Levou cinco anos, mas Diplo conseguiu sua nova “Paper Planes”, superando-a até (mesmo que não estoure da mesma maneira). De onde menos se espera – o horroroso Major Lazer, projeto com Switch – veio a melhor música do ano.
Esse deve ter sido o ano em que menos fui a shows em muito, muito tempo. Culpa do cronograma de gravações mais cruel que já enfrentei (sempre noturnas, sempre em dias de bons shows). Ainda assim, teve MUITA coisa boa. Segue a lista, em nenhuma ordem específica.
A estranheza que a sonoridade do Dirty Projectors desperta beira o desconforto. Ritmos prevalecem sobre a melodia, harmonias vocais vão pra um lado e baixo e bateria pro outro, dando apenas algumas folgas para platéia achar que entendeu e vai dar pra acompanhar o resto.
É um pique-pega em que a banda está sempre a frente. Por isso não espanta o fato do Teatro Odisséia não ter recebido um grande público, ainda que houvesse mais gente do que se esperava. Sem falar que o Fla assumiu a liderança do Brasileirão horas antes e a comemoração virou o principal programa da noite.
“Stillness Is The Move”
O show prende tanto a atenção que, quando você finalmente entra na onda, acaba. A estrutura das músicas são muito interessante e bem montadas, encaixando passagens e trechos dispersos de maneira retalhada e ainda assim fazendo sentido.
Até o som do Odisséia, um dos piores do Rio, colaborou. Infelizmente, a apresentação começou com mais de duas horas de atraso, num domingo a noite, o que não é exatamente uma novidade e certamente colaborou para ausência de muita gente.
Quem lá esteve, no entanto, se encantou com a banda. Até os integrantes, conhecidos por sua postura fechada tanto no palco quanto fora dele, estavam soltinhos, fazendo piadas e rindo sem parar.
É raro ter a chance de ver uma banda tão pouco preocupada com fórmulas pop tocando por aqui, ainda mais num lugar pequeno. Quando pinta, tem que aproveitar, inclusive para possibilitar novos eventos. É uma pena que mesmo quem curte não se dá conta da importância do apoio od público para se criar uma cena, um circuito.
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Não foi exatamente assim que começou, lá em 2003, e ainda deve mudar muito. A graça é essa.