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domingo

12

fevereiro 2012

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PM, ciúmes, redes sociais e a imprensa (em 2 imagens)

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No Facebook: (era pra ter uma imagem compartilhada ao longo do dia aqui, mas ela sumiu da rede social…)

No G1 (leia a legenda):

Somente as 22h55, depois de circular o dia todo no Facebook (com a foto do ladrão), a notícia apareceu no Globo.

quarta-feira

12

março 2008

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G1, 11/Mar/2008

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SanyPitbull_Fabric.jpg
foto e vídeo: URBe

Cobertura da passagem de Sanny Pitbull na Fabric, Londres, que escrevi para o G1.

Sany Pitbull leva funk carioca para templo da eletrônica em Londres

DJ se apresentou na Fabric, tradicional casa da capital britânica.
Ele também misturou hits do pop em sua apresentação.

Não é mais novidade que o funk anda entortando cinturas fora do Brasil. A apresentação do DJ Sany Pitbull na Fabric, uma das boates mais conhecidas de Londres (famosa pelas coletâneas que lança, mixadas pelos principais nomes da cena eletrônica mundial) é apenas o capítulo mais recente dessa invasão.

As batidas de Kraftwerk, Afrika Bambaataa e o Miami Bass pousaram nos bailes black dos subúrbios do Rio no início dos anos 80, sendo absorvidas e transfomadas no som simplesmente conhecido hoje como funk. Por volta de 2003, quando o DJ Marlboro já havia tocado no Central Park, em Nova York, o funk foi “descoberto” por nomes como o produtor norte-americano Diplo ou a cantora anglo-cingalesa M.I.A e ganharam o mundo.

O set de Sany Pitbull na Fabric, apesar de não ser um fato de todo inédito (o próprio Sany tem feito turnês por toda Europa), marca um momento importante. Não se trata mais de ser reconhecido por entendidos do assunto ou aparecer em eventos especializados fora do país. As sextas-feiras da Fabric atraem um público gigantesco, gente “normal”, que paga caro (cerca de R$ 50) simplesmente para escutar boa música eletrônica (e encher a cara).

Não é tarefa fácil lotar a pista principal de um lugar desses, que conta ainda com outras duas pistas. Mais difícil ainda se o seu som for estranho aos ouvidos do público, majoritariamente formado por ingleses e outros estrangeiros (a julgar pelos movimentos labiais de quem cantava clássicos como “Rap das armas”, de “Tropa de elite”, com direito a “bonde”, havia bem poucos brasileiros). Botar o lugar fervendo, com gente rindo até a orelha então, nem se fala.

Para ganhar o público, além de músicas de parceiros do Carioca Funk Clube (“Electro Bass”, do DJ Phabyo, entre elas) e “Popozuda rock n roll” (De Falla), como um 2ManyDJs tupiniquim, Sany fez uma mistureba funk pra lá de pop, emendando:

“Da Funk” (Daft Punk), “Sweet dreams” (Eurythmics), “We will rock you” (Queen), “Otherside”(Red Hot Chilli Peppers), “Seven Nation Army” (White Stripes), “Sweet child O’mine” (Guns n’ Roses), “Satisfaction” (Beni Benassi), “Come as you are” em que o baixo vibra como um berimbau (Nirvana), “Satisfaction” (Rolling Stones), “Owner of a lonely heart” (Yes), “Your love” (Outfield), “Rap das armas” (Cidinho e Doca) e uma seqüência de James Brown. Ufa

Sany tem se diferenciado de outros produtores de funk por estar apostando na vertente instrumental do gênero, utilizando pouco, ou quase nenhum, vocal em suas músicas. Em vez disso, tem experimentado com sonoridades pouco comuns ao universo do funk, utilizando de barulhos de construção a gongos orientais em suas produções. A bagunça foi batizada de “pós-baile funk” pelos alemães do selo que lança os discos do Pitbull.

O grande destaque foi o remix ao vivo assassino, na MPC (um sampler eletronico), de “We are your friends”, do Justice (que por sua vez é um remix de “Never be alone”, do Simian), um sucesso que já deve ter cansado os ouvidos, já que vem sendo tocado insistentemente há pelo menos três anos. Mas nunca desse jeito.

Sinden, DJ conhecido na cidade e que tocaria na seqüência, olhava embasbacado Sany batucar na MPC. Sério, como sempre, Pitbull permaneceu concentrado. Era só mais um baile e as cinco da manhã ele tinha que estar no aeroporto.

Abaixo assista o DJ Sany Pitbull entortando o remix de “We are your friends”:


DJ Sany Pitbull @ Fabric

terça-feira

19

fevereiro 2008

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G1, 18/Fev/2008

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A íntegra da entrevista em vídeo que fiz com o Friendly Fires foi publicada no G1.

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Friendly Fires tenta confirmar burburinho em torno da banda

G1 entrevista novo nome da cena londrina
Grupo é comparado a Rapture e a LCD Soundsystem

Desde que lançaram, no ano passado, o compacto com “Paris”, faixa com influência de pós-punk, tecladinho viajante e um refrão que não sai da cabeça, o Friendly Fires vem sendo apontado como a próxima grande banda da Inglaterra.

