um ciclo de idéias baseado no desgaste da vida e nas formas de auto-renovação. Mais especificamente destruição e reconstrução do ser ou, se preferir, uma maturidade forçada.

“‘Decompor’ representa a percepção de desgaste, a repetição letárgica e intensa da rotina e os conflitos que surgem com base nisso. Isso caracteriza a sonoridade arrastada e densa do disco.

“‘Areia’ representa o que sobrou. O costume com a rotina mecânica as vezes faz com que você passe a reparar melhor em detalhes que antes passavam despercebidos. Apesar das línguas negras, do engarrafamento, do cheiro de podridão de alguns rios que cruzam a cidade, ainda nos deparamos com gaivotas planando no céu e belíssimas garças imóveis através das janelas. Nesse disco as melodias passam a ficar mais em evidencia ‘costurando’ o caos.

“‘Anomia’ representa o fim do ciclo. O ponto em que, por ter adquirido uma percepção mais ampla com o passar do tempo, você percebe que precisa conhecer a si mesmo. Apesar do cansaço e da inexistência de um propósito claro, você continua. A sonoridade nesse EP é silenciosa e compacta. Levando o experimentalismo da banda o mais próximo possível de algo ‘pop’ em contraponto com o todo.

“Um novo ciclo já está em andamento e estará dentro de um disco de 12 faixas que será lançado no segundo semestre de 2012.”

Para baixar os discos é só passar no Bandcamp do Sobre a Máquina.

terça-feira

28

fevereiro 2012

6

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Lucas Santtana, “O Deus Que Devasta Mas Também Cura” (2012)

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A partir das 14h Lucas Santtana (vizinho no Diginóis) coloca seu quinto disco, “O Deus Que Devasta Mas Também Cura”, pra jogo na sua página no Facebook – e logo num link para baixar fora da rede social nesse link.

Duas músicas já estavam rodando, “Músico” (lançada aqui no URBe) e “É Sempre Bom Se Lembrar”. Estou devendo a resenha ainda, discão.

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sexta-feira

17

fevereiro 2012

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Kassin, “Sonhando Remixes” (2012)

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Maurício Takara, Strausz, Waldo Squatch, Gabriel Muzak e Artificial meteram a mão em cinco faixas do “Sonhando Devagar”, do Kassin, para produzir o “Sonhando Remixes”. O hit dormente “Calça de Ginástica” ganhou três versões. Dá pra baixar de graça em troca do seu endereço de e-mail.

 

quarta-feira

15

fevereiro 2012

15

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Céu, “Caravana Sereia Bloom” (2012)

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Duas coisas são extremamente estimulantes quando o assunto é ouvir música, pela ordem: conhecer um bom som (novo ou antigo) e ver um artista que gosto tentar novos caminhos – mesmo quando dá errado (mesmice é um saco).

Em “Caravana Sereia Bloom” Céu atende ambos os quesitos. A menina tímida dos primeiros shows vai dando lugar a uma cantora corajosa, amadurecendo como compositora, sem medo de tentar. Além de ter tomado a frente e escrito algumas das canções, ela também produziu e tocou as vinhetas no Garage Band.

http://youtu.be/_ocYyB8jS70

Mais ambientada com os parceiros e com o próprio processo de feitura de um disco, a influência do reggae continua forte, porém dessa vez Céu resolveu passear por outros lugares. Em entrevista para o Diginóis, Céu fala do “Caravana Sereia Bloom” como um road disco, uma viagem – sempre as viagens – pelas estradas da vida dos artistas.

O tema não determina a sonoridade, acabou sendo mais subjetivo e pode facilmente ser ignorado na audição, o que é bom. Mais determinante foi a troca de produtor. Sai o estilo mais polido de Beto Vilares, responsáveis pelos seus dois primeiros discos, entra a crueza e ambientação cinematrográfica de Gui Amabis, seu marido.

A vontade e em casa, o que deve ter ajudado a deixar passar algumas moduladas vocais ficarem “sem conserto” (o que é ótimo), Céu assina seis das 13 faixas. Sai a chanteuse, entra a artista, se expondo mais.

Essa ausência de um lugar fixo, o movimento conceitual, se reflete nas influências musicais do disco. Antes mais presa a groovezeira, dessa vez Céu dá um volta pela psicodelia do rock setentista (“Retrovisor”), a estética lo-fi (o visual do vídeo das gravações publicado no YouTube antes do lançamento já dava a dica), as programações terceiro-mundistas, sem deixar pra trás o rocksteady (“You Won’t Regret”, Lloyd Robinson e Glen Brown) e o afrobeat (“Contravento”).

O caldo tem Dustan Gallas, Fernando Catatau, músicos da Nação Zumbi (Lúcio, Dengue e Pupillo) puxando a sonoridade para o Norte/Nordeste, Bruno Buarque, Curumin e Lucas Martins pro Sudeste, versões de Nelson Cavaquinho e parcerias com Lucas Santtana (“Contravento” e “Streets Bloom”) e Jorge Du Peixe (“Chegar em Mim”).

Se fosse um vinil, o lado B seria mais interessante. Se na primeira metade do disco que Céu experimenta outros sons, é na segunda que as misturas estão mais bem resolvidas e onde também estão as duas jóias do disco. A dobradinha que fecha os trabalhos, “Streets Bloom” e “Chegar em Mim”, são Céu em seu melhor. Chapada, hipnótica, se descobrindo e, principalmente, se permitindo.

sexta-feira

3

fevereiro 2012

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Lançamento: Letuce, “Manja Perene” (2012)

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Tendo acompanhado a carreira do Letuce desde quando ainda se chamava Lettuce com dois Ts e tocou na festa de 6 anos do URBe (aliás, em abril tem a de 9 anos), ou até antes, quando a minha xará de aniversário Letícia ainda era da banda do João Brasil,

Vi o disco de estreia pintar entre os melhores de 2009 e com alegria compartilho, em primeira mão, o novo trabalho da dupla Letícia & Lucas, “Manja Perene”.

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