brixton academy Archive

quinta-feira

21

agosto 2008

0

COMMENTS

Rolling Stone, Julho/2008

Written by , Posted in Imprensa, Música, Resenhas


foto: URBe Fotos

Resenha do show do Coldplay na Brixton Academy, em Londres, que escrevi sob encomenda da Rolling Stone.

Coldplay
Brixton Academy – Londres – 16 de junho
2 estrelas e meia
Viva la repetición

O Coldplay não decepciona seu público. A cada disco da banda, os fãs – mesmo os de ocasião, que conhecem apenas uma ou duas canções – podem ter certeza que as músicas serão, como sempre, umas iguais as outras. O show não é diferente.

Mesmo contando com Brian Eno na produção, o que se ouviu na apresentação gratuita de lançamento da turnê de seu quarto disco, “Viva la vida or death and all his friends”, foi mais do mesmo: baladas melosas, refrões grudentos e, sim, boas melodias. O que, diga-se, não é lá tarefa muito fácil, apesar da monotonia.

No bis, a banda surgiu no balcão do segundo andar para transformar “Yellow” numa serenata cafona, antes de voltarem mais uma vez para o palco (ao som de um remix de “Speed of sound”) para fechar com “Fix you”, “Lover in Japan” e uma chuva de papel picado em formato de borboleta.

Se também vai cair dinheiro do céu como sua gravadora espera, é uma outra história.

segunda-feira

18

agosto 2008

3

COMMENTS

Reis

Written by , Posted in Música


Kings of Leon, “Molly’s chamber”

É uma longa estrada essa que leva um grupo de garotos que cantam em corais de igreja, para uma banda que toca em rodeios e, de lá, para se tornar atração principal de festivais de verão europeus.

Voando um pouco abaixo do radar, o KoL cresceu e hoje assistir esse show com 5.500 pessoas na Brixton Academy é vê-los num lugar pequeno.

Os ingressos foram pulverizados em 3 minutos no dia do início das vendas e eram vendidos por até 150 libras na porta da Brixton Academy. Ou por por um décimo disso, dependendo dos contatos.

Existe uma grande diferença entre assistir uma banda num festival, naquele show padrão de 45 minutos, e ver o mesmo grupo tocando por quase duas horas, sem se preocupar com quem veio antes ou se apressar para ceder o palco para quem vem depois.

Abrindo com a nova “Crawl”, os irmãos (e um primo) Followill aparentavam estar mais relaxados do que o normal, parecendo até estar gostando do show.

Inexplicavelmente, o KoL faz sucesso independente dos integrantes serem pouco carismáticos — e estarem poucos preocupados com isso.

Cercados por telões, globos e letreiros luminosos, o cenário era mais adequado aos estádios por onde a banda tem tocado na Europa, dando a dimensão do quanto a banda cresceu.

Enquanto em casa, nos EUA, as coisas não andem tão bem assim, o próximo show do KoL em Londres, em dezembro, será na O2 Arena, para 60 mil pessoas.

O vocalista/guitarrista Caleb brincou, ao falar que era bom tocar nos EUA (seguido de uma pequena vaia), mas que “basta um show em casa para nós querermos voltar para Londres”. O público adorou, comemorando com o tradicional e bizarro gesto de jogar para o alto copos de cerveja que custam mais de 10 Reais. Cheios.

A sequência “Milk”, “Four Kicks”, “California Waiting”, “The Bucket” e “On Call” aceleraram as coisas a um ponto que só mesmo a quietinha “Knocked up”, com sua frase hipnótica da guitarra de pegada country, para acalmar o público.

Sem se repetir e com coragem de experimentar, o mais interessante de acompanhar o KoL é que trata-se de uma das poucas bandas dessa geração que vem constantemente melhorando, seja em disco ou ao vivo.

“Only by the night”, quarto disco da banda, sai em mês e a banda já soltou um vídeo com aperitivos (confira abaixo). Se mantiver a curva ascendente, vai chover cerveja em Londres em dezembro.


Um aperitivo de “Only by the night”

O repetório do show na Brixton Academy (as músicas novas em negrito):

“Crawl”
“Black Thumbnail”
“Taper Jean Girl”
“My Party”
“Razz”
“Molly”s Chambers”
“Wasted Time”
“Sex On Fire”
“King Of The Rodeo”
“Fans”
“Arizona”
“Milk”
“Four Kicks”
“California Waiting”
“The Bucket”
“On Call”
“Mcfearless”
“Pistol Of Fire”
“Trani”
“Knocked Up”
“Manhattan”
“Charmer”
“Slow Night, Slow Long”

segunda-feira

7

abril 2008

0

COMMENTS

Super Taranta

Written by , Posted in Música, Resenhas

Puxados pela energia infinita do amigo da Madonna, o violonista e vocalista Eugene Hütz, o Gogol Bordello fez uma apresentação tão bombástica quanto a de dezembro passado — novamente com ingressos esgotados — em Londres, dessa vez na Brixton Academy.

Comece a vestir roxo.

%d blogueiros gostam disto: