koko Archive

quinta-feira

4

setembro 2008

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Santa

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Do show do Friendly Fires, direto para a Santogold. A cantora tem sido tão comentada ultimamente que é fácil classificá-la como um grande hype, com toda carga negativa que o termo hoje carrega.

O detalhe é que, aqueles que vencerem a preguiça de conferir mais uma artista-da-vez, vão dar de cara com um bom disco. Uma coisa pode-se dizer: ninguém faz músicas como “L.E.S. artistes” e “Creator” e “Shuv it” se não tiver pelo menos algum talento. Nem que seja o de escolher bem de quem se cercar.

Depois de se juntar a Swich para produzir o disco, Santogold começa bem ao decidir se apresentar com uma banda (baixo, bateria, DJ, dois teclados e duas cantoras de apoio) em vez de apenas cantar sobre bases eletrônicas que não enchem um palco. Porém, a vontade de mostrar que é mais que uma fugaz estrela internética é tão grande que atrapalha.

A banda, uniformizada, fica espalhada pelos cantos, deixando um enorme vazio no centro do palco que Santogold, mesmo com bastante carisma, voz e simpatia, não consegue preencher. A coreografia robótica das duas cantoras de apoio, boa parte do tempo paradas como estátuas, funciona bem no começo, mas cansa rápido.

O som é bom, mas ao vivo falta pressão, o show não decola. Pode ser a grande flopada do TIM Fest 2008, maior até do que a M.I.A. em 2005. A ver.

sexta-feira

18

abril 2008

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Cuba e Jamaica

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Ska Cubano, “Big Bamboo”
vídeo: URBe

Cuba e Jamaica, ambas mundialmente conhecidas por sua música, são tão próximas fisicamente, que é até estranho que seus caminhos sonoros não tenham se cruzado muitas vezes.

O auto-explicativo Ska Cubano é uma dessas misturas. O contra-baixo acústico, os timbales da percussão e as letras em espanhol são mescladas a batida sincopada do ska como se nunca tivesse sido diferente.

Em disco a mistura soa mais tradicional e respeitosa, talvez a timbragem cubana com mais destaque do que a estrutura jamaicana. No show, é o contrário, uma pulação alucinada.

terça-feira

19

fevereiro 2008

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Corta e copia

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É o New Order? É o Hot Chip? É uma rave dos anos 90? Não, é o Cut Copy. Bem mais pesados ao vivo do que em disco, os australianos se apresentam tocando instrumentos e não samplers, diferente do que o som das gravações ou da coletânea para série FabricLive podem fazer parecer. Bom show, divertido, um tanto “chovendo no molhado”, mas tudo certo.

Depois deles, um dos grupos com os melhores nomes da atual leva tomaram conta do palco do Koko: Hadouken! — grito do Ryu ao soltar sua magia no jogo Street Fighter. Falta agora uma banda brasileira chamada Ataque das Corujas, para celebrar aquela voadora em rodopio do mesmo herói.

Pena que a criatividade pára por aí. O início do show com anúncio do vocalista de que iria “começar uma festa new rave“, desembocando num repertório de um sub-Klaxons (e isso não pode ser bom) com toques de Limp Bizkit afundam qualquer banda.

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