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segunda-feira

7

abril 2014

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As "facilidades" da vida digital

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XSFRTN_newmuseum_01

Ansiedade são 9TB (fotos pessoais, material bruto de filmagens, projetos e movs finais) distribuídos em 5 HDs.

É o sofrimento da vida digital: encontrar uma maneira de organizar esse volume de conteúdo, backupear (em mais HDs? tô namorando esse My Cloud da WD), decidir confiar na nuvem (veja o que aconteceu com o Everpixexistem várias outras opções) e buscar maneiras de automatizar o processo.

E isso porque não estamos falando ainda das crises de formatos. Armazenar é apenas parte do problema. Ano passado vi a exposição “XFR STN” (Transfer Station), no New Museum, que tratava em parte desse assunto.

A mostra nada mais era do que uma coleção de suportes (floppy discs, VHS, u-matic, disquetes, zip drives, cd-r, etc) e uma estação de transferência para que visitantes pudessem acessar e digitalizar (ou redigitalizar) materiais gravados nesses formatos. Muita coisa já está perdida pela simples falta de acesso a esses drives.

Se você acha que basta fazer backup em DVDs ou múltiplos HDs, vai achando… Além dessas mídias se desgastarem, os formatos em que esses arquivos são gravados mudam, as vezes lentamente, e não será surpresa se num futuro nem tão distante não houver como acessá-los.

JPEG hoje é a norma, um dia aparece outro formato, primeiro compatível, depois outro compatível apenas com o anterior até que num dado momento não dá mais pra abrir aquele arquivo. Só mesmo praticando o desapego pra aturar.

XSFRTN_newmuseum_02

sexta-feira

17

maio 2013

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A polêmica do Photoshop na nuvem

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Num movimento ousado, a Adobe moveu todos seus programas (Photoshop, Illustrator, After Effects) para a nuvem, no serviço chamado Adobe Creative Cloud.

O que isso significa é que todas os escritórios de design, produtoras de vídeo, animação, estúdios de fotografia e etc não poderão mais comprar os programas e passarão a ter que pagar uma mensalidade para utilizá-los. É o fim da compra de uma licença perpétua de uma versão de um software.

É um pacote fechado, com todos os programas, não dá pra escolher quais, por cerca de 50 dólares mensais. Sim, mensais. Comercialmente, faz muito sentido. Afinal, verdadade seja dita, apenas uma pequena parcela dos usuários de fato paga pelos programas, facilmente encontrados em CDs piratas e torrents. Nunca paguei.

É dinheiro pra chuchu e a chiadeira já começou, principalmente por tornar todos os usuários em reféns dos upgrades obrigatórios, aumentos de preço ou o que mais a Adobe quiser.

É uma mudança de paradigma e tanto que pode se refletir em outras áreas da indústria criativa. Quem utiliza serviços pagos de streaming de música, por exemplo, como Spotify ou Rdio, já não tem as músicas em seu próprio computador e precisa estar logado – e pagando – para ouví-las. E vem mais mudanças por aí, pode ter certeza.

Claro que Hitler não gostou das mudanças.

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