“Into the groove”, num dos poucos bons momentos do show
vídeo e texto: Carol*
A patroa foi conferir a Madonna e voltou decepcionada. Fala Carol:
Sou muito fã da Madonna e estava super ansiosa para conferir a performance dela aqui em Londres. Mas confesso que saí do show um pouco decepcionada.
Estava esperando ver a mesma Madonna da apresentação que vi no Rio, em 1993, quando ela se apresentou no Maracanã, ou do mini-show do Coachella 2006. No primeiro tinha 14 anos, mas lembro perfeitamente do show. Os bailarinos eram lindos, as coreografias interessantes, figurino original e a Madonna era ousada.
O que vi aqui foi o contrário. Uma Madonna careta, sem fôlego, e em uma tentativa quase desesperadora de se manter “moderna” para um público mais jovem, que na verdade nem estava lá.
Acho que eu era uma das mais novas na platéia.
As poucas músicas antigas que tocaram (“Into the groove”, “Like a prayer”, “Vogue”, “La isla bonita” em um momento cigano constrangedor, “Borderline”) ganharam versões diferentes, “atualizadas”, quando na verdade são boas no original. Foram essa músicas fizeram da Madonna um ícone pop.
Quase todo o tempo, enquanto Madonna cantava e dançava, o telão atrás do palco mostrava o clipe da música e participações virtuais dos parceiros: Kanye West, Justin Timberlake, Britney Spears, Timbaland… Chegou ao cúmulo de, em algumas músicas, somente aparecer o clipe e ela não estar no palco. Devia estar lá atrás descansando.
Tudo bem que ela já tem 50 anos e mesmo assim está inteirona, mas se ela não aguenta mais pular e cantar o show todo que faça um show menor, sei lá, acho mais honesto. Eu não paguei uma fortuna pra ver todos os clipes da Madonna em uma tela gigante, paguei para vê-la em ação.
Continuo fã, mas prefiro guardar na memória o show dos meus 14 anos.
Com o descontrole causado pelos shows da Madonna no Brasil, com direito a todo tipo de baixaria na venda dos ingressos, é hora de lembrar da versão tupiniquim da diva do pop, a grande Gizele Madoninha.
Hoje em dia, ela vem ampliando seu repertório, se arriscando em versões como “Opa, eu fiz isso de novo” (“Oops, I did it again”, da Britney Spears).
Aproveitando o assunto Madonna, que vai ao Brasil em dezembro com a turnê que estréia aqui em Londres no dia 11 de setembro, dá uma olhada nessa matéria do Fantástico sobre a semana da loira em sua primeira visita ao Brasil, 15 anos atrás.
É só pérola. Em tempos pré-internet, atenção para o orgulho da repórter, que enche a boca pra dizer toda vez que a equipe invadiu um espaço em que não era autorizado filmar. É o crachá.
Cultura digital, música, urbanidades, documentários e jornalismo.
Não foi exatamente assim que começou, lá em 2003, e ainda deve mudar muito. A graça é essa.