Como disse, “OViolão” era para ter sido lançado há um ano atrás. Tendo participado do disco “Sem Nostalgia”, do Lucas Santtana nessa época e estando por dentro desse papo de reconstruir o formato voz e violão, Curumim foi um dos primeiros nomes que pensei pra essa coletânea.
O que o Curumin fez nessa versão de “Solidão Gasolina” só confirma que ele tinha mesmo que estar. Uma reconstrução musical, onde não faltou disposição pra explorar o violão inteiramente.
O Marcelo Frota, do Momo, foi um dos primeiros a responder ao convite para participar da coletânea “OViolão” e foi também o primeiro a enviar a sua faixa. Mais do que ver sua música circulando, ele estava curioso para ouvir as versões dos outros artistas, perguntando sempre. Com nossa demora pra lançar as músicas, a antes inédita “Mas É O Fim” acabou saindo numa compilação da revista +Soma. Como ele era um dos mais entusiasmados não deu nem pra ficar triste. Foi justo.
A psicodelia do Burro Morto corre solta, mesmo longe das tomadas e baseadas no violão. Os paraibanos praticamente inauguram um novo gênero, progressivo caipira, numa música ensaiadinha e ainda assim tão viva que soa como um improviso.
O nome do Wado foi um dos primeiros a serem lembrados para coletânea. Figura totalmente d’OEsquema, sua participação era fundamental. Por isso, foi com muita tristeza que recebemos a negativa do Wado, que estava doente na época, sem poder gravar.
A tristeza foi tão grande que superou o bom senso. Mesmo sabendo que ele não podia, insistimos e insistimos. Até que ele se lembrou que tinha essa versão de “Frágil” ainda inédita e, com os vocais já gravados, era apenas questão de fechar o instrumental.
Felizmente, Wado já está melhor e sua música aqui na coletânea. Deu tudo certo, como sempre acontece com as boas coisas.
Visite o Trabalho Sujo para baixar a outra música do dia, Lucas Santtana,“Nighttime in the Backyard”.
Começamos hoje a soltar as músicas da coletânea “OViolão”, d’OEsquema.
Eu e o Matias simplesmente convidamos alguns artistas que gostamos para produzirem versões cruas (baseado no voz e violão, mas não preso a isso) de uma de suas músicas, suavizando a produção e valorizando a composição. O Mini e o Arnaldo também colaboraram com idéias e contatos. Dá um pulo no Matias fala que ele mais um bocado dessa história.
É tanto uma chance de ouvir músicas com menos elementos quanto é uma boa trilha para esse fim de verão. Muita gente bacana participou, tem bastante música boa vindo por aí.
Chamamos a a Caroline Bittencourt para fazer a foto da capa e ela acabou fazendo um ensaio com um luthier, gerando uma imagem para cada música. A arte da capa e dos vídeos foi feito pelos amigos do estúdio Dimáquina.
Na verdade, o lançamento está atrasado que só. A coleta era pra ter sido lançada nessa mesma época, só que no ano passado. Ficamos esperando o lançamento da nova página inicial do portal (que esse ano finalmente vem!) e o resto é história.
Vamos soltando as músicas a conta-gotas, de uma em uma, até o final, quando pinta um pacote com todas as músicas.
Abrindo a sequência, “Filha da Ira (OViolão)”, da AVA, filha de Glauber Rocha, cantora de timbre muito peculiar, forte, contrastando com essa música delicada.
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Não foi exatamente assim que começou, lá em 2003, e ainda deve mudar muito. A graça é essa.