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terça-feira

16

abril 2013

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“Get Free” ao vivo

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Uma das músicas de 2012, a belezura “Get Free” ganha uma versão ao vivo a altura (descontando-se as presepagens na performance eletrônica), com participação do Dirty Projectors.

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segunda-feira

7

janeiro 2013

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Transcultura #102: Instagram // “Get Free”

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Meu texto da última “Transcultura” de 2012, coluna que publico todas as sextas no jornal O Globo, falando sobre a polêmica dos termos de privacidade do Instagram:

Instagram desperta estranhas sensibilidades
O aspecto mais interessante do ocorrido diz respeito à privacidade e ao que esse conceito significa nos tempos digitais
por Bruno Natal

Na manhã da última terça-feira, uma notificação do Instagram para seus mais de 100 milhões de usuários, informando sobre as mudanças nos termos de uso do aplicativo, transformou-se no principal assunto da rede. Pelo que havia sido entendido, o Instagram passaria a ter o direito de fazer uso comercial, utilizar em publicidade e até mesmo vender as imagens geradas por seus usuários para terceiros, sem necessidade de autorização prévia ou qualquer remuneração para o autor, como se fosse um banco de imagens. A confusão estava armada.

Não importa se o termo estava correto desde o início ou como ficará após consertado (embora seja admirável a velocidade com que a empresa reagiu). Mesmo no curto espaço de tempo que durou, a polêmica levantou questões importantes. Ainda que o foco esteja no direito autoral e em todas as suas incongruências nos dias de hoje, o aspecto mais interessante do ocorrido diz respeito à privacidade e ao que esse conceito significa nos tempos digitais.

Centenas de milhões de pessoas transformaram-se em especialistas no nebuloso encontro entre direito autoral e mídia digital e formaram um coro de reclamação, sentindo-se exploradas pelo serviço. No final do mesmo dia, o Instagram, comprado pelo Facebook meses atrás por US$1 bilhão, emitiu um comunicado esclarecendo as dúvidas surgidas e prometendo revisar a linguagem a fim de evitar mais mal-entendidos. Principalmente, negou que venderia ou se apropriaria dos direitos das imagens dos usuários, os dois pontos mais criticados.

Então, pessoas que nunca pensaram em vender suas fotos se indignaram, ameaçaram deixar a rede (algumas de fato deixaram) por não concordar com as novas regras. No entanto, existem alguns pontos importantes a serem levados em consideração. Um deles é o fato de que o Instagram é um serviço gratuito, com um investimento milionário em desenvolvimento, servidores, pessoal, promoção etc. Alguma forma de receita precisa ser gerada para o negócio (sim, é um negócio) se manter. É de se pensar, caso pretendesse mesmo lucrar com as fotos geradas, finalizadas e distribuídas pela ferramenta oferecida por eles mesmos, se o Instagram estaria mesmo de todo errado.

Diferentemente da recente crise em relação aos posts promovidos do Facebook, que agora cobra para que o administrador de uma página alcance todos seus seguidores, o Instagram não estaria criando um obstáculo entre os fotógrafos e seus fãs. Pode ser injusto não considerar dividir os lucros com quem está gerando as imagens, porém aqui entra um outro ponto importante: ninguém é obrigado a compartilhar fotos lá, usa quem quer.

Mesmo assim, milhões de pessoas sentiram-se trapaceadas e reclamaram. É justo. Ainda assim, observou-se uma curiosa inversão de mão. O DJ que toca com MP3 baixado sem autorização, o blogueiro que posta imagem encontrada no Google sem dar crédito, o fã que filma um show sem permissão do artista, o estilista que copia modelos de lojas estrangeiras, todos diziam-se usurpados. Pessoas que não são exatamente artistas sentiram o que, por exemplo, um músico sente ao ver suas obras circulando sem autorização.

No fim, pressionado pela reação negativa, o Instagram teve que se posicionar. E mesmo quem não reclamou vai, graças à força da comunidade, usufruir das alterações positivas que podem vir da revisão dos termos de uso. Mais importante: como toda crise, essa trouxe aprendizados. Mais gente está mais ciente de como funcionam serviços gratuitos, e isso só pode ser bom.

Tchequirau

Se o mundo acabar mesmo hoje não vai dar tempo de terminar de ouvir os discos que saíram esse ano antes de fazer a lista. Na pressa, melhor já deixar pelo menos alguma dica. A música do ano foi “Get Free”, do Major Lazer. É uma balada, pode ouvir tranquilo.

segunda-feira

2

julho 2012

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