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terça-feira

8

maio 2012

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Transcultura 80: O fator diversão // Phoenix

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Meu texto da semana passada da coluna “Transcultura”, que publico todas as sextas no jornal O Globo:

O fator diversão
É pra ouvir música ou pra zoar?
por Bruno Natal

Não é incomum no Rio shows e festas muito bons terem um público aquém do que a atração merece. Qualidade musical e sucesso comercial não andam sempre juntos. Não é um problema exclusivo dessa cidade, acontece também em São Paulo e em festivais badalados pelo mundo, como por exemplo, o Coachella.

Nas seis edições do festival que fui, sempre encontro um grande amigo que mora em Los Angeles e não perde um. Suas motivações são bem diferentes das minhas. Enquanto vou atrás de bandas que dificilmente vão tocar por aqui e conhecer outras tantas, passando o dia inteiro debaixo do sol vendo shows, ele, bem menos ligado em música independente, vai pra encontrar os amigos na área VIP (que é paga) e assistir a atração principal, como Coldplay, The Killers, Red Hot Chilli Peppers ou Dr. Dre.

Não é só ele. O grosso do público do festival não está atrás de música, está atrás de diversão, seja na área VIP, no show principal ou na tenda Sahara, onde tocam alguns dos DJs mais populares(cos) do planeta e é o epicentro da parte noturna do evento. Somente na última edição consegui tirá-lo da zona de conforto e levá-lo para ver os shows. O resultado? Nas palavras dele: “not fun”, não foi divertido.

Para meu amigo, o mais legal foi a oportunidade de passar o dia colocando o papo em dia, não as atrações. “Not fun”… Fez pensar. Algumas das bandas mais bacanas da atualidade, uma penca de gente que adoraria estar assistindo aquilo tudo e ele achando um tanto sacal. Por que?

Pra começar, vejamos as definições de duas palavras relevantes a discussão, frequentemente tidas como sinônimos, só pra ilustrar.

“Fun”segundo o Dictionary.com:

fun (fn)
n.
1. A source of enjoyment, amusement, or pleasure. [Fonte de satisfação, diversão ou prazer]
2. Enjoyment; amusement. [Deleite; divertimento/distração]
3. Playful, often noisy, activity. [Atividade brincalhona, normalmente barulhenta]

“Diversão”, definido no Aurélio:

diversão (sf.)
Entretenimento, distração.

Perceba uma diferença, sútil, porém importante entre as definições das palavras em inglês e português: enquanto em português fala-se em “distração”, em inglês aponta-se para uma “atividade brincalhona, normalmente barulhenta”. Se esse é o sentido de “fun” que meu amigo buscava, está bem além de uma “distração”, está mais próximo de outro termo, bastante utilizado no Brasil.

“Zoar”, de acordo com Dicionário Informal:

1. zoar
bagunçar, se divertir [sic], brincar, debochar, atrapalhar, tirar, tinir, trincar, zunir

Zoar, eis a chave do sucesso. Muita gente sai de casa e não está afim de pensar ainda mais, quer simplesmente… zoar. O Funny or Die listou os sete tipos de frequentadores do Coachella e, mesmo de brincadeira, dá uma dimensão dessa ideia: um sétimo dos frequentadores está lá para ouvir música, o resto vai atrás de farra.

Grande parte das bandas mais interessantes musicalmente não tem mesmo o fator “fun”, ao menos não nesses termos, em sua essência. Por esse ponto de vista, meu amigo está certíssimo. Radiohead, com todo seu aparato visual, não é “fun”, Bon Iver também não. Swedish House Mafia, David Guetta e M83 são.

Vivemos a era da hiper-estimulação: diversas abas abertas; vídeos e músicas tocando ao mesmo tempo; mashups; “Os Vingadores” (já tido como um dos melhores registros cinematrográficos de super-heróis da história) misturando diversos personagens numa mesma história; Skrillex, um dos principais nomes da ascendente música eletrônica atual, embola e entrega diversos aspectos de outros gênerosao vivo ou numa só faixa (que de tão frenéticas, estouram “pra trás”, desacelerando o BPM e diminuindo a quantidade de elementos, como que para descansar o ouvinte – chapar é o novo êxtase).

Nesse contexto, não é de se surpreender que a sutileza vá perdendo espaço. As coisas mudam – ou sempre foi assim. Imaginar que um evento de música vá se sustentar simplesmente com introspecção e cabecismos é ingenuidade. O que leva qualquer festival pra frente é o “fun”. As pessoas querem zoar e não há nada de errado com isso.

