fabric Archive

quinta-feira

28

abril 2011

3

COMMENTS

Dub na Fabric e em Brixton citados na novela da 8

Written by , Posted in Urbanidades

Quanta modernidade.

Via Chico Dub.

quinta-feira

29

maio 2008

2

COMMENTS

Ecos-ecos-cos-cos-sssss

Written by , Posted in Resenhas

A primeira edição da festa Dublime na Fabric trouxe uma escalação em sintonia com um certo documentário.

De Lee Perry a Pole, passando por Don Letts, Congo Natty, Kode 9 e alguns dos principais nomes do dubstep, do jungle e do UK Roots, o evento foi um passeio pela linha evolutiva do dub, do berço jamaicano a improvável vertente alemã.

Com três pistas rolando simultaneamente, o esquema era cruel: escolhia-se um nome pra conferir, perdia-se, no mínimo, outras duas coisas muito boas.

Embora não seja uma presença rara em Londres, sendo de Leeds, o Iration Steppas teve prioridade. Tocando na menor pista, com MCs exaltando o time e um grave de amassar o peito, a versão de “Welcome to Jamrock” já valeu o set.

Don Letts fez um set pesado pacas, misturando digidubs com roots, transformando num presente o atraso para o início da apresentação do Lee Perry.

Em sua passsagem pelo Brasil, em 2007, acompanhado por uma banda que não era a sua usual, Lee Perry já fez mágica num pé só (o outro estava engessado), imagina acompanhado por Adrian Sherwood.

Além das bases e efeitos caprichados de Adrian, o grande barato da apresentação é que ela dura exatamente o tempo que Lee Perry leva para pintar um de seus quadros, no palco.

Misturando grafite com as pinceladas naïf, características da decoração do seu chamuscado estúdio, a Black Ark, Perry fala sem parar, entre improvisações e trechos de clássicos como “War inna Babylon”, “Curly locks”.

Perry é primeiramente um produtor, não um artista (embora tenha gravado várias músicas), então o ideal seria vê-lo mixando, coisa que ele já não faz mais.

O show é sim morno, mas isso pouco importa quando se está cara a cara com uma lenda da dimensão (dimensões?) de Lee Perry, com um pincel na mão, pintando os braços de quem os esticasse em sua direção.

Na outra pista, logo na sequência, o Pole tocou com um laptop, mixando e aplicando os efeitos ao vivo, através de uma mesa.

Resvalando no minimal house e mais dançante do que se poderia imaginar pelos discos, o alemão tem mesmo os dois pés no dub, por mais que diga em seu saite que é apenas uma influência.

Com os ouvidos zunindo de tanto grave, a parcela dubstep ficou pra depois.

A escalação completa da festa:

Pista 1 – ROOTS
Lee Perry Soundsystem & Adrian Sherwood (LIVE)
Dillinja (Valve Recordings)
Congo Natty aka Rebel MC (LIVE)
Caspa & Rusko (Dub Police), Loefah (DMZ/ Deep Medi)
Don Letts (Dub Cartel Sound System)
Souljazz Soundsystem
MCs Pokes, Warrior Queen & Rod Azlan

Pista 2: TEC
Pole (LIVE) (Scape/Mute)
Sleeparchive (LIVE)
Kode 9 (Hyperdub)
Scuba (Hotflush)
Pinch (Tectonic/Planet Mu)
Appleblim vs Peverlist (Skull Disco/Punch Drunk)
Downshifter (Skud/Hyponik)
MCs Flow Dan & Rogue Star

Pista 3 – POOM
Iration Steppas (Sub Dub)
Moody Boyz (Studio Rockers)
Antisocial (Deep Medi)
Blackdown & Dusk
Earl Gateshead (Trojan Sound System)
Jonny Trunk (Trunk Records)

quarta-feira

12

março 2008

0

COMMENTS

G1, 11/Mar/2008

Written by , Posted in Imprensa, Música, Resenhas

SanyPitbull_Fabric.jpg
foto e vídeo: URBe

Cobertura da passagem de Sanny Pitbull na Fabric, Londres, que escrevi para o G1.