Vá lá que em Londres surge, em média, ao menos uma grande banda por semana. Ainda assim, o Friendly Fires parece estar acima da média.

Logo depois de um show gratuito – patrocinado por uma revista e uma loja de roupas – no 93 Ft. East (mesmo lugar onde o Radiohead tocou também de graça em janeiro), o trio topou se espremer no banheiro do camarim para uma entrevista. Era o único lugar disponível para gravar o papo sem intereferência dos sons do show do Black Kids.

Ed MacFarlane (vocal e guitarra), Edd Gibson (guitarra), Jack Savidge (bateria) falam sobre ser a banda da vez, tocar de graça e uma possível visita ao Brasil.

G1 – Como a banda está indo? Vocês têm recebido bastante atenção. Já tocaram no exterior?
Ed MacFarlane –
Tocamos na Europa e tem sido ótimo. Ainda não nos aventuramos nos EUA, mas estamos empolgados para fazer isso.
Edd Gibson – Estamos apostando no sonho de dar a volta ao mundo.

G1 – Está dando certo?
Gibson –
Sim, em 2008 estaremos na sua região.
Jack Savidge – Ou então em 2009.
MacFarlane – Provavelmente será em 2009!
Edd Gibson – Enviem suas doações e nós vamos economizar para comprar a passagem de avião.
Savidge – Nós ainda vamos existir.

G1 – Toda semana aparece uma nova banda da vez e vocês, aparentemente, são a próxima da fila. Como vocês lidam com isso?
Gibson – Hoje é quarta, estamos aproveitando ao máximo. Tivemos dois dias de fama total, ainda temos mais quatro!

G1 – Como isso pode afetar uma carreira? Boas bandas podem ser obrigadas a ceder a vez para uma próxima.
Ed MacFarlane – Tudo se resume a canções. Se você tiver boas canções, que ficam na cabeça das pessoas…
Savidge – Você vai levando. Uma hora você está por cima, outra está por baixo e eventualmente as coisas se acertam.
Gibson – Nós acabamos de começar, não vamos parar agora.

G1 – Há quanto tempo vocês estão juntos?
Gibson – Cerca de um ano [risos].
MacFarlane – Nós tocamos juntos desde que temos 13, 14 anos, mas montamos a banda há um ano… (pausa) Realmente está com cheiro de xixi aqui, não está?
Gibson – Sim, está!

Savidge – Nós formamos o Friendly Fires há um ano e meio, mas nos conhecemos e tocamos juntos há uns seis ou sete anos.

G1 – O show de hoje foi gratuito. Primeiro foram os downloads de graça, depois, há cerca de um mês, o Radiohead fez um show grátis nesse mesmo lugar e agora vocês estão aqui também tocando de graça. Aposto que vocês estão sendo pagos por alguém, mas o público entrou sem pagar. A música está perdendo valor, ao ponto que até os shows terão que ser gratuitos?

Savidge – Acho que o dinheiro está perdendo valor, está saindo de moda. A gratuidade vai tomar conta de tudo.
MacFarlane – Essa noite, por exemplo. Se uma grande companhia quer fazer um evento, ela vai pagar bandas para tocarem. E bandas querem dinheiro, não dá pra sobreviver sem.
Savidge – Bandas precisam de dinheiro!
MacFarlane – Exato. Nós estamos…
Gibson – No vermelho, basicamente.
MacFarlane – É deprimente, mas você tem que se virar com o que aparece.
Savidge – Não é tão deprimente assim [risos].

G1 – Vocês acham que o público está ficando mal acostumado? Eles só vão querer o que for de graça?
Savidge –
O público londrino está ficando mal acostumado. Os londrinos precisam…
Gibson – … apreciar o que têm. Talvez todos os shows deveriam ser banidos em Londres por um tempo, assim as pessoas apreciariam mais o que tocar na cidade. Há tantos lugares em que bandas raramente vão que, quando qualquer evento aparece, eles acham fantástico. É melhor ir para lugares onde as pessoas não são tão mal acostumadas. Se você for para mais longe, encontrar um público que dá mais valor.
MacFarlane – Os londrinos são mimados, é assim que as coisas são.

G1 – Quantas vezes vocês já foram confundidos com o Arcade Fire?
Gibson – Nenhuma! Você é o primeiro!
MacFarlane – Que bom que você tocou no assunto. Fantástico!
Savidge – Você pensou que fosse ver o Arcade Fire hoje?
Gibson – Você não vai conseguir espremer todos eles num banheiro [o Arcade fire tem sete integrantes].
MacFarlane – O empresário deles não os deixaria dar entrevista num banheiro fedendo a xixi.

G1 – Vocês são muito comparados ao Rapture ou The Killers?
MacFarlane – The Killers não, mas Rapture sim, ocasionalmente.
Savidge – Não tanto o Rapture.
MacFarlane – LCD Soundsystem, Rapture…
Savidge – Já escutamos tudo isso antes.

G1 – Para terminar, se a banda não der certo, vocês tem um plano B?
Gibson – Vou entrevistar bandas em banheiros.
MacFarlane – Minha mãe vai me levar sopa no quarto, vou ficar na cama o dia todo e chorar o resto da minha vida.

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