Tchequirau

A página do Phoenix exibe apenas uma arte, com uma palavra: Thermidor (11° no calendário da Revolução Francesa). Antes do lançamento do “Wolfgang Amadeus Phoenix” foi a mesma coisa, o nome do disco ficou na página por um bom tempo. O blogue da banda diz que estão gravando o sucessor em Nova York. Dever vir novidade por aí logo, logo.

quinta-feira

10

novembro 2011

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O vídeo oficial do Eu Quero Festival

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Resumo dos dois dias (feito pelo videomaker das estrelas e melhor editor de imagens de música do Brasil, Daniel Ferro), com entrevistas e trechos de show do Toro Y Moi, Broken Social Scene em sua derradeira apresentação, Beady Eye, Baleia, Holger, Driving Music, Bombay Bicycle Club… Foi demais. Muito feliz que deu tudo tão certo. E quem participou da mobilização do Queremos! ainda viu isso tudo de graça.

segunda-feira

29

agosto 2011

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Tinariwen e Aloe Blacc no Back2Black

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Mais uma edição do Back2Black, mais uma vez na Leopoldina, mais uma vez um bom cenário, mais uma vez boas atrações, mais uma vez a música sofre com a acústica daquele lugar. Poucas novidades em relação ao ano passado, para o bem e para o mal.

A cenografia dos Gêmeos, palestras e atrações alternadas em dois palcos e uma tenda não foram capazes de superar a decepção da maioria pelo cancelamento do Prince. Uma pena, pois havia muitos outros artistas interessantes para se ouvir.

Na primeira noite os beduínos do Tinariwen hipnotizaram com seus sons do deserto aqueles que chegaram cedo, misturando instrumentos ocidentais com a percussão e roupas típicas de Mali e induzindo ao transe. Sorte de quem viu, porque o show da Macy Gray na sequência foi constrangedor, chegando ao cúmulo de passar para sua vocalista de apoio, com um vozeirão, a tarefa de cantar seu hit.

Na terceira noite (não fui na segunda e perdi a Chaka Khan que falaram que foi massa), todas as fichas estavam em Aloe Blacc. Um dos novos nomes do soul, catapultado pelo sucesso de “I Need a Dollar” e com boas músicas como “Green Lights” no repertório, Aloe Blacc fez… tudo errado.

Mostrando uma inesperada faceta presepeira, o cantor torrou a paciência desde o início com bordões como “bota a mão pra cima”, fazendo coraçãozinhos S2 com as mãos, acompanhado por uma boa banda e duas fracas vocalistas de apoio com figurinos destoando totalmente do resto do grupo.

Nada disso, lógico, foi o pior. Ruim mesmo foi ver arranjos de baile (sem que isso seja elogio) para todas as músicas, desprezando o que elas tem de melhor em nome de um suposto “frescor” em relação ao disco. E tome batidas de reggae cachoeira, com direito a “No Woman, No Cry” e um rap constrangedor de uma das vocalistas. Tá ruim? Piora. Rolou sambadinha.

Com a escalação que costuma ter e conseguindo atrair público (mesmo que não tenha lotado, até porque é “longe”) o festival continua prometendo, ainda sem cumprir totalmente a proposta. Embora tenha acertos, o formato ainda não encaixou. Ano que vem deve ter mais.

sexta-feira

11

março 2011

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Vai começar o SXSW 2011

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Hoje começa o SXSW e, se lá estivesse, essa seria a minha lista de shows (em ordem alfabética):

Beans
Blaqstarr
CASIOKIDS (excelentes ao vivo)
CHICO MANN (afrobeat digital)
Classixx (pelos remixes)
Clock Opera (também pelos remixes)
Daedelus
DARWIN DEEZ (até agora não caiu nas graças dos festivais)
Database (Brasil-sil-sil)
Ellie Goulding
Flosstradamus
Friendly Fires
Gold Panda
James Yuill
KING CREOSOTE
Lenka
Light Pollution
MOUNT KIMBIE
Shit Robot
SUN ARAW
Tapes & Tapes
TORO Y MOI
Toy Selectah
Wu Tang Clan (vão estar todos integrantes?)
Zé Maria (de Vitória)
Zuzuka Poderosa

segunda-feira

27

setembro 2010

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Vimeo Festival + Awards

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“Fluid Sculpture”, indicado na categoria “Captured”

Foram anunciados os 45 finalistas do Vimeo Festival, escolhidos entre 6.500 inscritos, divididos em nove categorias: Narrativa, Remix, Série Original, Documentário, Videoclipe, Animação, Grafismos, Experimental e Captura (registros de obras de performances de arte).


“Four Letter Words”, indicado na “Captured”

Só tem coisa legal, vale a pena assistir todos — alguns você já viu por aqui, aliás — e o melhor: de casa.


Metronomy, “On The Motorway”, indicado na categoria “Musi Video”

O grande felizardo da noite, o prêmio de melhor vídeo, recebe 25 mil dólares para produzir um novo trabalho. A maior recompensa, promete o Vimeo, é a exposição massiva dos vídeos ganhadores de cada categoria no próprio saite.

Os vencedores serão revelados numa cerimônia em Nova York, dia 09 de outubro.


“Locus”, indicado na categoria “Motion Graphics”