Sany Pitbull leva funk carioca para templo da eletrônica em Londres

DJ se apresentou na Fabric, tradicional casa da capital britânica.
Ele também misturou hits do pop em sua apresentação.

Não é mais novidade que o funk anda entortando cinturas fora do Brasil. A apresentação do DJ Sany Pitbull na Fabric, uma das boates mais conhecidas de Londres (famosa pelas coletâneas que lança, mixadas pelos principais nomes da cena eletrônica mundial) é apenas o capítulo mais recente dessa invasão.

As batidas de Kraftwerk, Afrika Bambaataa e o Miami Bass pousaram nos bailes black dos subúrbios do Rio no início dos anos 80, sendo absorvidas e transfomadas no som simplesmente conhecido hoje como funk. Por volta de 2003, quando o DJ Marlboro já havia tocado no Central Park, em Nova York, o funk foi “descoberto” por nomes como o produtor norte-americano Diplo ou a cantora anglo-cingalesa M.I.A e ganharam o mundo.

O set de Sany Pitbull na Fabric, apesar de não ser um fato de todo inédito (o próprio Sany tem feito turnês por toda Europa), marca um momento importante. Não se trata mais de ser reconhecido por entendidos do assunto ou aparecer em eventos especializados fora do país. As sextas-feiras da Fabric atraem um público gigantesco, gente “normal”, que paga caro (cerca de R$ 50) simplesmente para escutar boa música eletrônica (e encher a cara).

Não é tarefa fácil lotar a pista principal de um lugar desses, que conta ainda com outras duas pistas. Mais difícil ainda se o seu som for estranho aos ouvidos do público, majoritariamente formado por ingleses e outros estrangeiros (a julgar pelos movimentos labiais de quem cantava clássicos como “Rap das armas”, de “Tropa de elite”, com direito a “bonde”, havia bem poucos brasileiros). Botar o lugar fervendo, com gente rindo até a orelha então, nem se fala.

Para ganhar o público, além de músicas de parceiros do Carioca Funk Clube (“Electro Bass”, do DJ Phabyo, entre elas) e “Popozuda rock n roll” (De Falla), como um 2ManyDJs tupiniquim, Sany fez uma mistureba funk pra lá de pop, emendando:

“Da Funk” (Daft Punk), “Sweet dreams” (Eurythmics), “We will rock you” (Queen), “Otherside”(Red Hot Chilli Peppers), “Seven Nation Army” (White Stripes), “Sweet child O’mine” (Guns n’ Roses), “Satisfaction” (Beni Benassi), “Come as you are” em que o baixo vibra como um berimbau (Nirvana), “Satisfaction” (Rolling Stones), “Owner of a lonely heart” (Yes), “Your love” (Outfield), “Rap das armas” (Cidinho e Doca) e uma seqüência de James Brown. Ufa

Sany tem se diferenciado de outros produtores de funk por estar apostando na vertente instrumental do gênero, utilizando pouco, ou quase nenhum, vocal em suas músicas. Em vez disso, tem experimentado com sonoridades pouco comuns ao universo do funk, utilizando de barulhos de construção a gongos orientais em suas produções. A bagunça foi batizada de “pós-baile funk” pelos alemães do selo que lança os discos do Pitbull.

O grande destaque foi o remix ao vivo assassino, na MPC (um sampler eletronico), de “We are your friends”, do Justice (que por sua vez é um remix de “Never be alone”, do Simian), um sucesso que já deve ter cansado os ouvidos, já que vem sendo tocado insistentemente há pelo menos três anos. Mas nunca desse jeito.

Sinden, DJ conhecido na cidade e que tocaria na seqüência, olhava embasbacado Sany batucar na MPC. Sério, como sempre, Pitbull permaneceu concentrado. Era só mais um baile e as cinco da manhã ele tinha que estar no aeroporto.

Abaixo assista o DJ Sany Pitbull entortando o remix de “We are your friends”:


DJ Sany Pitbull @ Fabric

terça-feira

31

julho 2007

0

COMMENTS

%d blogueiros gostam disto: